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Graças à telinha

30 de junho de 2006 0

O crescimento de Geraldo Alckmin nas últimas pesquisas só comprova o que todos já sabiam. É a TV que vai decidir essa eleição engessada pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e onde só dois candidatos estão no páreo: Alckmin e Lula. Parte do desempenho do tucano se deve às recentes inserções no rádio e na TV, já que antes Alckmin era desconhecido de grande parte do eleitorado. Até mesmo os militantes que participaram da convenção tucana não conheciam o candidato. O PFL também pode ter ajudado Alckmin, já que bateu forte em Lula e relacionou o presidente aos escândalos de corrupção. Com uma eleição sem showmícios e sem distribuição de brindes, cresce a importância da propaganda eletrônica. Uma prova disso é que, mesmo com um programa sonolento, Alckmin conseguiu reduzir o abismo em relação a Lula. O problema do tucano é que ele precisa se escorar na radical Heloísa Helena para tentar levar a eleição para um eventual segundo turno. Ou seja: além de crescer para um patamar de 35%, Alckmin depende de outros 15% a serem conquistados por Heloísa. A tarefa de Alckmin é dura. Lula tem a caneta na mão e uma forte exposição por estar no cargo. E o impacto do aumento salarial concedido ao funcionalismo ainda não foi medido. De qualquer forma, o otimismo tomou tomou conta da cúpula do PSDB e do PFL. Já há quem fale que, na próxima pesquisa, os dois aparecerão empatados e que a rejeição a Lula será decisiva.

– O não a Lula é maior que a ruindade de Alckmin – comemora um ex-ministro de FH que participa da coordenação da campanha tucana.

Íntegra da coluna de sábado de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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