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Em causa própria

28 de fevereiro de 2007 0

Disposto a atrair os holofotes depois da derrota eleitoral na Bahia, Antonio Carlos Magalhães transformou a Comissão de Constituição e Justiça do Senado no palco das decisões importantes neste começo de legislatura. Temas corporativistas como aumento do Fundo Partidário e restrições às legendas nanicas se somam a assuntos de forte apelo popular, como o pacote antiviolência, que envolve a discussão sobre a maioridade penal. Não era preciso ser vidente para saber qual assunto andaria mais rápido. Primeiro, foi restabelecido o repasse integral do Fundo Partidário às grandes siglas.
Ontem, a CCJ aprovou o retorno do dispositivo que penaliza os partidos que não alcançarem uma votação mínima no país. As questões de apelo popular foram adiadas. Não é primeira vez que o Congresso aproveita a comoção em torno de um crime bárbaro para retomar projetos que mofam na Casa só para tentar dar uma satisfação ao eleitor. Quando o assunto esfria, a discussão dos temas também volta à geladeira. E de nada adiantou os governadores do Sudeste entregarem projetos de interesse na área de segurança. Nada será votado nos próximos 45 dias. A desculpa é que é preciso ordenar as propostas antes de levá-las à votação. Na Câmara, Arlindo Chinaglia tomou o mesmo rumo e criou um grupo de trabalho para analisar as propostas que tratam de coibir a violência. Ou seja, tão cedo não muda a legislação penal no país.

 

Íntegra da coluna de quinta-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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