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Posts de novembro 2008

Simon, sempre ele

28 de novembro de 2008 4

O eterno candidato/José Cruz - Agência Senado

Já se tornou tradição no Senado. Toda eleição à presidência da casa, o nome do senador gaúcho é lembrado. Nas contas do senador, em 26 anos de mandato, são 15 lançamentos de candidatura. Agora, diante da resistência de José Sarney, a bancada já cogita mais uma vez. Mas Simon é realista.

- Não existe nenhuma hipótese. Eu não sou o candidato do presidente Lula. Sou considerado muito independente. – afirma o senador, lembrando da última eleição na casa.

Simon tem certeza que Sarney será mais uma vez o candidato do partido. Do alto de sua experiência, acha que Sarney traria mais confiança ao presidente Lula do que Tião Viana (AC), candidato declarado do PT.

Postado por Rodrigo Orengo

Poderosa

28 de novembro de 2008 0

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

O partido que mais encolhe no país se aproveita de qualquer coisa para criar fatos políticos. A representação do DEM contra a ministra Dilma Rousseff nada mais é do que uma tentativa de marcar posição no tabuleiro da sucessão presidencial. Se todo mundo sabe que a chefe da Casa Civil é a escolhida de Lula, como evitar arroubos de aliados? É exagero dizer que uma reunião mesmo que tenha ocorrido no Palácio do Planalto tenha servido para projetar a imagem de Dilma.
Relatos de testemunhas afirmam que o evento foi uma ode à quebra de protocolo, com estudantes pedindo a cabeça do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e índios dormindo enquanto Guido Mantega discursava sobre a “bolha da crise”. Em meio a tudo isso, Dilma é chamada de “poderosa” e aplaudida como candidata. Pode até parecer um lançamento informal de candidatura, e é óbvio que Dilma trabalha para construir seu palanque, mas a ministra está longe de ter incorrido em crime, como apregoa o DEM. Ontem ela foi saudada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, como a “nossa presidenta”. Sonhando em ser vice em 2010, Cabral não perde a oportunidade de tirar uma lasquinha. E por mais que Dilma tenha dito que cumpre agenda de ministra, suas aparições – sem óculos e bem maquiada – são estratégicas para o Planalto.
Até mesmo o PT, que ainda concentra resistências à ministra, já viu a necessidade de vitaminar a imagem da candidata de Lula. Tão logo o governo anunciou o pacote de R$ 1 bilhão às vítimas da enchente em SC, o site do partido creditava a liberação do dinheiro à mãe do PAC.

Postado por Sucursal Brasília

Yeda deixa reunião sem garantia de aval

28 de novembro de 2008 0

JEFFERSON BERNARDES, DIVULGAÇÃO

Depois de uma reunião de quase duas horas com a governadora Yeda Crusius, o ministro dos Transportes confirmou ontem que desconhecia a proposta do Piratini que prevê a prorrogação dos contratos de pedágio em troca de R$ 1 bilhão em obras nas estradas. Alfredo Nascimento disse ter ficado “chateado” ao ver que seu nome constava no projeto.
O ministro informou a Yeda que o projeto passará por uma análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Somente depois de receber essa avaliação, sem data para ser concluída, é que ele decidirá se avaliza a proposta. A reportagem completa aqui.

Postado por Robson Bonin

Crédito federal para desabrigados em SC

28 de novembro de 2008 0

Carro caído em buraco na BR-470 em Gaspar, região próxima a Blumenau/Divulgação

No mesmo dia em que o governador Luiz Henrique (PMDB) decretou luto oficial no Estado em sinal de pesar pelas vítimas da tragédia, o governo federal liberou, ontem, cerca de R$ 1,5 bilhão em créditos da Caixa Econômica Federal (CEF).
O luto oficial de três dias (ontem, hoje e amanhã) é um gesto simbólico que o governo usa para dizer que todo o povo catarinense se sente solidário com as vítimas, com seus familiares e lamenta a tragédia. Durante o luto oficial, a bandeira do Estado fica hasteada a meio mastro. Com os decretos de emergência e calamidade pública, o governo consegue liberar mais rapidamente os recursos necessários para ajudar as vítimas.
Os recursos pleiteados em Brasília serão disponibilizados por meio de resgate do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou de empréstimos junto ao banco. A medida foi anunciada no Palácio do Planalto, durante audiência do governador Luiz Henrique da Silveira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem completa aqui.

Postado por Robson Bonin

Para ajudar os atingidos pela chuva em SC

28 de novembro de 2008 0

Divulgação
Se você mora em Brasília e deseja ajudar os atingidos pelas enchentes em Santa Catarina basta levar sua doação a qualquer unidade do Corpo de Bombeiros ou posto policial do Distrito Federal. Alimentos precisam ter no mínimo dois meses de validade. Roupas e demais utensílios deverão estar limpos e em condições de uso. Mais informações você consegue no 3901-5815 da Secretaria de Defesa Civil, que fica na Ceilândia. Perguntas também podem ser enviadas para (defesacivil@defesacivil.df.gov.br).

