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Posts de fevereiro 2009

Vício incorrigível

28 de fevereiro de 2009 1

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora


Coube a José Antônio Toffolli, ex-advogado do PT ligado a José Dirceu e o nome mais cotado para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal fazer a defesa de Lula e de Dilma Rousseff na ação movida pela oposição. À frente da Advocacia-Geral da União, Toffoli reagiu na mesma moeda, afirmando que José Serra também está fazendo campanha fora do período eleitoral. A oposição cita o encontro de prefeitos, patrocinado pelo Planalto no início do mês, em Brasília. Tofolli rebate, acusando Serra de promover evento semelhante em São Paulo.
No fim das contas, fica um diz-que-diz, reduzindo a discussão política a chicanas de tribunais. Se a intenção de PSDB e DEM era provocar o governo, conseguiram. Em Florianópolis, Dilma Rousseff disse que a oposição quer bloquear as ações do governo e que não pode deixar de governar. Para Dilma, a partir de agora governar é percorrer o país inaugurando obras do PAC. São esses investimentos, e o fato de permanecer a tiracolo de Lula, que darão visibilidade à candidatura da ministra. Mesmo que ela insista em negar, não há como dissociar sua agenda de viagens de suas pretensões eleitorais. Esse é um vício incorrigível da política nacional. Se tucanos e democratas estivessem no governo, fariam o mesmo. Aliás, Aécio Neves, que disputa com Serra a candidatura tucana em 2010, já sugeriu que os dois viajem pelo país. Serra só não aceitou o convite porque quer distância de Aécio e não pretende se tornar um alvo do PT e da justiça eleitoral um ano antes da eleição.

Postado por Sucursal Brasília

PF investigava Marcelo Cavalcante

27 de fevereiro de 2009 26

Marcelo Cavalcante, o ex-assessor da governadora Yeda Crusius encontrado morto em Brasília, estava sob investigação da Polícia Federal. Ele só não foi indiciado no inquérito da Operação Rodin, que investiga fraudes no Detran gaúcho, porque à época gozava de foro privilegiado. Na segunda-feira, o superintendente da PF no RS, Ildo Gasparetto, viaja a Brasília para acompanhar as investigações em torno da morte de Cavalcante. A reportagem completa você lê na edição deste sábado de  Zero Hora.

Postado por Fábio Schaffner

Voo cego

27 de fevereiro de 2009 4

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada em Zero Hora e Diário Catarinense


Diante de tamanha lassidão, só resta apelar à Justiça. Sem candidato definido, discurso ou alternativas, PSDB e DEM preferem fazer barulho nos tribunais. Diante da superexposição a que Dilma Rousseff vem sendo submetida, a oposição recorreu ao TSE, acusando Lula de promover campanha antecipada da ministra. A indignação é antiga. Começou com o uso político das obras do PAC, que há muito tempo vêm servindo de palanque para Dilma. Mas a gota dágua, que culminou na consulta à Justiça Eleitoral, foi o encontro de prefeitos organizado pelo governo federal ao custo de R$ 2 milhões.
A reclamação da oposição deve dar em nada, tampouco Lula irá parar de exibir Dilma de Norte a Sul. Pelo contrário. A tendência é que cada vez mais a gestora eficiente se confunda com a candidata. A fórmula para contra-atacar é definir logo o adversário. Enquanto isso não ocorrer, não restará alternativa à oposição do que assistir ao crescimento de Dilma, que em algumas regiões já é mais conhecida do que José Serra.
Atualmente, quem mais cutuca o governo não é a oposição, mas Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Foi ele quem colocou o dedo na ferida e chamou a atenção para a violência das últimas invasões do MST e para a possibilidade de o governo estar financiando o movimento. Como este papel deveria ser da oposição e não de Mendes, o Planalto fez o certo: não rebateu, deixando o presidente do Supremo falando sozinho. E nem uma carona a oposição pegou. O líder sem-terra José Rainha aproveitou a deixa e cobrou de Mendes tratamento idêntico ao do banqueiro Daniel Dantas, solto duas vezes por decisão do ministro.

