A Câmara dos Deputados parou. Neste momento, tanto o salão verde quanto as galerias estão às moscas. O motivo: com cinco medidas provisórias trancando a pauta, os deputados não podem votar as matérias sob pena de trancar a discussão da CPMF no Senado, que teria de deliberar sobre as mesmas MPs. A conseqüência: de braços cruzados, deputados já admitem levar para 2008 a votação de emendas importantes como as PECs do voto aberto, que acaba com as votações secretas no Congresso, e a dos vereadores, que redistribui o número de cadeiras nas câmaras municipais. O ritmo é tão lento, que, há pouco, o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), em entrevista à Rádio Gaúcha, despediu-se dos telespectadores desejando “um bom fim de semana”. Isso em plena quinta-feira. Nos cálculos da líder do PT, senadora Ideli Salvatti, a votação do tributo, em primeiro turno, no plenário do Senado deve começar na terça-feira, quando termina a discussão. Outros senadores, porém, acreditam que o debate acabe apenas na quinta. Neste momento, com a sessão a todo vapor, senadores da oposição distribuem socos na tribuna ao comentarem as declarações do presidente Lula, durante vistoria a obras no Espírito Santo. Lula disse que só o DEM e os sonegadores de imposto são contra a CPMF.
- Ao dizer isso, o presidente deixou escapar o seu lado de escorpião – esbravejou o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
Postado por Robson Bonin





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