Postado por Robson Bonin

Ideli cai e fratura o punho esquerdo em Brasília

28 de novembro de 2008 13

Agência Senado

A bruxa está mesmo solta. Não bastasse todo o caos instalado em Santa Catarina na última semana, agora pela manhã, a senadora Ideli Salvatti (PT), uma das mais aguerridas defensoras do Estado nessa crise das enchentes, levou um tombo em Florianópolis. Ideli se desequilibrou quando entrava no prédio de uma emissora de televisão. A queda provocou uma fratura no punho esquerdo e obrigou a senadora a ter de usar uma tipóia. Ideli passa por exames neste momento para saber se precisará se submeter à cirurgia. A senadora deve cancelar a agenda que teria na tarde desta sexta-feira no Estado. É a segunda vez que Ideli se machuca em uma queda.

Postado por Robson Bonin

Apoio ilustre

27 de novembro de 2008 2

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Se demorou para ver de perto a tragédia catarinense, Lula surpreendeu pela rapidez com que liberou quase R$ 2 bilhões em socorro às vítimas. A súbita decisão de ir aos locais atingidos ocorreu quando já pipocavam críticas a sua ausência. O presidente bateu martelo logo após receber, por telefone, um apelo da senadora Ideli Salvatti, uma das mais fiéis e aguerridas defensoras do governo no Congresso. Além da gravidade da situação exigir a presença de Lula, seria ruim demais para a sua imagem continuarem saindo fotos nos jornais com um presidente sorrindo em encontros com autoridades. Parece até desrespeito a fotografia de um Lula faceiro ao lado da candidata à presidência do Panamá, Balbina Herrera, enquanto imagens dos resgates às vítimas e dos saques em Itajaí correm o mundo. Não que Lula estivesse indiferente à catástrofe.
Por duas vezes o presidente pediu um minuto de silêncio em respeito aos mortos e desde o final de semana mantém contato freqüente com o governador Luiz Henrique da Silveira. Tão logo terminou o sobrevôo pelas regiões submersas, Lula fez questão de conversar com os prefeitos das cidades mais atingidas pela enxurrada. Além de detalhar a destinação da ajuda federal, o presidente prometeu retornar tão logo o nível da água volte ao normal. Lula quer fazer uma vistoria por terra e conversar pessoalmente com a população. O que Lula não queria era chegar a Santa Catarina de mãos abanando. Tanto que, quase simultaneamente ao seu desembarque em Navegantes, o Planalto divulgava a liberação dos recursos. Óbvio que o dinheiro não consola quem perdeu familiares, mas será fundamental na reconstrução de casas e, principalmente, da infra-estrutura urbana, vital para a economia do Estado.

Postado por Sucursal Brasília

Ausência ilustre

26 de novembro de 2008 3

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Nada mais simbólico do que a presença de um presidente numa tragédia que dilacera famílias como a de Santa Catarina. Mas nem sempre a força dessa necessidade se impõe com a devida urgência.
Alegando problemas de agenda, o Planalto ainda não confirma uma viagem de Lula aos locais mais atingidos pela fúria da natureza. Talvez até sexta-feira o presidente desembarque no Estado. É um risco político. A distância e a lentidão de Lula podem transparecer falta de empenho no auxílio à reconstrução das cidades atingidas. George W. Bush incorreu no mesmo erro quando da passagem do furacão Katrina por New Orleans. Bush levou mais de uma semana para conferir os estragos e pagou o preço da omissão. A ausência do líder máximo do país é sempre sentida e questionada em catástrofes nacionais. Não que o presidente vá resolver todos os problemas, mas sua presença conforta e passa às vítimas a sensação de que alguém irá cuidar deles.
Lula já fugiu da raia na queda do avião da TAM. Na ocasião, contudo, o caos aéreo jogava sobre as costas do governo a culpa pelas 199 mortes produzidas pelo desastre. A ausência do presidente só reforçou nos familiares o sentimento de orfandade e negligência das autoridades. Agora é diferente. A enxurrada que varreu Santa Catarina tem causa natural. E Lula não pode dar sinais de indecisão. Na reunião ministerial de segunda-feira, o presidente mostrou mais sensibilidade que seus ministros. Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Alfredo Nascimento (Transportes) só viajaram ao Estado após ordem explícita de Lula, chocado com os relatos dos números de mortes que recebia entre um intervalo e outro da reunião. O presidente, porém, não teve a iniciativa dos grandes estadistas. Se despontasse em Santa Catarina ontem mesmo, seria lembrado para sempre por quem teve parte da vida carregada pela chuva. É bem provável que o presidente esteja aguardando um relato mais preciso dos ministros, para apresentar pessoalmente um pacote de medidas. Caso contrário, restará a imagem de um presidente distante nos momentos de comoção nacional.

Postado por Sucursal Brasília

Força Nacional de Segurança chega a SC

26 de novembro de 2008 1

Divulgação

Um grupo de 45 homens especializados em busca e salvamento da Força Nacional de Segurança Pública chega a Santa Catarina nesta quarta-feira para ajudar no socorro às vítimas das enchentes. Os soldados utilizarão 12 cães farejadores. O embarque da tropa está previsto para 15h30, na Base Aérea de Brasília, em avião da Força Aérea Brasileira. O pedido de ajuda federal foi feito pelo governador Luiz Henrique da Silveira. Inicialmente, a força permanecerá no Estado por 20 dias, podendo ser prorrogado.