Postado por Sucursal Brasília

Polícia investiga telefonemas de Cavalcante

26 de fevereiro de 2009 7

Nos próximos dias, a Polícia Civil do Distrito Federal irá solicitar à Justiça a quebra do sigilo telefônico nos celulares de Marcelo Cavalcante. O delegado-adjunto Aelio Caracelli quer descobrir com quem Cavalcante vinha conversando antes de ser encontrado morto no Lago Paranoá, terça-feira da semana passada. Em depoimento à Polícia Civil, a viúva de Cavalcante, Magda Koenigkan, disse que ele recebia ligações misteriosas, se afastava para atender e falava baixinho,. Depois, reagia afirmando que nao pertencia a “esse mundo cheio de falcatruas”.

Postado por Fábio Schaffner

Cavalcante pensou em pedir proteção à PF

26 de fevereiro de 2009 17

Antes de aparecer morto no Lago Paranoá, em Brasília, Marcelo Cavalcante demonstrava angústia com a iminência de um depoimento ao Ministério Público Federal.
Pois agora uma fonte da Polícia Federal e uma da Secretaria de Direitos Humanos revelam ao blog que Cavalcante manifestou interesse no Programa de Proteção a Testemunhas do Ministério da Justiça.  O ex-assessor do governo Yeda Crusius não chegou a formalizar o pedido, mas pediu informações sobre os procedimentos.

Postado por Fábio Schaffner

Irmão de Cavalcante depõe hoje

26 de fevereiro de 2009 2

Está marcado para às 17h o depoimento de Marcos Cavalcante, irmão de Marcelo Cavalcante, o ex-assessor do governo Yeda Crusius encontrado morto no dia 17 em Brasília. Antes do depoimento, investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal irão se reunir com um delegado da Polícia Federal que está acompanhando o caso.

Postado por Fábio Schaffner

Laborfobia

26 de fevereiro de 2009 5

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Quando José Sarney e Michel Temer assumiram o comando do Congresso, no início do mês, prometeram gestões modernas. Desde então, o que se viu foi apenas a repetição de antigos vícios. Sob a batuta de Sarney, o Senado nada votou este ano. Na Câmara, a paralisia é semelhante. A ociosidade prospera por causa da disputa pelas comissões que ditam o rumo das casas. Mas não é só isso. Em tempos de Carnaval, a laborfobia dos congressistas aumenta ainda mais. Ontem dava para contar nos dedos os deputados e senadores que apareceram em Brasília. A maioria aproveitou o reinado de Momo e emendou o feriadão. Desnecessário salientar que não haverá desconto nos salários dos gazeteiros. Pior do que isso, só a promessa que Temer fez ao ser eleito. Revoltado com as críticas à jornada de trabalho dos deputados, com votações somente de terça a quinta-feira, Temer se dispôs a enviar equipes da TV Câmara aos Estados. O objetivo era registrar o quanto se esforçam os parlamentares nos finais de semana prolongados. É de se imaginar o quão divertida seria a programação de Carnaval na TV Câmara se a ideia já estivesse sido executada. Um dos projetos que não progride por conta da letargia do Congresso é o que elimina o fator previdenciário, cálculo criado para combater aposentadorias precoces. Seu relator, o gaúcho Pepe Vargas (PT), havia previsto entregar o relatório este mês, mas como as comissões sequer foram instaladas, Pepe adiou a missão para a segunda quinzena de março.

Postado por Sucursal Brasília

Pós-Carnaval

25 de fevereiro de 2009 2

Leia a coluna de Klécio Santos publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense


