A adesão total do PMDB ao governo era favas contadas. O problema do partido é o mesmo do PT: as divisões internas. Quando Michel Temer convidou Renan Calheiros para ir até a reunião, imaginava-se, enfim, a união dos peemedebistas. Mas não. Calheiros, com a ajuda de José Sarney, tem patrocinado o boicote de todas as reuniões que envolvem Temer. A idéia é enfraquecê-lo nas negociações com o Planalto. Além de destronar Temer, o grupo governista não quer perder espaço para a chamada ala tucana. Ou seja: participação igualitária com a turma de Temer, nem pensar. Calheiros e Sarney esperam uma recompensa pela antiga fidelidade. Uma delas é a nomeação de Roseana Sarney para um ministério.
O governo, porém, tem interesse em negociar com Temer para não ficar refém da dupla. E Temer, que sabe que seus dias à frente do PMDB estão contados, viu nessa intenção a chance de não perder influência. O momento, porém, exige um nome que agregue as duas alas. E este é o de Nelson Jobim. O único que pode corrigir as fissuras que começam a aparecer até na ala governista. Geddel Vieira Lima é contra a decisão de Lula de apoiar a reeleição de Aldo Rebelo para a presidência da Câmara. Ele próprio e Eunício Oliveira disputam o cargo. Quem sobrar leva um ministério. O encontro de Lula com Temer não chegou nesse nível. Até porque o grupo está debutando no Planalto com Lula. De fora do governo ficam apenas seis senadores e uma ala gaúcha.
- Vamos apoiar questões de interesse, mas sem ocupar cargos. Governar é problema do Lula - defendeu Eliseu Padilha.
Íntegra da coluna de quinta-feira de Klécio Santos em Zero Hora
Postado por Klécio Santos



Comentários