Postado por Sucursal Brasília

Lula chega a Navegantes por volta das 14h

26 de novembro de 2008 0

O presidente Lula chega por volta das 14h no aeroporto de Navegantes, base de operações das Forças Armadas no trabalho de socorro às vítimas das enchentes no Estado. Lula está no Rio de Janeiro e deve anunciar na chegada a Santa Catarina um pacote de recursos da ordem de R$ 700 milhões aos Estados atingidos pelas chuvas.
Segundo a senadora Ideli Salvatti, que acompanha desde ontem os preparativos da visita presidencial, Lula decidiu nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira que iria ao Estado.
— O presidente colocou todo mundo para trabalhar ontem para viabilizar essa viagem, mas só bateu o martelo sobre a vinda há pouco — explica Ideli.
Ainda segundo a senadora, Lula optou por quarta-feira porque ficou preocupado com a dimensão dos estragos que foram relatados pelos ministros ao longo de dois dias de trabalhos em solo catarinense.
— Ele exigiu vir hoje. A devastação é grande e ele não quis mais adiar — diz a senadora.

Postado por Robson Bonin

Doações aos atingidos pela enchente em SC

25 de novembro de 2008 2

A Defesa Civil de Santa Catarina está recebendo doações em dinheiro para ajudar os atingidos pelas chuvas dos últimos dias no Estado. Nesta segunda-feira, foram abertas duas contas bancárias. Os interessados em contribuir com qualquer quantia podem depositar o valor em:

Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta corrente 80.000-7

Besc
Agência 068-0
Conta corrente 80.000-0

O depósito deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil-Doações. Todo o dinheiro arrecadado será utilizado na compra de mantimentos para os atingidos pela enchente.

Postado por Sucursal Brasília

Revolução de calças curtas

25 de novembro de 2008 0

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

As urnas deram fôlego a Hugo Chávez, mas não diminuíram seus problemas. Embora vitorioso em 17 dos 22 Estados, o chavismo enfrenta interrogações diante de uma avalanche de problemas que ameaçam o inquilino do Palácio de Miraflores. A crise financeira reduziu o valor do barril de petróleo, responsável por 50% do orçamento do governo, a criminalidade é quase epidêmica e o crescente número de dissidentes do regime se reflete até mesmo no cerne da família Chávez. Diante da ameaça de derrota em sua terra natal, Barinas, Chávez patrocinou a candidatura do seu mentor, Adán, o irmão mais próximo e um ideólogos da revolução bolivariana. Adán venceu por margem apertada, mas sua escolha contrariou o patriarca da família, Hugo de los Reyes Chávez, um octogenário professor que governava o Estado desde 1999.
O pai de Chavéz desejava outro filho como sucessor, Argenis, o atual secretário de Estado, cargo criado especialmente para que ele se projetasse e pudesse manter a hegemonia da família na região. Denúncias de enriquecimento ilícito contra Argenis fizeram com que Chávez impusesse a candidatura de Adán, contrariando o pai e o irmão. A estratégia deu certo, mas Chávez nem de longe é unanimidade. A oposição ganhou nos dois Estados mais populosos e na capital, Caracas – resultado aquém das expectativas, já que sonhava impor ao presidente uma derrota retumbante. Há uma década no poder, o caudilho vê no crescimento da oposição uma ameaça. Os sinais ambíguos das urnas mantêm acesa em Chávez a idéia da reeleição presidencial sem limites, rejeitada em 2007.

Postado por Sucursal Brasília

Planalto diz que Lula pode ir na sexta-feira

25 de novembro de 2008 0

Um dos secretários da presidência da República acaba de confirmar ao blog que o presidente Lula estuda a possibilidade de viajar a Santa Catarina na sexta-feira. O presidente decidiu aguardar o retorno dos ministros destacados para examinar a tragédia no Estado. Inicialmente, Lula disse ao governador Luiz Henrique da Silveira que poderia visitar os pontos alagados já nesta quarta-feira. A mudança ocorreu porque Lula estuda a possibilidade de anunciar um pacote de recursos para o socorro às vítimas na sexta-feira. Um dia antes da possível visita de Lula, Luiz Henrique tem audiência com o presidente no Palácio do Planalto.

Postado por Robson Bonin

Lula pode visitar SC nesta quarta-feira

25 de novembro de 2008 2

Imagem de Itajaí, no litoral Norte do Estado/Governo de SC

Por telefone, o presidente Lula manifestou ao governador Luiz Henrique da Silveira o desejo de acompanhar pessoalmente os trabalhos das equipes de resgate no Estado. O contato deu-se nesta segunda-feira, pouco antes de Lula pedir um minuto de silêncio em nome das vítimas – até o momento são 69 mortos – de Santa Catarina, durante um evento do Ministério do Trabalho, em Brasília. A presença no país do presidente da Federação da Rússia, Dimitri Medvedev, no entanto, impede o deslocamento nesta terça-feira.

