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Mais saúde

20 de maio de 2008 0

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Empilhando recordes de arrecadação, mesmo com o fim da CPMF, ficou difícil para o Planalto assumir a paternidade de um novo imposto para cobrir os gastos com saúde. Daí a negativa ontem do ministro José Múcio, tão logo terminou a reunião da coordenação política do governo.


O que o presidente Lula quer mesmo é que a base governista arque com esse ônus. O que preocupa o Planalto é a aprovação da Emenda 29, elevando os gastos federais em saúde. A proposta já foi aprovada no Senado e deve ser votada ainda este mês na Câmara. Enquanto negava a recriação da CPMF, Múcio salientava a necessidade de se apontar uma fonte de receita para cobrir essa despesa. Puro jogo de cena. Desde que perdeu os cifrões do imposto do cheque, aliados, entre eles o líder Henrique Fontana, trabalham nos bastidores para tentar criar um ambiente favorável a mais um imposto.


O discurso é o mesmo de sempre: “a saúde não pode ficar sem recursos”. Esse mesmo terrorismo psicológico já foi usado pelo Planalto à época da votação da CPMF no Senado. O argumento era de que o fim do imposto acentuaria o caos na saúde e um desequilíbrio nas contas. O governo perdeu, a saúde continua um caos, mas o caixa do governo só cresceu. No primeiro trimestre deste ano, foram arrecadados R$ 161 bilhões, 12,8% a mais do que no mesmo período em 2007. Tamanha fúria arrecadatória pode estar camuflando uma estratégia, pela qual a Emenda 29 só seria aprovada após a indicação de uma nova fonte de receita. A equação é complicada. Se por um lado aumentar tributos não é de bom tom, vetar mais dinheiro para saúde em ano eleitoral é pior ainda.

Postado por Sucursal Brasília

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