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Vassoura nova

15 de fevereiro de 2007 0

Gilberto Viegas/Agência RBS
Depois de um melancólico encerramento da legislatura passada, com a discussão do reajuste salarial dos parlamentares, o novo Congresso parece disposto a mostrar serviço. Na última semana, temas importantes para o país foram aprovados, como a Super-Receita, parte do pacote antiviolência e agora as novas regras do Fundo Partidário.
O projeto corrige uma distorção patrocinada pelo presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, que nos últimos tempos entrou em rota de colisão com o Congresso por conta dos altos salários. Os quatro maiores partidos se uniram para reverter a decisão do tribunal, segundo a qual os partidos nanicos passariam a abocanhar uma fatia considerável dos recursos do Fundo Partidário, em detrimento dos repasses às grandes legendas. Pela decisão do TSE, só o PT teve sua cota reduzida à metade.
Ou seja: passada a cisão partidária por conta da eleição à presidência da Câmara, uma onda positiva se espraiou pelo plenário. Ontem, às vésperas do feriadão de Carnaval, mais de 450 deputados registraram presença – coisa rara há bem pouco tempo. Resta saber se essa disposição irá se manter ao longo do ano ou são apenas os efeitos de uma vassoura nova. Tido como uma figura antipática, Arlindo Chinaglia agora ganha elogios até da oposição. Líder da minoria, Júlio Redecker já monta até uma estratégia. Quer aprovar rápido o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, a menina dos olhos do governo, para tirar o assunto dos holofotes. O Planalto agradece.

 

Íntegra da coluna de sexta-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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