Antes de escolher os novos ministros, Lula precisa resolver um dilema interno do governo. A queda-de-braço entre desenvolvimentistas e monetaristas. Dessa luta, sairá o escolhido do presidente para comandar o Ministério da Fazenda e o Banco Central. Do lado desenvolvimentista estão Tarso Gerno, Dilma Rousseff e o próprio Guido Mantega. Do outro, Paulo Bernardo, ministro Planejamento e homem de confiança de Antonio Palocci e Henrique Meirelles, o timoneiro do BC e da taxa de juros. É em meio a essa batalha que surgiu o nome do empresário Jorge Gerdau para a Fazenda. Principalmente depois de Lula desautorizar Tarso, que pregou o fim da Era Palocci. Mas quem garante que Tarso não agiu em sintonia com o presidente, como forma de sondar as reações do mercado? Lula quer Gerdau, sim, mas para a hipótese de Luiz Fernando Furlan deixar o governo. Até porque os petistas não admitiriam entregar a chave do cofre para um empresário com o perfil de Gerdau.
Esse, aliás, é o principal problema do presidente: equalizar a disputa de poder dentro do PT. A tarefa é mais espinhosa do que atrair o PMDB. A legenda já dá sinais de que foi seduzida pelo canto da sereia.
Íntegra da coluna de quinta-feira de Klécio Santos em Zero Hora
Postado por Klécio Santos



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