ATUALIZAÇÃO 15h50: Planalto diz que Lula pode ir na sexta-feira 

Segundo o governador, h
á a possibilidade de uma visita presidencial nesta quarta-feira. Entretanto, o mais provável é que a reunião de quinta-feira entre Lula e Luiz Henrique no Palácio do Planalto seja utilizada para tratar da tragédia catarinense.
No Congresso, o Fórum Parlamentar Catarinense vai se reunir logo mais às 17h30 para discutir medidas de apoio aos atingidos. Na reunião, o deputado Cláudio Vignatti (PT) vai propor a realização de uma reunião mais ampla amanhã, mobilizando bancadas de deputados e senadores de outros Estados. Questionado sobre a possível viagem de Lula, Vignatti diz que o presidente deve ir a Santa Catarina apenas depois de a Defesa Civil apresentar um balanço dos estragos. A chuva não dá trégua, o que impede a redução do nível da água e a análise dos prejuízos.
— Os ministros estão fazendo o que há para ser feito no momento. O presidente irá ao Estado somente para anunciar as medidas que serão adotadas pelo governo — argumenta Vignatti.
Desde a tarde desta segunda-feira, um pelotão de ministros destacados pelo Planalto só faz crescer em Santa Catarina. Nesta segunda-feira, Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Altemir Gregolin (Pesca) foram os primeiros a chegar. Na manhã desta terça-feira, Alfredo Nascimento (Transportes) e Jorge Felix (Segurança Institucional) também apareceram. Nesta quarta-feira, são esperados pelo governador Luiz Henrique os ministros Nelson Jobim (Defesa), José Gomes Temporão (Saúde) e Márcio Fortes (Cidades). Por enquanto, o governo federal já enviou 12 helicópteros das Forças Armadas e outros três estão sendo despachados pela Polícia Rodoviária Federal para auxiliar nos resgates. Cerca de 350 militares, além de blindados e caminhões também ajudam nos trabalhos por terra.
Apesar da mobilização política que a bancada catarinense começa a fazer a partir desta tarde, não há demandas relacionadas ao Estado para serem votadas no Congresso. O líder do governo, Romero Jucá, diz que o Planalto está acompanhando o caso pelos ministros enviados ao Estado.
— As ações do governo serão adotadas via medida provisória, sem a necessidade de mobilização do Congresso nesse momento — explica Jucá.
Sobrevoando as áreas alagadas junto com os ministros, a senadora Ideli Salvatti (PT) também aguarda a manifestação do Planalto para uma possível viagem de Lula a Santa Catarina. O blog tenta confirmar desde o início da manhã uma possível viagem do presidente ao Estado. Mais informações a qualquer momento.

Postado por Robson Bonin

Lula anuncia força-tarefa para Santa Catarina

24 de novembro de 2008 0

Presidente Lula discursa na abertura da I Conferência Nacional de Aprendizagem Profissional/Ricardo Stuckert / PR

Depois de pedir um minuto de silêncio em nome das vítimas das enchentes em Santa Catarina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de uma força-tarefa envolvendo ministros, militares, helicópteros e unidades móveis das Forças Armadas para auxiliar no socorro a desabrigados. A decisão foi comunicada há pouco, durante um evento do Ministério do Trabalho, em Brasília.
- Queria pedir para não terminar esse dia festejando como sempre. Gostaria de pedir para terminar com um minuto de silêncio em nome das vítimas de Santa Catarina – discursou o presidente durante a Conferência Nacional da Aprendizagem Profissional do Ministério do Trabalho.
Para atuar no resgate e dar assistência para cerca de 42 mil pessoas desabrigadas, o Planalto deslocou 350 militares, quatro helicópteros, unidades blindadas e dez caminhões para levar alimentos às áreas mais atingidas.
Segundo informações do Ministério da Defesa, foram enviados ao aeroporto de Navegantes, base das operações das Forças Armadas, dois helicópteros, sendo um de Santa Maria (RS) e outro do Rio de Janeiro. Um helicóptero Pantera, cedido pelo Comando de Aviação do Exército de Taubaté (SP) já atua no auxílio às vítimas da região de Blumenau. O mesmo comando deve enviar nas próximas horas outras duas aeronaves – modelos Pantera e Esquilo. O trabalho vai começar pelos municípios da região de Blumenau e de Florianópolis, onde as chuvas fizeram os maiores estragos. Nesta segunda-feira, um helicóptero da FAB transportou bombeiros para Cananéia e Luís Alves, de onde devem ser transportados feridos e isolados pelas cheias.
Ontem, no final da tarde, o ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, deixou a reunião ministerial que ocorria na Granja do Torto mais cedo para embarcar para Santa Catarina. Na manhã de hoje, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Felix, e o coordenador-geral de Vigilância Ambiental do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Neto, também devem chegar ao Estado para avaliar os estragos.
- Os ministros irão analisar o que pode ser feito para liberar as estradas, já que muita gente visita Santa Catarina no final do ano. É um trabalho prioritário que precisa começar agora – disse Lula.
Na tarde de ontem, o presidente também conversou com o governador Luiz Henrique da Silveira por telefone sobre a situação do Estado.

