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Fazendo as pazes

29 de junho de 2006 0

Renan Calheiros/Antonio Cruz/ABr
A decisão de manter o reajuste dos servidores públicos é mais um lance de esperteza eleitoral do governo. Convicto de que o aumento não será derrubado na Justiça, o Planalto não só faz as pazes com um setor que o acusava de traidor como ainda coloca a oposição numa saia justa. Não é à toa que PSDB e PFL decidiram não contestar a decisão, apenas criticá-la. Não querem ficar com ônus de inviabilizar o aumento de salário para uma parcela expressiva da sociedade. Aliado fiel de Lula, Renan Calheiros agiu rápido. Atribuiu a culpa pelo atraso no reajuste à oposição, que retardou ao máximo a votação do Orçamento, obrigando o governo a recorrer à edição de medidas provisórias. Calheiros talvez até tenha razão. O Congresso vive um de seus anos mais letárgicos. E a proximidade das eleições só acentua a paralisia legislativa. Nem mesmo a Mesa Diretora da Câmara se reúne mais. Também pudera. Pelo menos três integrantes estão sendo investigados pela Polícia Federal no esquema dos sanguessugas. Eleito na esteira do mensalinho , que derrubou Severino Cavalcanti, Aldo Rebelo não disfarça o desconforto em ter de se reunir com parlamentares suspeitos de corrupção , tanto que há mais de um mês não reúne a Mesa Diretora. Como estamos em ano eleitoral, em pouco tempo o Legislativo estará às moscas, com cada parlamentar tratando de afagar o eleitorado em busca da renovação do mandato. E como nenhum dos envolvidos no novo escândalo será cassado, a solução terá de vir pelo voto.

Íntegra da coluna de sexta-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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