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Bom negócio

30 de julho de 2006 1

Reprodução / clicRBS
Antes tarde do que nunca. Embora tenha abusado da liberação de emendas para aliados, o Planalto agora quer discutir mudanças na execução orçamentária. A intenção é dar uma resposta ao escândalo dos sanguessugas.
Ao apressar o debate, governo e PT querem minimizar o impacto das denúncias que reascenderam no debate eleitoral o tema da corrupção. Lula é quem mais tem a perder com a repercussão do esquema de fraude com ambulâncias. Tanto que oposição tenta atrair o Executivo para o banco dos réus da CPI.
Propor o fim das emendas individuais pode ser uma saída, mas não resolve o problema de corrupção no Congresso. Só os sanguessugas teriam embolsado R$ 12 milhões por meio de propinas, o que contribuiu para o aumento de renda e patrimônio dos parlamentares nos últimos anos. Eles fizeram valer a máxima de que ser político no Brasil é um excelente negócio.

Íntegra da coluna de segunda-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

Comentários (1)

  • Geraldo De Boni diz: 31 de julho de 2006

    Não suportamos mais pagar impostos, acima de tudo porque não retornarão para a sociedade. Tudo que se paga, perde-se num mar de lama, e o que temos? Educação de péssima qualidade, Saúde para enganar os pobres, Segurança nem se discute, Obras de infra-estrutura inexistem. Algumas pinceladas em época eleitoral. Por que deputado tem que ter emenda individual? Eles estão lá para legislar, aliás e a metade já bastava. Que tal 513 /2= Menos os carregadores de casacos,já dava uma boa economia.

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