Postado por Robson Bonin

Batendo asas

24 de novembro de 2008 1

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Os tucanos não conseguem segurar a ansiedade com 2010. Em dois eventos neste final de semana, levaram à mesa as estratégias do partido para as próximas eleições. Enquanto a reeleição de Yeda Crusius ao Piratini era lançada na Serra gaúcha, as estrelas do partido discutiam em São Paulo a chapa à sucessão do presidente Lula. Fernando Henrique Cardoso fixou em seis meses o prazo para o PSDB escolher um candidato, seja ele José Serra ou Aécio Neves. Se os postulantes evitaram declarações polêmicas, FH elevou o tom ao criticar o sucessor.
– Não diga bobagem, presidente. Não seja pretensioso. Seja um pouquinho mais humilde – atacou.
A investida de FH não se irradiou pelo partido. Se quiser ser o timoneiro do PSDB nesse processo, FH terá de deixar de lado mágoas represadas, sob pena de contaminar o debate. Favorito na corrida interna para 2010 e com o bolso cheio após a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, Serra saiu em defesa de Lula. Mais: fez questão de elogiar as medidas que o petista vem adotando para minimizar os reflexos da crise financeira no país, em especial no setor automotivo. Apesar das pequenas diferenças de postura, uma certeza se cristalizou entre os tucanos: a urgência em se acelerar o debate sucessório, tornando o governo Lula refém dessa agenda. Daqui em diante, qualquer gesto ou iniciativa do governo terá um adesivo eleitoreiro colado pelos tucanos. Como Lula é viciado em palanques e precisa vitaminar Dilma Rousseff, teremos uma das mais longas campanha presidenciais.

Postado por Sucursal Brasília

“Há afinidade nas trajetórias de Obama e Lula”

24 de novembro de 2008 0

MARCELLO CASAL JR., ABR, BD

À frente da mais importante embaixada do Brasil no Exterior, Antônio Patriota está atualizando a agenda. A partir de janeiro, o perfil de seus contatos em Washington muda radicalmente, dos republicanos de George W. Bush para os democratas de Barack Obama. Junto com a alternância no poder, renasce a esperança do governo brasileiro de avançar em temas considerados cruciais, como o fim das barreiras à entrada do etanol e uma política mais amigável em relação aos imigrantes.
Carioca, 54 anos, Patriota sucumbiu ao clima da campanha eleitoral americana. Viajou ao Colorado e a Minnesota para conferir de perto os discursos dos candidatos e a repercussão entre os eleitores. No dia da eleição, preferiu acompanhar a movimentação pela TV e, vencido pelo frio, não foi às ruas testemunhar as comemorações. Foi ele quem intermediou o telefonema de Obama para Lula e agora aguarda do futuro presidente um retorno sobre o convite para uma eventual visita ao Brasil.
– Ainda estou me recuperando das emoções – admite Patriota à coluna.

Como ficam as relações entre Brasil e Estados Unidos com a chegada de Barack Obama à Casa Branca?
Antônio Patriota – Nossa relação está muito bem posicionada. Tivemos um período de aproximação, o comércio aumentou, assim como os investimentos de parte a parte. O Brasil passou a ser um investidor importante nos Estados Unidos. Isso permite a confiança de que o relacionamento seguirá uma trilha construtiva, ainda mais com essa afinidade da trajetória do presidente Obama, que estabelece um paralelo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O fato de um afro-americano se tornar presidente dos Estados Unidos talvez seja tão extraordinário quanto o fato de um operário se tornar presidente do Brasil. Ambos, inclusive, usaram até o mesmo slogan na campanha, de que a esperança venceu o medo.

A América Latina ficou em segundo plano na campanha. Isso também não pode se repetir durante a gestão de Obama?
Patriota – Mas não é melhor assim? O que está em primeiro plano é crise econômica, Iraque, Afeganistão e Paquistão. Ou seja, só problemas. Não é vantagem estar em primeiro plano. A Europa também não é mencionada. A América Latina é uma região com regimes democráticos, fazendo progresso econômico e social. Pode aparecer aqui e ali uma tensão episódica, mas que é resolvida com diálogo. Não devemos nos preocupar com isso.

O governo Obama também pode ser mais tolerante com o etanol brasileiro, reduzindo tarifas de importação?
P
atriota – O presidente Bush já era muito favorável à eliminação da tarifa, mas não conseguia. Há uma resistência no Congresso, ainda não contornada, por pressão dos produtores rurais. O interessante é que muitas das companhias que investiam pesado no etanol de milho estão começando a se interessar pelo etanol de cana-de-açúcar do Brasil. Há empresas planejando investir US$ 1 bilhão no Brasil, o mesmo tipo de companhia que fazia pressão pela tarifa aqui nos EUA. Se eles estão acordando para essa realidade, é possível imaginar que essa resistência gradualmente vá perder apoio.

O presidente Lula defendeu o fim do embargo a Cuba. O senhor acredita nessa possibilidade?
Patriota – Essa questão de Cuba permanece muito emocional, porque é de política interna e há um grande contingente de imigrantes cubanos nos EUA. Cuba é singular, ao contrário de outros governos de regimes comunistas, como China e Vietnã, que mantêm relações normais com os EUA. Obama ganhou na Flórida sem pender para nenhum lado, sem se curvar às exigências de uma parcela mais conservadora, talvez apostando nos jovens que têm uma posição mais aberta. É possível que Obama tenha uma posição mais independente em relação a Cuba, até pelo fato de sua administração pender mais para o multilateralismo.

O governo Obama pode dispensar o visto de entrada para brasileiros ou a necessidade de se ir a São Paulo ou Brasília para a entrevista? Vocês têm pressionado por alterações nas regras?
Patriota – Existem conversas em curso e uma série de iniciativas. Vamos ver, com base na reciprocidade, se podemos facilitar também o visto para os americanos. Eles estão incorporando funcionários no Brasil para agilizar a concessão de vistos.

