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Esperteza eleitoral

26 de junho de 2006 1

Divulgação / clicRBS
Até a semana passada, Lula não estava nem aí para a legislação eleitoral. Valendo-se das benesses do cargo, cruzava o país de Norte a Sul, misturando atividades presidenciais com as de campanha. Oficializado candidato, chegou a ensaiar uma fórmula de driblar as restrições, dizendo que a partir de agora irá só %22inspecionar%22 obras em andamento. A esperteza gerou uma fina ironia do deputado Fernando Gabeira:

– O próximo passo será promover eventos em que o presidente desejará o surgimento de uma obra.

Lula não é único. Fernando Henrique fez o mesmo, embora tenha viajado menos e economizado mais em publicidade. Mas o que preocupa Lula e seus estrategistas é a má vontade de Marco Aurélio Mello. À frente do Tribunal Superior Eleitoral, Mello já deixou bem claro que não vai dar mole para Lula. Não por acaso vetou o aumento para o funcionalismo. É por conta dessa marcação cerrada que Lula escalou Tarso Genro para dialogar com o tribunal e pediu a prefeitos e governadores que se desliguem dos cargos para ajudar na campanha. Com as andanças reduzidas aos finais de semana e sob os ataques da oposição, o presidente-candidato vai precisar do maior número possível de cabos eleitorais. Como de bobo Lula não tem nada, desta vez espera não contar só com a militância, mas com administradores que saibam potencializar as realizações de seu governo.

Íntegra da coluna de terça-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

Comentários (1)

  • João Roberto Gullino diz: 27 de junho de 2006

    Realmente, de bobo Lula não tem nada, mas é esperto somente para preparar suas maracutaias e tentar driblar as leis.´Mas é um ignorante, pois ignora tudo, como agora quer ignorar também as leis. Se por ventura, Lula perder as eleições, aí sim deve mostrar a sua verdadeira cara, a outra, o reverso de “lulinha, paz e amor”. Oscar Wilde já nos ensinava que ” os pequenos atos de cada dia fazem e desfazem o caráter”.

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