Foi preciso Fernando Henrique Cardoso subir o tom para que Geraldo Alckmin partisse para a ofensiva. Ainda assim, o programa do tucano deixa muito a desejar. Estático nas pesquisas, somente agora Alckmin está disposto a levar ao ar as imagens das CPIs que fustigaram o governo Lula. Talvez seja tarde demais. PSDB e PFL já se arrependem de não ter pedido o impeachment de Lula. Agora, perdem tempo discutindo estratégias, numa letargia operacional sem precedentes nas eleições recentes. Fica difícil imaginar uma virada, a quatro semanas da eleição, ainda mais partindo de uma candidatura que enfrenta até mesmo escassez de material de propaganda. Na outra trincheira, Lula deita e rola. O presidente-candidato ri das trapalhadas tucanas e não deve revidar os ataques que se avizinham. Lula prefere fazer de conta que não é com ele. Afinal, até agora nenhuma das denúncias contra seu governo provocaram qualquer abalo a sua candidatura. Disposto a garantir a vitória já em 1º de outubro, o presidente anunciou ontem a medida que deve ser seu lance final. Num ato inédito, mandou pagar já em setembro metade do 13º dos aposentados e pensionistas. Um golpe de mestre.
Íntegra da coluna de sexta-feira de Klécio Santos em Zero Hora
Postado por Klécio Santos















Comentários