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Posts de janeiro 2008

Ministra faz escola

30 de janeiro de 2008 2

Bem humorada, com cabelo alisado e novo corte, Ideli Salvatti pouco lembra a líder petista com ar carrancudo em votações polêmicas no plenário do Senado. O motivo é o período de férias que passou em Santa Catarina e o que já planeja para o carnaval na capital catarinense, com direito a desfiles em todas as escolas de samba. O alto astral permitiu até uma brincadeira com alguns jornalistas do Senado.

— Quem bom ver vocês com roupas mais alegres — comentou aos jornalistas que em dia de sessões plenárias trajam ternos comportados.

— Mas tem dois aqui que continuam de uniforme — corrigiu um repórter apontando para dois jornalistas enfarpelados.

— Isso é porque eles não relaxam e gozam — respondeu a senadora, às gargalhadas, parafraseando a ministra do Turismo Marta Suplicy.

Postado por Rodrigo Orengo

Ala dos políticos

29 de janeiro de 2008 2

Dois senadores já confirmaram presença no badalado carnaval de Salvador. Efraim Moraes do PTB da Paraíba e o presidente do senado Garibaldi Alves do PMDB do Rio Grande do Norte. Acompanham os foliões, no carnaval soteropolitano, o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima. Mas para o ministro o recado já foi dado pela Comissão de Ética Pública. Nada de camarotes de empresas de cerveja. O baiano vai ter que ver os famosos trios elétricos de outro lugar.

Postado por Rodrigo Orengo

A dor de dente do ministro

23 de janeiro de 2008 1

Convocado para fazer uma palestra sobre a crise americana na reunião ministerial, Guido Mantega teve um imprevisto. O ministro da Fazenda desfalcou a equipe para tratar de uma dor de dente. A incumbência ficou a cargo do presidente do Banco Central Henrique Meireles. A ausência não tirou o bom humor de Lula.

— Sentamos a esta mesa aqui, parece a Santa Ceia, todo mundo amigo, mas depois passamos um ano sem conversar — brincou o presidente. 

Só falta saber quem será o Judas.

Postado por Rodrigo Orengo

Até o último centavo

18 de janeiro de 2008 1

Nesses primeiros 11 meses de mandato, cada deputado federal teve direito à verba indenizatória para gastos de gabinete equivalente a R$ 15 mil mensais. Somado todo o período, os 513 deputados poderiam torrar R$ 165 mil com os seus mandatos individualmente. Exatamente o que fez um grupo de 36 parlamentares. Eles conseguiram utilizar até o último centavo da cota. No grupo, dois catarinenses: Djalma Berger (PSB) e Nelson Goetten (PR). Os dados são da própria Câmara dos Deputados. Entre os parlamentares do Estado que exerceram integralmente o mandato até aqui, a progressista Angela Amin foi a que menos torrou: R$ 145 mil. Somado os gastos de todos os deputados, a Câmara já pagou R$ 78,5 milhões com verbas indenizatórias.

Os gastos de Nelson Goetten (PR)

Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles
R$ 38.708,95

Aquisição de material de expediente
R$ 2.137,95

Locação de software e etc.
R$ 9.034,45

Combustíveis
R$ 19.460,86

Divulgação da atividade parlamentar
R$ 2.930,00

Locomoção
R$ 92.727,79

Total: 165 mil

Os gastos de Djalma Berger (PSB)

Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles
R$ 17.069,77

Aquisição de material de expediente
R$ 35,10

Locação de software e etc.
R$ 475,48

Combustíveis
R$ 49.493,49

Consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos
R$ 45.342,65

Divulgação da atividade parlamentar
R$ 7.950,00

Locomoção
R$ 44.633,51

Total: 165 mil

Postado por Robson Bonin

Medo da febre

08 de janeiro de 2008 0

Não é pequeno o tumulto causado em Brasília por conta das mortes ocasionadas pela febre amarela. Postos de saúde apinhados, o comentário espalhado nas esquinas e muita gente que optou por uma virada de ano em meio à natureza, no município vizinho de Pirenópolis em Goiás, preocupada. É que a doença tem nos macacos e na mata o seu paradeiro e tudo indica que tenha saído mesmo dos arredores da capital goiana. Depois de duas pessoas morrerem com suspeita da doença, uma em Goiânia e outra em Brasília, no fim de semana, a situação foi encarada com maior seriedade. Com a morte de Graco Carvalho Abubakir, 38 anos, nesta terça-feira, o fantasma chegou de vez. Morador do Lago Norte, bairro nobre de Brasília, Graco estava internado no Hospital Santa Luzia, no Distrito Federal, desde a última sexta-feira (4). Quando foi internado, apresentava um quadro clínico com febre alta, dor de cabeça e dor no corpo. Graco morreu às 13h45 e a causa da morte, segundo o hospital, foi insuficiência hepática, renal e respiratória. Nos postos, a fila deve redobrar nesta quarta-feira. O descontentamento entre a população, porém, não diz respeito às filas imensas, mas sim ao fato de alguns estabelecimentos médicos fecharem para almoço. Em uma das unidades da Asa Sul, pelo menos 15 moradores ficaram sem a vacina por conta do problema. Segundo o governo, 95% da população já foi imunizada.

