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Posts de outubro 2007

Dos jatos ao Celta vermelho

31 de outubro de 2007 0

Depois de gastar três horas em declarações à imprensa na última coletiva como presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi desvencilhou-se da imagem de poder. Demissionário e de conversa marcada com o presidente Lula, foi sozinho até o estacionamento da agência, de onde saiu ao volante de um popular que em nada devia aos possantes da companheirada: Celta, vermelho, com direito a adesivo do presidente Lula e tudo mais. Para quem chegou de Santana surrado a Brasília, voltar ao Sul de Celta e com tapinha nas costas presidencial foi o melhor que poderia sobrar ao gaúcho, depois do pesadelo da crise aérea.

Postado por Robson Bonin

Provocação

30 de outubro de 2007 2

Isto é o que chamo de política de boa vizinhança. A Argentina acaba de eleger um novo presidente, neste caso nova - Cristina Kirchner -, e o presidente Lula apelou para sua verve de piadista. Ao discursar agora há pouco na solenidade da FIFA que confirmou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, Lula soltou:

- Vamos fazer uma Copa para argentino nenhum botar defeito.

Postado por Klécio Santos

O apagão continua

30 de outubro de 2007 0

Estava prevista para agora de manhã a votação do relatório final da CPI do Apagão Aéreo do Senado. Foi adiada. Justo porque três senadores (Romero Jucá, Wellington Salgado e Valdir Raupp) simplesmente não conseguiram embarcar para Brasília. Se três senadores não conseguem voar justamente para votar numa CPI que investiga o caos aéreo no país, imagine o turbilhão de passageiros comuns que transitam pelos aeroportos.

Postado por Rodrigo Orengo

O bolo de Zunga

29 de outubro de 2007 1

Lula assopra as velinhas
José Zunga é um anônimo militante petista, amigo de Lula. Foi dele a idéia de comemorar os 62 anos do presidente com um bolinho em frente ao Palácio do Alvorada. Ele também representa o sonho de 10 entre 10 petistas: um terceiro mandato para Lula. Algo à la Hugo Chávez.

Os chavistas de Lula são os deputados Devanir Ribeiro (PT- SP) e Carlos William (PTC-MG), que desejam um plebiscito ou a coleta de assinaturas para uma emenda que estabeleça o terceiro mandato. Embora o próprio Lula não canse de descartar a proposta e rejeite qualquer manifestação explícita em favor da idéia, os petistas que foram à festinha de Zunga saudavam o presidente com os três dedos erguidos. Por enquanto, não passa de um desejo da militância. Até porque, Lula já marcou data para sua volta: em 2014, depois de um interstício de quatro anos.

O retorno está programado para ano da Copa do Mundo no Brasil. É por isso que Lula passou a cortejar ninguém menos que o cartola Ricardo Teixeira, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ao lado de Teixeira, Lula estará amanhã na Suíça quando será feito o anúncio oficial do Brasil como sede. O petista quer ser o padrinho da idéia e, com isso, impulsionar o seu retorno ao Planalto em 2014.

Junto à comitiva, porém, estarão outros candidatos à sucessão de Lula, mas de olho em 2010, entre eles os tucanos José Serra e Aécio Neves. Como a hipótese de um terceiro mandato não vinga, resta apenas aos petistas tentar viabilizar um nome capaz de bater o candidato do PSDB na próxima eleição. E se depender de Lula o nome é Dilma Rousseff, a toda-poderosa ministra da Casa Civil, que se recupera de uma diverticulite aguda.

Postado por Klécio Santos

Quem é o marajá?

26 de outubro de 2007 1

A pergunta que não cala é:

- Quem afinal é o servidor lotado no gabinete da governadora Yeda Crusius que ganha mais de R$ 22 mil por mês?

Postado por Fábio Schaffner

Batalha das beldades

26 de outubro de 2007 1

Divulgação e JR Duran, Playboy, Divulgação
Mônica Veloso não deu o ibope esperado. Pelo menos é o que revelam os donos de banca de revistas de Brasília. A nudez da amante de Renan Calheiros, estampada nas páginas da Playboy deste mês, vendeu menos do que a ex-BBB Juliana Lopes, outra celebridade brasiliense. Mônica Veloso, por sinal, está se mudando para Santa Catarina. A beldade comprou uma casa em Jurerê pela bagatela de R$ 2 milhões. Pelo jeito, rendeu a exposição pública daquilo que só Renan havia visto nos recônditos da capital federal.

