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Luta inglória

16 de fevereiro de 2007 0

O novo confronto entre José Dirceu e Tarso Genro já tem data marcada. Será em julho, durante o Congresso Nacional do PT. O partido tem pressa em dar um fim a essa divisão. Em particular, o grupo de Dirceu, que comanda o Campo Majoritário, corrente que domina o PT. E isso tem um só objetivo: influir na sucessão de Lula em 2010. Com Lula, Aloizio Mercadante, Antonio Palocci e o próprio Dirceu fora da disputa presidencial, está em curso uma guerra de foice no dispositivo petista.
Polarizada entre Tarso e Dirceu, essa busca por espaço se reflete na atual composição do governo. Tarso quer ir para a Justiça. Dirceu quer impedi-lo. Lula pode arbitrar esse embate deslocando o gaúcho para o Ministério da Defesa. Tarso até se submeteria, e Dirceu ficaria contente. Mas essa solução seria interpretada como uma vitória do grupo de Dirceu. A interlocutores próximos, Tarso já confidenciou que seu destino será a Justiça e que não deseja permanecer nas Relações Institucionais. Não é do seu perfil lidar com parlamentares em busca de liberação de verbas e emendas.
Na realidade, Tarso e Dirceu são credores de Lula. O gaúcho construiu com louvor a aliança com o PMDB, sugestão de Dirceu no começo do primeiro mandato, mas à época recusada por Lula. Já o ex-chefe da Casa Civil guarda segredos inconfessáveis dos primeiros anos do mandarinato petista. É uma luta inglória para Lula arbitrar, mas que precisa ser encerrada em breve, sob pena de contaminar seu próprio legado à frente da Presidência.

 

Íntegra da coluna de sábado de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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