O presidente Lula disse que o presidente Obama não pode fracassar e que ele tem mais capital político que o presidente Bush. Essa é sua visão também?
Patriota – Não vou comentar uma frase do presidente Lula. Se ele disse, está dito.

Postado por Klécio Santos

Dr. Moto-serra

24 de novembro de 2008 0

FLÁVIO NEVES, MAI 07

Depois de comprar briga com entidades ambientalistas, discutir com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e criticar a política de demarcação de terras indígenas, o deputado Valdir Colatto (PMDB) resolveu se acalmar. Prestes a bater de frente com o movimento em defesa da demarcação de terras quilombolas, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária foi convencido a retirar um decreto de sua autoria que transformaria em pó a política de reservas. Nesta quinta-feira, deve ocorrer uma reunião com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, para acertar os ponteiros com Colatto.
- Pela lei vigente, qualquer um pode se declarar quilombola e reivindicar à União o território que escolher. É um absurdo – protesta.

O resumo semanal dos catarinenses em Brasília você acompanha aqui.

Postado por Sucursal Brasília

“Se continuar assim, não haverá mais navios”

24 de novembro de 2008 0

ROOSEWELT PINHEIRO, ABR

ENTREVISTA: ALMIRANTE JULIO DE MOURA NETO, COMANDANTE DA MARINHA

Responsável pelos 4,5 milhões de quilômetros quadrados de águas jurisdicionais brasileiras, o comandante da Marinha, almirante Julio de Moura Neto, teme pela segurança das plataformas de petróleo na Bacia de Campos.
Em entrevista a Zero Hora, o almirante admitiu a falta de embarcações para proteger as plataformas, defendeu a duplicação da frota de navios-patrulha e a compra de submarinos franceses como soluções emergenciais.
– O governo tem plena consciência da necessidade da presença da Marinha junto às plataformas de petróleo.
Ele não considera que as plataformas brasileiras estejam vulneráveis. Contudo, diz que para garantir a segurança desses pontos é necessário que a Marinha faça vigilância permanente dos locais, o que não tem ocorrido.
O almirante não acredita que esteja ocorrendo uma possível corrida armamentista na América do Sul, fato que chegou a ser ventilado depois da passagem da 4ª Frota americana pela região. Ele diz que cada país está cuidando para ter os meios de que necessita para cumprir sua missão.
– A política de defesa brasileira é de dissuasão. Como não temos inimigos claros e definidos, temos de mostrar capacidade de nos defender – afirma.
Nesta terça-feira, Moura Neto estará em Porto Alegre para homenagens ao Almirante Tamandaré. Leia a entrevista.

A frota naval da Marinha está degradada?
Almirante Julio Moura Neto – Isso é fato. Há mais de 10 anos, os recursos da Marinha têm sido insuficientes, com uma degradação paulatina nos navios, nas aeronaves, nos fuzileiros navais. A partir de 2006, começou uma recuperação. Ainda assim, um orçamento pouco maior não resolve. Precisamos de um programa de reaparelhamento.

Quanto dessa frota está degradada?
Moura Neto – Nos últimos anos, nós demos baixa em 20 navios e só incorporamos 10. Se esse processo continuar assim, vai chegar um ponto em que não haverá mais navios. A prioridade são os submarinos.

O que já está sendo feito?
Moura Neto – Temos cinco submarinos convencionais sendo modernizados. Estamos em negociação com a França para construir quatro novos convencionais e, no futuro, o de propulsão nuclear. Será o Scorpene, mas a parte nuclear é toda feita com tecnologia brasileira. Precisamos aumentar a quantidade de navios-patrulha. Temos 27, todos funcionando, mas precisamos de mais 27 num prazo de oito anos. A entrevista completa aqui.

Postado por Sucursal Brasília

Nepotismo em Triunfo leva casal a brigar no STF

24 de novembro de 2008 0

Plenário da Câmara de Vereadores de Triunfo (RS)/Divulgação

Álvaro Tomas Castro de Souza é presidente da Câmara de Vereadores de Triunfo, um pacato município de 22 mil habitantes na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde fatos como os relatados nesta nota ainda podem acontecer.
Casado com a assessora do secretário de Administração e Legislação da Câmara, Silmara Maria Castro Franco de Souza, o vereador eleito pelo PDT viu-se obrigado a colocar a própria mulher na rua, depois que uma resolução do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o nepotismo nos três poderes. O clima esquentou na casa do parlamentar que, por uma dessas ironias dos ambientes políticos, há 11 dias era alvo de uma ação de Silmara no próprio STF. A assessora exonerada tentava fazer com que a Suprema Corte obrigasse o seu marido a recontratá-la no funcionalismo.
Ocorre que na tarde desta segunda-feira, a relatora do pedido, ministra Cármen Lúcia negou o pedido de Silmara, livrando Álvaro Tomas da suposta culpa pela desgraça da mulher no RH da Câmara. 
Na reclamação 7049, Silmara alegava que era funcionária municipal concursada e exercia cargos de chefia na Câmara de Triunfo desde 1997. A assessora argumenta que Álvaro Tomas chegou à Câmara pela primeira vez apenas em 2000. Eleito suplente em 2004, ele voltou ao cargo em 2005, e atualmente exerce a presidência da casa. Cármen Lúcia negou o pedido argumentando que Silmara foi nomeada para o cargo atual em 2006, “antes, portanto, da presidência de seu marido, mas após ele haver assumido as funções de vereador em 2005”. Em outras palavras, o caso dela, diante do STF, é nepotismo, sim.