Postado por Fábio Schaffner

Na língua de Jobim

25 de outubro de 2007 0

Recorrendo a um jargão tipicamente gaúcho, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez a alegria dos governistas. Tudo porque Jobim esculhambou o presidente do Democratas, Rodrigo Maia. O entrevero se deu numa festinha patrocinada pelo senador Demóstenes Torres, terça-feira à noite, aqui em Brasília. Jobim e o colega de ministério Walfrido dos Mares Guia conversavam quando Rodrigo veio reclamar do assédio do governo aos senadores do DEM em troca da aprovação da CPMF. Nervosinho, Maia foi ríspido com os ministros. Jobim deu as costas para ele e lascou:

- Guri de merda.

Pano, rápido.

Postado por Robson Bonin

A banheira de Covatti

25 de outubro de 2007 3

Nada como dinheiro jorrando do bolso do contribuinte. Com um orçamento que supera os R$ 3 bilhões, a Câmara vai reformar os apartamentos funcionais que servem de moradia para Vossas Excelências, os deputados. O edital prevê a compra de 96 banheiras de hidromassagem da marca Mondialle, modelo Biela, orçadas em R$ 2.869,15 cada uma. Outros pequenos mimos estão previstos, como trituradores de alimentos de R$ 1.788,88 cada. Quem gostou da mordomia foi o gaúcho Vilson Covatti (PP). Debutante no Congresso, Covatti diz que recebeu um apartamento depredado.

- A banheira é do tempo da minha avó - reclama Covatti.

Postado por Carolina Bahia

Banho de espuma

24 de outubro de 2007 3

Parlamentares têm direito a banho com hidromassagem. Até de ofurô, se lhes convier. Só não dá para enxergar limpeza em tanta mordomia custeada com dinheiro público. O pior é que a reforma dos apartamentos funcionais, que inclui instalação de banheira e compra de triturador de alimentos, é totalmente desnecessária. A maioria - um total de 295 deputados - prefere receber o auxílio-moradia de R$ 3 mil mensais em vez de habitar um apê da Câmara. Só com auxílio-moradia, a Câmara tem um gasto anual de R$ 10,6 milhões, já que há 207 imóveis hoje desocupados. E vão continuar, porque hoje os parlamentares ficam em Brasília só três dias por semana, e a maioria não traz a família. É mais cômodo ficar em hotéis, que já têm a cobiçada banheira. Muitos, porém, pagam até prestações de imóveis com o dinheiro, o que é outra distorção na lei, já que o dinheiro não é para aumentar patrimônio, mas sim para despesa eventual com moradia. A existência dos apartamentos funcionais se justificava nos anos 70, quando os deslocamentos pelo país eram mais difíceis. Ou seja: os R$ 55 milhões que pode custar a reforma de 96 apartamentos irão literalmente escoar pelo ralo das banheiras. A solução mais econômica seria vender os apartamentos, todos situados em áreas valorizadas de Brasília. Mas aí já seria esperar de mais de um Congresso que só pensa em gerar despesa.

Postado por Klécio Santos

Onyx presidente do Brasil

23 de outubro de 2007 6

Nada como um pouco de humor para desanuviar as coisas em Brasília. Desanuviar metafórica e literalmente, já que Renan voltou à cena e começou a temporada de chuvas na Capital. Pois que a revista Piauí deste mês traz uma reportagem ficcional sobre os 10 anos da publicação. Na verdade, a Piauí, uma das raras reservas de inteligência da imprensa tupiniquim, recém completou um ano. Mas fez uma matéria projetando 2017. E, nesse futuro não muito distante, eis que o presidente do Brasil é nada menos do que o deputado gaúcho Onyx Lorenzoni, o colérico líder do Democratas. Segundo a cartomancia exercitada pela Piauí, Onyx chega ao Planalto após a renúncia do então presidente Lula (reeleito em 2014), pressionado por denúncias envolvendo o ministro João Dória Jr, que em 2007 havia liderado o movimento Cansei mas acabou aderindo ao PT. Numa manobra conduzida pelos militares, Onyx subiu a rampa, mas teve a legitimidade da posse questionada pelo Supremo. Jorge Bornhausen comandou a defesa de Onyx e o ministro do STF Eurico Miranda deu ganho de causa ao veterinário gaúcho.

Calma, é tudo piada!