Postado por Robson Bonin

Mão aberta

07 de janeiro de 2008 4

Na lista dos dez maiores gastadores da Câmara dos Deputados, em dezembro, o deputado gaúcho Marco Maia (PT-RS) aparece na sexta posição. Maia gastou R$ 30.775 no último mês do ano em combustível, correspondência, passagens, hospedagens, entre outras despesas. O levantamento apresentado pelo jornal Correio Braziliense de domingo, com base nos dados divulgados pelo site da Câmara, mostra os pedidos de reembolso de 496 dos 513 deputados que, juntos, consumiram R$ 4,8 milhões. O dinheiro faz parte da cota mensal de R$ 15 mil a que cada deputado tem direito para custear gastos de gabinete. Mesmo trabalhando pouco — por conta da discussão da CPMF no Senado, nada foi votado na Câmara — alguns parlamentares gastaram, em alguns casos, até três vezes mais que o registrado no mês anterior. Maia, por exemplo, consumiu R$ 10.135 em novembro e foi o único gaúcho na lista dos que mais utilizaram o dinheiro em dezembro. Nos corredores da Câmara, a prática é conhecida. Para não perder o saldo positivo somado ao longo do ano com o acúmulo das sobras de caixa de cada mês, parlamentares torram exageradamente a verba — ou simulam com notas, como admitem assessores do Legislativo. Para saber quanto os demais deputados gaúchos gastaram, clique aqui

OS GASTOS DE MAIA em dezembro:

Aluguel de imóveis para escritório; despesas concernentes a eles.
R$ 205,02

Aquisição ou locação de software; serviços postais; assinatura de publicações; TV a cabo ou similar; acesso à Internet; e locação de móveis e equipamentos.
R$ 32,70

Combustíveis e lubrificantes. Tipo de equipamento: veículos automotores.
R$ 4.219,57

Divulgação da atividade parlamentar.
R$ 26.089,00

Locomoção, hospedagem e alimentação.
R$ 229,47

Total R$ 30.775,76

Fonte: www.camara.gov.br

Postado por Robson Bonin

Nada de Marambaia para o presidente

04 de janeiro de 2008 0

Não vai ser dessa vez que o presidente Lula poderá caminhar pelos 42 km de praia da Restinga da Marambaia no Rio de Janeiro. Nem se banhar nas águas transparentes da área privilegiada pela natureza e protegida pela Marinha do Brasil. Talvez em fevereiro, no carnaval. Ocupado até o pescoço com o redesenho do orçamento, sem os R$ 40 bilhões da CPMF, Lula decidiu ficar na Capital Federal. Aqui tem reuniões com os ministros para definir por onde a tesoura vai passar. A justificativa oficial é que o presidente não quer sobrecarregar o vice. Já que José Alencar passou por uma operação no final do ano passado.

Postado por Rodrigo Orengo

No mundo da lua

04 de janeiro de 2008 0

O ministro Paulo Bernardo reclamou que a oposição quer governar o país da praia. Se esse fosse o único drama do governo, tudo bem. O problema é que também a base aliada está de férias e não aparece nem para defender o governo. Pelo menos na bancada catarinense, o deputado Carlito Merss (PT) está fora do país, Ideli Salvatti (PT), na praia, avisa pela assessoria que não fala com a imprensa e os demais parlamentares curtem dias de folga em Santa Catarina. “Só sei o que está nos jornais” é a resposta mais comum de deputados e senadores quando perguntados sobre os detalhes da guerrilha armada na Capital Federal nos últimos dias.

Postado por Carolina Bahia

Vai ter que rebolar

03 de janeiro de 2008 0

Aumentar impostos, cortar investimentos. Não podia dar em outra coisa. O anúncio das medidas adotadas pelo Planalto para preencher o rombo da CPMF era o que a oposição queria para detonar mais uma guerrilha no Congresso. Ainda antes da derrocada do imposto do cheque, o presidente empenhou a palavra ao dizer não a reajustes de tributos. Só faltou contar que a promessa tinha validade. Acabou em 31 de dezembro de 2007, como disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Agora, Democratas e tucanos — que nunca descumpriram promessas enquanto foram governo, lógico — bradam aos quatro cantos: “Lula traidor”. Não bastasse o peso na carga, os cortes prometidos pelo governo mutilam em cheio as emendas coletivas de bancadas.

— É coisa de R$ 8 bilhões — diz o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Para oposição, não poderia ser melhor. Afinal, são os aliados que mais dependem de emendas para honrar compromissos nos Estados. Sem elas, até a base pode cerrar fileiras ao lado de opositores para defender os recursos no Congresso. Nesse ponto, entra em cena o próprio Jucá. Espinafrado pelo desempenho durante as negociações da CPMF, cairá no colo dele o pacote de cortes que o Ministério do Planejamento prepara para o fim do mês — coisa de R$ 20 bilhões. O presidente da Comissão de Orçamento do Senado, José Maranhão (PMDB-PB), não vê a hora de receber a proposta.

— Quero ver, porque não vai ter esse negócio de cortar emenda. A autonomia é nossa. O governo só pode sugerir, nós é que vamos aprovar — fala Maranhão, já antecipando o clima de guerra que virá.

Nos bastidores dos tempos de CPMF, Jucá foi chamado de “bananão”, fraco articulador. Agora, habilidoso ou não, caberá a ele a linha de frente na batalha para convencer os parlamentares a aprovar o orçamento de 2008 com as mudanças previstas pelo Planalto. Queimado na base por conta da derrota do imposto do cheque e torrado na oposição por ter avalizado a promessa do presidente, Jucá vai precisar de sorte. Ou será que vai pedir o boné?

Postado por Robson Bonin