O QUE DIZ A RESOLUÇÃO ANTI-NEPOTISMO:
É proibida a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.

Postado por Robson Bonin

Chuvas em SC levam ministro a Florianópolis

24 de novembro de 2008 0

Desmoronamento de casas em Blumenau/Artur Moser

Neste momento, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, está no aeroporto de Brasília para pegar um avião da Força Aérea Brasileira rumo a Santa Catarina. Preocupado com a grave situação do Estado, castigado pelas fortes chuvas que assolam a região, Geddel abandonou a reunião ministerial comandada pelo presidente Lula na Granja do Torto. Geddel chega ao aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, por volta das 19h e vai direto à Casa D`Agronômica para uma reunião com o governador Luiz Henrique da Silveira. O ministro vai visitar as regiões mais afetadas na manhã desta terça-feira, quando deve divulgar a liberação de suprimentos às cidades atingidas.
Na tarde desta segunda-feira, o secretário Nacional de Defesa Civil, Roberto Guimarães, e o governador Luiz Henrique sobrevoaram áreas afetadas para definir a melhor forma de socorro e assistência. Segundo o último levantamento da Defesa Civil estadual, pelo menos 50 pessoas já morreram em enchentes e deslizamentos no Estado. Mais de 22 mil pessoas estão desalojadas (tiveram que sair de suas casas e foram para imóveis de parentes ou amigos) ou desabrigadas (foram para abrigos públicos). Cinco municípios estão isolados (Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo).

Postado por Robson Bonin

LHS e a cassação de Cássio Cunha Lima

21 de novembro de 2008 1

Cássio Cunha Lima, em 2006, quando foi reeleito governador da Paraíba/Divulgação

Cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, colocou de sobre aviso outros sete governadores ameaçados pela guilhotina do Tribunal. Especialmente no caso do catarinense Luiz Henrique da Silveira, processado por abuso de poder político e econômico, a tragédia de Cunha Lima oferece preciosos recados.
Para livrar o pescoço do governador pernambucano, o badalado jurista Eduardo Ferrão – defensor de Renan Calheiros durante o turbilhão Mônica Veloso e o processo de cassação no Senado – fez pelo menos três referências diretas a decisões do TSE no caso de Luiz Henrique. Nenhuma delas, agora se sabe, surtiu efeito. A mais simbólica, de que o vice-governador seria prejudicado por uma irregularidade imputada ao titular, sequer foi considerada. A situação na Casa D`Agronômica fica ainda mais tenebrosa uma vez que o relator do processo de Luiz Henrique, ministro Felix Fischer, evolui a passos largos para levar o caso a julgamento ainda neste ano, como admite um assessor direto do magistrado:
— O ministro já está redigindo o voto dele sobre esse caso.
Para piorar, horas antes de acomodar-se na poltrona de couro do plenário do TSE para cassar Cunha Lima, Fischer negou um agravo de Luiz Henrique que tentava anexar provas e incluir no processo o interrogatório de duas testemunhas. O governador fez o pedido alegando que o prazo para apresentação de defesa teria sido reaberto em função da inclusão do vice-governador Leonel Pavan como parte no processo, em 26 de setembro deste ano. Na decisão, Fischer afirmou que o prazo não foi reaberto e ressaltou que, quando devidamente intimado, o governador apresentou suas contra-razões e o então relator, ministro José Delgado, aceitou os novos documentos. O atual relator lembrou ainda que o julgamento do caso só foi interrompido porque o tribunal entendeu que Pavan deveria ser ouvido, fato sem relação, portanto, com a condição de Luiz Henrique no caso. Há pouco, questionado sobre a possível relação do julgamento de Cunha Lima com o processo de Luiz Henrique, um dos advogados do catarinense, o jurista João Linhares, fez as seguintes considerações ao blog.

A cassação do governador da Paraíba é um aviso à Casa D’Agronômica?
João Linhares – O processo do Cássio Cunha Lima não tem semelhanças com o caso do governador Luiz Henrique. O Cunha Lima perdeu em todas as vezes que tentou se defender no Tribunal Regional. O Luiz Henrique ganhou em todas elas. O Cunha Lima chegou derrotado para se defender no TSE. Luiz Henrique chegou vitorioso.

Mas o governador paraibano foi cassado por abuso de poder econômico, mesma acusação que recai sobre Luiz Henrique. Qual a diferença?
Linhares – O Cássio Cunha Lima foi acusado de corrupção pela distribuição de dinheiro por meio de cheques. Contra Luiz Henrique não há acusações de corrupção. Além disso, o julgamento do governador foi paralisado antes que o mérito fosse apreciado. No mérito o governador vai ser vitorioso.

Há informações de que o relator já está preparando o voto. O que o senhor sabe a respeito?
Linhares – Tentei descobrir alguma coisa sobre a possível data de julgamento, mas não consegui nada. O que posso dizer é que vamos recorrer dessa decisão do relator que negou o nosso pedido de apresentação de novas provas e testemunhas.

