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Posts do dia 16 fevereiro 2009

Desaparecido ex-secretário de Yeda

16 de fevereiro de 2009 0

Está desaparecido desde sábado o ex-chefe da Representação do Governo do Estado em Brasília Marcelo Cavalcanti. Lotado no gabinete do deputado Cláudio Diaz (PSDB), Cavalcanti havia sido visto pelo última vez no sábado à tarde, quando se reuniu com amigos.
Segundo relatos de colegas de trabalho, Cavalcanti teria telefonado para a mulher, ainda no sábado, e estaria abalado emocionalmente. Desde então, Cavalcanti não voltou mais para casa. Na manhã desta segunda-feira, o carro dele, um Toyota Corolla, foi localizado estacionado junto à Ponte Juscelino Kubitscheck, às margens do Lago Paranoá. O veículo estava trancado e, em seu interior, foram encontrados documentos e cartões de crédito de Cavalcanti. Apenas o telefone celular do ex-secretário não foi encontrado. Os familiares registraram o desaparecimento de Cavalcanti em ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal e o caso está sob investigação.
Cavalcanti havia sido exonerado pela governadora Yeda Crusius em junho do ano passado, no ápice do escândalo do Detran. À época, ele foi flagrado em uma escuta telefônica intermediando uma reunião do lobista Lair Ferst na Secretaria da Fazenda.

Postado por Fábio Schaffner

Reajuste para deputados a caminho

16 de fevereiro de 2009 14

Líder do DEM quer ganhar o mesmo que os ministro do STF/Agência Câmara

Na surdina, os deputados já negociam uma mudança significativa nas regras de remuneração deles próprios. Fecharam acordo para colocar na Internet as notas fiscais da chamada verba indenizatória, o que sempre foi uma verdadeira caixa preta. Mas os parlamentares sabem que prestar contas de como usam os R$ 15 mil mensais poderia complicar muitos que usam o recurso para fins nada profissionais. A saída, portanto, seria acabar com a “ajuda de custo”. Aí é que está o pulo do gato. Esse seria o argumento perfeito para incorporar a gorda verba aos vencimentos. Até porque, o uso do salário não pode ser fiscalizado. Já existe até quem defenda a equiparação com o poder Judiciário. Ou seja, elevar o salário do deputado dos atuais R$ 16,5 mil para 24.5 mil, o teto do poder público.  

- Por que existe uma paridade entre os poderes e uma disparidade entre a remuneração? – questiona o líder do DEM, Ronaldo Caiado.

Postado por Rodrigo Orengo

Tudo acaba em samba

16 de fevereiro de 2009 1

Ziriguidum e terecoteco. É só disso que o presidente Lula quer saber no próximo final de semana. Disposto a apreciar o desfile da Beija-Flor, sua escola do coração, Lula desembarca na Sapucaí na noite de domingo. O presidente será o convidado de honra do camarote do governador Sérgio Cabral. A Beija-Flor é a quinta escola a entrar na avenida, com o início do desfile previsto para a 1h20min da madrugada.

Postado por Viviane Cardoso

Senado parado

16 de fevereiro de 2009 3

Plenário está as moscas desde a volta do recesso/Wilson Dias/ABr
Já passaram duas semanas desde o fim do recesso parlamentar e até agora a produtividade é zero no Senado. Tirando a eleição do novo presidente, José Sarney (PMDB/AP), nada de votações em plenário. Tudo por causa de disputas políticas. E enquanto não forem definidas presidências de comissões da Casa, o Senado vai continuar sem votações. O problema maior está na Comissão de Relações Exteriores. O comando estava garantido para o PSDB, mas o ex-presidente Fernando Collor (PTB/AL), que andava quieto, resolveu brigar pela vaga. Isso porque ele acha que seria um cargo ideal para um ex-presidente da República, já que recebe autoridades internacionais. Outra pendência está na mais importante comissão da casa, a de Constituição e Justiça. O governo implica com o nome indicado para liderar os trabalhos, o de Demostenes Torres (DEM/GO), até porque ele é um dos mais ferronhos críticos do presidente Lula. Portanto, o cenário deve permanecer como o da foto acima nos próximos dias.

Postado por Rodrigo Orengo

A esquerda em silêncio

16 de fevereiro de 2009 2

A esquerda brasileira anda silenciosa na Era Lula. Habituados a ocupar as avenidas de Brasília em manifestações gigantes contra os governos anteriores, partidos e organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) passaram a liderar eventos em defesa das ações do Planalto.
A mudança de comportamento começou em agosto de 2005, com a caminhada do “Fica Lula”, organizada para apoiar o governo, à época mergulhado no escândalo do mensalão. Com receio de que alguma das três CPIs então instaladas no Congresso resultasse num pedido de impeachment de Lula, CUT, MST e a União Nacional dos Estudantes (UNE) reuniram mais de 5 mil pessoas em frente ao Congresso, hostilizando parlamentares de oposição e prestando solidariedade ao presidente. Estava inaugurada uma nova prática em Brasília: o protesto a favor do Planalto, algo inédito, por exemplo, nos governos Fernando Collor (1990-1992) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Leia aqui a reportagem completa, publicada domingo em Zero e no Diário Catarinense

Postado por Sucursal Brasília

O fator Minas

16 de fevereiro de 2009 2

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Enquanto o Planalto traça planos para catapultar Dilma Rousseff, o PSDB não consegue resolver as pendências internas. Foi só o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cobrar uma rápida definição do candidato tucano à Presidência para Aécio Neves criar um alvoroço. Diante da larga vantagem de José Serra, o governador de Minas Gerais exige prévias e fixou uma data-limite para o PSDB definir as regras da disputa: 30 de março.
Aécio receia que, sem a realização de primárias, no estilo norte-americano, o partido consolide o nome do colega, melhor colocado nas pesquisas. Aécio ameaça inclusive abandonar a legenda, um estrago incalculável para os tucanos diante do feudo que o governador controla em Minas Gerais. O racha é saboreado por Lula, que esteve recentemente com Aécio. Mas é o PMDB que está de olho no passe do tucano, até para aumentar ainda mais o seu poder de barganha tendo nos seus quadros um nome capaz de embaralhar a disputa eleitoral, firmando-se como uma opção fora da polarização PT-PSDB. Aécio sabe, porém, que o PMDB não é confiável, mas tenta esticar a corda para evitar que o PSDB escolha Serra sem consultar as bases.
Já o governador paulista finge que não é com ele. Com o recall de eleições anteriores e uma postura cautelosa, Serra não precisa antecipar a disputa eleitoral. Afinal, lidera com folga qualquer pesquisa sobre a sucessão presidencial. E ainda provoca Dilma, afirmando que a crise internacional exige dedicação total e que não pode se dar ao luxo de percorrer o país em campanha, faltando um ano e sete meses para as eleições.

Postado por Sucursal Brasília