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Posts do dia 15 dezembro 2008

CGU destaca lista de irregularidades em municípios

15 de dezembro de 2008 0

Pelo menos duas prefeituras gaúchas se destacam entre os 60 municípios fiscalizados pela Controladoria-Geral da União.
Em São Nicolau, os fiscais da controladoria descobriram que a arquiteta da prefeitura, responsável pelo projeto de construção de módulos sanitários, é irmã dos dois sócios da empresa contratada por R$ 48,6 mil para fazer a obra. A CGU constatou que foram convidadas quatro empresas para participar da licitação, mas apenas o recibo referente à empresa dos irmãos da arquiteta da prefeitura era original. Os demais recibos do edital, anexos ao processo, “são meras cópias e não evidenciam que o certame teve ampla publicidade”, registra o relatório.
Já na prefeitura de Santo Antônio da Patrulha, os técnicos da CGU encontraram o caso de uma beneficiária do Programa Bolsa Família falecida há mais de quatro anos. As irregularidades estão destacadas no site da procuradoria, que oferece o relatório individual de todos os municípios fiscalizados. Confira aqui se a sua cidade já foi fiscalizada pela CGU e quais irregularidades foram constatadas. 

Postado por Robson Bonin

Yeda em Brasília nesta terça-feira

15 de dezembro de 2008 1

Com a crise instalada no governo do Estado por conta da rejeição do Ministério dos Transportes ao Duplica RS, o Piratini não quer perder tempo. Já na manhã desta terça-feira a governadora Yeda Crusius chega a Brasília, acompanhada dos secretários Daniel Andrade (Infra-estrutura) e Carlos Otaviano Brenner de Morais (Transparência), para desenrolar a questão. O Piratini ainda não confirmou o roteiro na capital federal, mas é certo que a governadora também vai tratar da votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o piso de R$ 950 dos professores. A ação vai ser julgada na quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente Lula viaja daqui a pouco para a Costa do Sauípe (BA), onde passa a terça-feira nas reuniões da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Cúpula Extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). A julgar por isso, Yeda deve discutir o Duplica com outros integrantes do governo. Mais informações a qualquer momento. 

Postado por Robson Bonin

Amargo pesadelo

15 de dezembro de 2008 0

Divulgação

Há uma guerra subterrânea sendo travada na disputa pela presidência do Senado. E como um dos mais astutos generais no front, José Sarney vive uma cômoda situação. Ele sabe que ao final não restará outra alternativa ao Planalto a não ser avalizar sua candidatura. As vozes mais experientes do Congresso comentam que o governo busca apenas encontrar uma saída honrosa para Tião Viana provavelmente um ministério, já que o petista precisa ficar na vitrina para se viabilizar ao governo do Acre em 2010.
O nome de Sarney, porém, só deverá ser lançado em definitivo na segunda metade de janeiro, às vésperas da eleição. Até lá, Renan Calheiros, que tenta voltar à ativa, trata de jogar cascas de banana no caminho de Viana. A mais recente foi estimular a reeleição de Garibaldi Alves. Na quarta-feira, o atual presidente vai apresentar à bancada o parecer que lhe dá respaldo jurídico para se manter no posto. Mas ninguém acredita em outro nome do PMDB que não seja Sarney. Até quem não nutre muita simpatia pelo ex-presidente sabe disso:
– Ele é um craque – reconhece Pedro Simon, um dos nomes que Calheiros chegou a lançar somente para embaralhar a disputa.
Alheia ao Senado, a sucessão na Câmara se encaminha naturalmente para Michel Temer. O namoro entre PT e PMDB na Casa, aliás, já incomoda outros parceiros como o chamado bloquinho, que reúne PSB, PDT e PC do B. As recentes críticas de Ciro Gomes, que acusou o governo de “excesso de pragmatismo” no Congresso, são reflexos desse ciúme. Para Ciro, o comportamento do PT pode dificultar as alianças em 2010. É um jogo de aparências, mas que mostra a insatisfação de muitos aliados com o apetite do PMDB.

Postado por Klécio Santos

Descuidos verbais

15 de dezembro de 2008 0

Leia a coluna de Klécio Santos, hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

A história reserva uma posição privilegiada para Lula. Mas um dos escaninhos também irá guardar seus deslizes com as palavras. Embora domine como ninguém a linguagem das massas, é justamente essa forma honesta de se dirigir às platéias que gera tanta controvérsia.
A língua solta que por vezes trai o presidente também municia seus críticos, principalmente a classe mais conservadora que não tolera um retirante nordestino no comando da nação. Claro que não cabe a um presidente da República o emprego de palavras chulas como o já famoso “sifu” em discursos oficiais. É inegável a empatia que Lula tem com seu eleitorado. E ao levar o palavreado de “chão de fábrica” para a tribuna da Presidência, Lula transmite às camadas menos escolarizadas a sensação de que continua sendo um humilde trabalhador. Sua incomum capacidade oratória tem origem nos palanques sindicais, onde aprendeu a falar o que o proletariado queria ouvir. Isso faz dele o mais exitoso orador que ocupou o Planalto nos últimos anos. Nem mesmo o literato José Sarney – que citava obscuros poetas maranhenses em discursos na ONU – ou o poliglota Fernando Henrique Cardoso são páreo para Lula na hora de discursar para o povo. Desde que chegou ao poder, o mito aceitou o jogo, inverteu as regras e fez do linguajar peculiar um marketing pessoal. O metalúrgico convertido em presidente, porém, esqueceu que a liturgia do cargo exige certas privações, inclusive verbais.

Postado por Sucursal Brasília

Presidente língua-solta

15 de dezembro de 2008 0

BD

– Não se assustem porque não tem nenhuma razão para eu ler este discurso aqui.
O aviso, corriqueiro no início dos pronunciamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, geralmente tranqüiliza as platéias e deixa em polvorosa os redatores do Palácio do Planalto. Mas quando ele foi dito na quinta-feira, 4 de dezembro, no Rio, nem os mais pessimistas assessores esperavam o que viria em seguida.
Em seu mais colérico discurso já proferido sobre a crise financeira mundial, Lula comparou o colapso dos mercados a uma “diarréia”. Minutos antes, recorreu a um termo chulo para justificar o otimismo que vinha professando diante do nebuloso cenário econômico.
– Se um de vocês fosse médico e atendesse a um paciente doente, o que vocês falariam para ele? “Olha, companheiro, o senhor tem um problema, mas a medicina já avançou, nós vamos dar tal remédio e você vai se recuperar”? Ou você diria: Meu, sifu. A reportagem completa aqui.

Postado por Sucursal Brasília

As 48 horas que sepultam o projeto dos pedágios

15 de dezembro de 2008 0

BD

O texto que negou aval da União ao projeto dos pedágios nasceu nas 48 horas que antecederam o telefonema do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, ao Piratini.
Era início da tarde de segunda-feira quando técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entregaram ao secretário executivo do ministério, Paulo Sérgio Passos, as ressalvas ao projeto.
Encarregado pelo ministro de centralizar os relatórios sobre o assunto, Passos cruzou a avaliação da agência com outro estudo encomendado ao secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato e Silva. Os dois documentos tinham como base a política federal de concessões rodoviárias e apontavam desvantagens no modelo gaúcho.
– O ministro não agüentava mais os telefonemas de políticos gaúchos. Queria dar um desfecho rápido para o assunto – relata um integrante do alto escalão do ministério. A reportagem completa aqui.

Postado por Sucursal Brasília