Postado por Fábio Schaffner

Jóia da coroa

22 de outubro de 2007 0

O governo só pensa numa coisa: aprovar a CPMF. Hoje, no retorno da viagem à África, o presidente Lula reúne, como de praxe, o conselho político, mas o assunto discutido à exaustão será a prorrogação do imposto. Embora tenha parecido que Lula fala uma coisa e a base aliada age de outra forma, ambos estão em sintonia. Esta semana será a vez de Guido Mantega peregrinar pelo Senado para vencer resistências e testar os limites da oposição. Até porque, ao afirmar que deseja a aprovação do texto que veio da Câmara, Lula não quer dizer que o governo está irredutível. Apenas quer evitar alterações na proposta original, o que faria com que a medida tivesse que novamente retornar à Câmara para uma nova votação em dois turnos. Aí, sim, o governo voltaria a ser alvo de pressões de uma turma que só sabe barganhar cargos e emendas individuais. Ou seja: qualquer concessão, como diminuição de alíquota ou ampliação da faixa de isentos, será feita por meio de um projeto em separado. Com isso, o governo evita a demora na aprovação da medida, que é crucial.

Não é para menos. Em jogo está a viabilidade do segundo mandato do presidente Lula. Afinal, são R$ 40 bilhões em jogo. E tudo que Lula não quer é repetir Fernando Henrique Cardoso, quando a segunda experiência palaciana foi pior que a primeira, a tal ponto de o tucano ser preterido em palanques de aliados na sucessão eleitoral. A oposição sabe disso. Daí a firmeza do Democratas na recusa em aprovar a medida. Não importa nem mesmo se isso inviabilizará o governo. O que o DEM deseja é um Lula fraco em 2010, sem condições de eleger o sucessor. A sorte do petista é que os governadores tucanos, sem exceção, estão do seu lado. Dois deles - José Serra e Aécio Neves - , motivados pela cobiça ao Palácio do Planalto. E ambos não querem receber o trono sem a jóia da coroa.

Postado por Klécio Santos

Simon e migalhas

19 de outubro de 2007 1

Não teve outro jeito. Foi preciso ceder. Na ponta do lápis, faltam votos para aprovar a prorrogação da CPMF no Senado. Entre arriscar perder R$ 40 bilhões de uma só tacada e abrir mão de migalhas da arrecadação, prevaleceu a segunda opção. O grau da renúncia do Planalto depende da oposição. É ela que vai impor o seu preço. E não é o DEM, irredutível no assunto, mas sim o PSDB, legenda que criou o imposto. Se depender de Fernando Henrique Cardoso, os tucanos formam fileira com o DEM, mas o ex-presidente não está com essa bola toda no partido. A visita do vice José Alencar e do ministro José Gomes Temporão ao Senado quebrou algumas resistências, inclusive entre os aliados do governo. Como forma de demonstrar a boa vontade do Planalto, até a sucessão do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros, entra na negociação com a oposição. Não que o governo vá entregar a cadeira de Calheiros de mão beijada, mas admite apoiar um nome palatável também à oposição. Pode ser o do senador gaúcho Pedro Simon. Pelo menos é o que vem comentando à boca pequena a líder do governo, Roseana Sarney (PMDB-MA). Simon não seria uma ameaça ao governo. O problema é a turma fisiológica do PMDB aceitar o seu nome. De qualquer forma, seria uma forma de recuperar a credibilidade do Senado. E o governo, por sua vez, estaria feliz com a dinheirama da CPMF no bolso.

Postado por Klécio Santos

Remédio legislativo

18 de outubro de 2007 0

Mais uma vez, lá vem a Câmara querendo legislar depois que o estrago já foi feito. A bola da vez é o aumento das penas impostas aos condenados por crimes de trânsito. Criada em 2003, a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro pretende incluir com mais clareza no Código Brasileiro de Trânsito o conceito de crime doloso em acidentes. Do remendo, podem surgir tipificações aos atos de dirigir bêbado, em velocidade acima da permitida e fazer pegas. Não que a iniciativa não seja válida, pena que vem a reboque de tragédias, como as que ocorreram em Brasília e em Araçatuba na semana passada. Na capital do país, um homem matou três mulheres enquanto disputava um racha na ponte JK. Em Araçatuba (SP), um promotor embriagado bateu numa moto e matou uma família inteira: pai, mãe e filho de sete anos. Em vez de se anteciparem, criando leis preventivas, a Câmara se move pelas manchetes. Foi assim com a segurança, quando o menino João Hélio morreu arrastado por assaltantes no Rio. Também está se repetindo agora, no caso da fidelidade partidária.