Postado por Robson Bonin

Aves migratórias

21 de novembro de 2008 0

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Se tem um partido que pensa 24 horas na sucessão presidencial de 2010, esse é o PSDB. Depois de dois mandatos do PT, os tucanos enxergam na saída de cena de Lula a grande chance de retomar o poder. Não à toa Aécio Neves e José Serra não perdem tempo. Lula se aproximou de antigos adversários? Pois Aécio inovou e transformou os próprios petistas em aliados eleitorais em Belo Horizonte. O presidente criou um PAC? Serra não deixou por menos e anda anunciando que investiu ainda mais que o Planalto em obras de infra-estrutura.
À frente de gestões exitosas, Aécio e Serra não têm poupado dinheiro nem empenho para viabilizar suas pretensões eleitorais. No jogo entre Brasil e Portugal, quarta-feira, o governador paulista passou boa parte do tempo alheio às jogadas de Kaká e Robinho. Estava interessado era em conversar com o colega do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM. Nos bastidores, se comenta que essa pode ser uma chapa competitiva para 2010. É exatamente para aprimorar esse debate que os tucanos sobem em revoada a Serra gaúcha a partir de hoje.
Diante da ausência de Aécio, Serra atrairá todos os holofotes. Mas até mesmo a governadora Yeda Crusius, que há bem pouco tempo era motivo de preocupação do tucanato, ganha destaque por conta do propalado déficit zero. O modelo, aliás, é copiado de Aécio e tem inspiração na iniciativa privada. O problema é que essa bandeira, por mais que represente um compromisso com a boa gestão, talvez não seja a mais adequada para uma campanha presidencial. O eleitor quer saber mesmo é de renda, emprego, consumo e programas sociais.

Postado por Sucursal Brasília

Sociologia na prática (ou uma visita ao zoológico)

20 de novembro de 2008 5

Imagem enviada pela assessoria do deputado Afonso Hamm/Divulgação

A profusão de políticos no jogo Brasil e Portugal era tamanha que não seria difícil publicar uma “Caras” inteira somente com fotos dos deputados, senadores, prefeitos e governadores presentes ao estádio Bezerrão, cuja reforma mamou R$ 50 milhões do governo do Distrito Federal.

É o primeiro estádio brasileiro adaptado às novas normas da FIFA, com direito a banheiras coletivas de hidromassagem para os jogadores. Cabem 20 mil pessoas. O governador José Roberto Arruda pagou R$ 10 milhões de cachê para as duas seleções, mais R$ 500 mil ao ex-jogador Romário, garoto-propaganda da reinauguração. Mais de 7 mil ingressos foram distribuídos de graça para celebridades, políticos e toda uma leva de aspones. Dez  mil foram vendidos – o mais barato a R$ 180 – e o restante sorteado entre os moradores do Gama, cidade-satélite onde fica o estádio.

Começou com Pelé dando o pontapé inicial, Zezé di Camargo cantando o Hino Nacional. No intervalo, Felipe Massa deu volta olímpica (pelo vice –campeonato!), numa velocidade à Barichelo no carrinho da maca. Enfim, tinha de tudo. Desde o acusado de chefiar o mensalão, José Dirceu, ao polêmico presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. As autoridades mais acostumadas a atrair os holofotes da imprensa, como Dirceu e Mendes, além de José Serra, Gilberto Kassab e Ayres Brito, permaneciam em um camarote vip, separados da plebe ignara por uma grossa vidraça e recebendo os mimos da CBF.

Foi no meio da massa, porém, que se viu poucas e boas protagonizadas por deputados gaúchos. Numa ânsia exibicionista, Afonso Hamm tirou uma foto de si mesmo, sentado na arquibancada e ante às equipes perfiladas no gramado. Distribuiu a imagem à imprensa. Era “o deputado no jogo da seleção”. Sua assessoria circulava pelo estádio tal paparazzis informais, à cata de uma imagem do cantor sertanejo Leonardo.

Já outro parlamentar do Estado mostrava-se muito à vontade ladeado por duas aspirantes a mulher-fruta. Vestidas (?) com tops exibindo boa parte dos seios opulentos e calças de cós baixo coladas às coxas, umbigos ornados por piercings, elas rebolavam sem pudor ao lado do deputado, que se divertia assistindo à cena. Futebol em Brasília é uma maravilha. 

Postado por Sucursal Brasília

Garibaldi, o rebelde

20 de novembro de 2008 0

Garibaldi está mais para amigo da onça/Ricardo Stuckert/PR
Com um andar atrapalhado, fala arrastada e um constante bom humor, o presidente do Senado, Garibladi Alves (PMDB-RN), sempre aparentou ser inofensivo às pretensões do governo federal. Mas as últimas atitudes do comandante do mais alto posto do poder Legislativo revelaram uma pedra no sapato do Planalto. Garibaldi não tem perdido oportunidade de criticar o método do presidente Lula de governar por meio de medidas provisórias. Já fez isso até na frente do próprio presidente. O último ato de rebeldia foi a devolução da MP da Filantropia. Gari, como é chamado pelos colegas senadores, até já admite publicamente o mal estar entre o Senado e o Executivo. A certeza que vai ficar após o término do mandato tampão é que Garibaldi de bobo não tem nada.

Postado por Rodrigo Orengo