Postado por Klécio Santos

Ah, essa danada da contradição...

16 de outubro de 2007 1

O que eu gosto de ver, aqui em Brasília, é o apego dos políticos ao manto ideológico dos partidos. Conforme a conveniência, lá vamos nós. No mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral julgava que o mandato sempre pertence ao partido, de vereador a presidente da República, o senador Aldemir Santana (DF) desistiu de sair do DEM. Ontem, ele se desfiliou do partido, anunciou a conversão ao PR, base da Igreja Universal e principal beneficiário dos anabolizantes da política tupiniquim – como cargos no governo e liberação de emendas. Pois, hoje, ele disse que está voltando para o Democratas. Tudo porque agora “o partido não me trata mais com suplente”. Santana ficou com a vaga este ano, após o senador Paulo Octávio se eleger vice-governador do DF. Na realidade, Santana só voltou ao partido depois que lhe foi assegurada uma candidatura ao Senado em 2010.
Ah, essa danada da ideologia, sempre a colocar a gente em contradição.

Postado por Fábio Schaffner

Atrasado

16 de outubro de 2007 2

Autor da proposta de emenda constitucional que aumenta o número de vereadores no país, o deputado Pompeo de Mattos quase perde a votação do próprio projeto. O gaúcho perdeu o vôo que saía de Porto Alegre rumo a Brasília no início da tarde. Sorte dele que a pauta da Cãmara estava congestionada e o projeto só deve ser votado amanhã. Pompeo deve chegar a Brasília no início da noite.

Postado por Fábio Schaffner

Lei seca federal

15 de outubro de 2007 1

Em entrevista publicada por Zero Hora neste domingo, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diz que apóia a idéia de se estabeler uma lei seca nos municípios mais violentos do país. Temporão chega a citar o exemplo de Diadema, em São Paulo, onde a venda de bebidas alcoólicas é proibida após às 23h. Na cidade, o índice de homicídios caiu bastante após a medida. Pois agora surge a notícia que o o governo pretende editar uma medida provisória proibindo a venda de bebidas nos bares e restaurantes instalados à beira de rodovias federais, A iniciativa teria sido sugerida a Lula pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Não por acaso, Tarso é amigo do secretário estadual de Segurança Pública, Francisco Mallmann, um dos entusiastas da lei seca.

Postado por Fábio Schaffner

Corda no pescoço

11 de outubro de 2007 1

O senador Renan Calheiros (PMDB) acabou de deixar a residência oficial, onde passou o dia inteiro reunido com assessores e advogados. Pressionado até por antigos aliados, ele passou a tarde estudando a possibilidade de renúncia à presidência do Senado. No momento, os senadores aguardam a chegada de Renan. Foi montada até uma estrutura digital para a leitura do discurso.

Postado por Rodrigo Orengo

Quem é Chico Macaco?

11 de outubro de 2007 1

Divulgação/Senado
Quem é Chico Macaco, o protagonista do mais novo escândalo envolvendo Renan Calheiros.

Transformado em araponga por Renan Calheiros com o objetivo de espionar senadores da oposição, Fracisco Escórcio não é uma invenção do alagoano. Por conta do senador Alexandre Santos, Escórcio era um mero carregor de malas, mas virou suplente por gratidão. E, mais tarde, assumiu o mandato pelo Maranhão por alguns meses. Daí sua relação com José Sarney.

Escórcio, porém, é de Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal. Seu apelido: Chico Macaco. Com isso, Chico passou a transitar pelo plenário com desenvoltura já há algum tempo. Seu negócio é bisbilhotar a serviço de Calheiros e Sarney, de quem ganhou um cargo de R$ 9 mil por mês. Quando José Dirceu estava na Casa Civil, prestava serviços ao petista.

Junto com amizades, cresceu também seu patrimônio. Hoje é de R$ 2, 4 milhões, declarados à Justiça Eleitoral no ano passado, quando concorreu e não se elegeu deputado pelo Maranhão.

Postado por Klécio

Afago e confusão

11 de outubro de 2007 0

Confortável em ninho alheio, o senador Pedro Simon (PMDB) não se importou de participar de um encontro da liderança dos tucanos na Câmara. Em uma clara demonstração de apoio, ele esteve ao lado da Yeda Crusius durante sua visita aos antigos colegas de partido. Sentado à cabeceira da longa mesa de reuniões, Simon ouviu discursos, falou em nome do Estado e, lá pelas tantas, provocou. Quando a governadora apresentou o deputado estadual progressista Jerônimo Goergen, o senador não se conteve:

- Vocês precisam mudar esse nome...PP, PT, soa muito parecido. Parece tudo igual!

Postado por Carolina Bahia

Insone

09 de outubro de 2007 0

A votação do segundo turno da CPMF na Câmara está agitando o Congresso. Como a oposição está pintada para a guerra e pretende obstruir os trabalhos até a madrugada, a base governista está apavorada com a possibilidade de passar a noite em claro. Agora há pouco, o deputado Sílvio Costa (PMN-PE) foi à tribuna reclamar.
- O que vocês querem? Que a gente trabalhe de vigia, até às 5h da manhã? - vociferou.

Postado por Fábio Schaffner

Sarney quer Lobão na Esplanada

09 de outubro de 2007 0

José Sarney não perde tempo. Embora continue fazendo afagos em Renan Calheiros, o ex-presidente sabe que precisa mesmo é manter em alta sua cotação no Palácio do Planalto. Para tanto, Sarney está cooptando para a base aliada o senador Edison Lobão, do Democratas do Maranhão. Prester a se transferir para o PMDB, Lobão ainda deve ganhar um mimo - e que mimo! - de Sarney: a indicação para o Ministério da Minas e Energia. A pasta vem sendo conduzida pelo secretário-executivo, Nelson Hubner, desde que o antigo ministro, Silas Rondeau, foi denunciado pela Operação Navalha. Lula deseja ver Silas de volta ao posto, mas como ainda tem pela frente a batalha pela CPMF no Senado...

Postado por Klécio Santos

Almoço grátis em Mianmar

03 de outubro de 2007 2

Como se o Brasil não tivesse cheio de problemas a resolver, a Câmara decidiu enviar três deputados para averiguar a confusão entre monges e a ditadura militar de Mianmar. Os deputados Vieira da Cunha (PDT-RS), Fernando Gabeira (PV-RJ) e Willian Woo (PSDB-SP) embarcam na próxima semana. Antes de chegar a Mianmar, os parlamentares fazem uma parada na Tailândia, onde o embaixador brasileiro Edgard Telles Ribeiro se incorpora ao grupo. A Câmara assegura que não irá gastar nada com a viagem. Como já vaticinava o saudoso economista Milton Friedman: "não existe almoço grátis". Ou seja, alguém vai pagar a conta. E com certeza não serão os nobres deputados.

Postado por Fábio Schaffner

Augustin multado em R$ 5 mil

03 de outubro de 2007 0

O ex-secretário estadual da Fazenda, Arno Augustin, foi multado em R$ 5 mil pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo decisão do pleno do TCU, Augustin autorizou um repasse irregular de R$ 16,5 milhões à Fundação dos Funcionários da Caixa Econômica Estadual (Fucae). Para o relator do processo, ministro Marcos Vilaça, o dinheiro, oriundo de um montante de R$ 1,4 bilhão emprestado pelo governo federal à Caixa, deveria ter sido devolvido à União. Após acordo judicial, no entanto, os R$ 16,5 milhões foram destinados ao caixa do Estado, numa operação de cessão de crédito junto ao Banrisul. De acordo com o TCU, houve desvio de finalidade. Arno Agustin pode recorrer da decisão.

Postado por Fábio Schaffner

Filés, fritas e vinho gaúcho

03 de outubro de 2007 1

Beto Albuquerque/Paulo Franken, Banco de Dados - 23/09/2004
Esse foi o cardápio do jantar dos líderes governistas com o presidente Lula, ontem, no Palácio do Alvorada. A conversa serviu para aparar arestas como a pressão por cargos feita pelo PMDB e PR, antecipar a discussão sobre a TV pública e prepar os aliados para votação do segundo turno da CPMF na próxima semana. Com a intenção de evitar surpresas no Senado, Lula deve realizar um jantar, este sim, mais importante, com os aliados naquela casa. Ao final, Beto Albuquerque, não resistiu e foi cumprimentar o presidente pela escolha do vinho, um Valduga.

Postado por Klécio Santos

Jogo duro

02 de outubro de 2007 0

Do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em entrevista ontem ao programa Roda Viva, da TV Cultura, sobre a briga com as companhias aéreas por mais espaço entre as poltronas daas aeronaves:

- Se você deixar, acaba viajando em pé - arrematou o ministro.

Postado por Fábio Schaffner