Com a disputa presidencial praticamente definida entre Dilma Rousseff e José Serra, começa a movimentação política para a montagem dos palanques estaduais. Um resultado dessas discussões é o fortalecimento do nome de Antonio Palocci ao governo de São Paulo. A candidatura do ex-ministro já é consenso no PT paulista e tem a simpatia de empresários. Depende, porém, do julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a queda do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.
A defesa do petista diz que não há provas contra ele. Palocci inclusive já recebeu sinais de que será inocentado e agora quer pressa no julgamento, cuja data será marcada nos próximos dias. Só então o Planalto começará a turbinar seu ex-ministro, já que Lula vê nele o único capaz de enfrentar a hegemonia do PSDB em São Paulo.
Essa costura é importante para o presidente. Lula não encontra resistências a Dilma no Norte e no Nordeste. Mas teme uma rejeição nas regiões Sul e Sudeste, nas quais precisa de candidatos competitivos para dar suporte à chefe da Casa Civil. No Rio, por exemplo, Lula tem o apoio do governador Sérgio Cabral. Mas os tucanos planejam uma aliança em torno de Fernando Gabeira. Para não perder tempo, Lula quer dar ainda mais visibilidade às ações sociais e acelera o lançamento de um plano de habitação. Para tanto, o presidente irá convocar o conselho político após a ressaca de Carnaval. Afinal, são os programas sociais que estão garantindo sua popularidade, em meio a um cenário de desemprego, queda de arrecadação e déficit na balança comercial.

Postado por Sucursal Brasília

Colóquio carnavalesco

24 de fevereiro de 2009 7

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora

Se este Carnaval serviu para Lula e Dilma Rousseff se aventurarem nas passarelas, para o PSDB o momento é de reflexão. O partido busca criar uma agenda que permita fazer oposição ao governo.
– Temos sido um fracasso neste quesito – admite o presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE).
A frase resume bem a situação dos tucanos. Apesar de dispor de dois nomes de peso – José Serra e Aécio Neves – para a disputa em 2010, o PSDB não consegue influenciar a opinião pública. Mais: vê Dilma crescer no rastro da popularidade de Lula. A inércia da oposição já foi criticada recentemente por um dos principais articuladores do DEM, o ex-senador Jorge Bornhausen, em palestra para representantes do PIB paulistano. Bornhausen quer que o PSDB abandone a ideia de prévias e escolha logo um candidato. Mas como o tucanato adora um colóquio, resolveu que antes de definir um nome é preciso um intensivo de oposição. Sem foco, prepara a artilharia para atacar o PT em vários fronts. Um dos alvos é uso político da Petrobrás e a discussão de soluções para o combate ao desemprego. A ideia é promover reuniões semanais com especialistas logo após o Carnaval. Até aqui, porém, um dos mentores das discussões, o deputado Luiz Paulo Velloso Lucas, já fez um diagnóstico do problema: a oposição está lidando com um mito e um adversário “voraz e pragmático”, que não tem limite para fazer alianças “sem princípios”. O problema é que enquanto o PSDB constata obviedades e busca ritmo, Lula vai construindo palanques. Na Sapucaí, por exemplo, sambava animado ao lado de Eduardo Paes, um dos ex-integrantes da tropa de choque oposicionista e que durante o mensalão havia pedido o impeachment do presidente.

Postado por Fábio Schaffner

Dica de Cinema

21 de fevereiro de 2009 3


Milk
Quando Gus Van Sant resolveu escalar o ator Sean Penn para viver Harvey Milk no cinema, ele sabia exatamente o que estava fazendo. Nem mais, nem menos. Sean Penn conseguiu interpretar um homossexual de forma singular, evitando o que poderia ser caricato ou excessivo. Talvez mais por isso, do que pela história em si, vale a pena assistir “Milk” que entrou em cartaz nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros. Primeiro gay assumido a conseguir um cargo político nos EUA, Harvey Milk foi um ativista dos direitos dos homossexuais na conturbada São Francisco dos anos 70. Mas sua trajetória foi difícil, marcada pelo preconceito e violência durante as várias tentativas de ascendência à política americana – culminando com seu assassinato em 1978. Van Sant, diretor que já declarou abertamente sua homossexualidade, trouxe um tom de documentário à cinebiografia de Milk, misturando imagens de arquivo com cenas reais. Nada menor poderia se esperar de um cineasta tão experimental e que mesmo assim é visto com bons olhos pela Academia. “Milk” concorre amanhã a 8 Oscars, dentre eles o de melhor filme e melhor ator principal.

Postado por Márcia Lopes

Os últimos momentos de Cavalcante

21 de fevereiro de 2009 2

Corpo foi localizado no Lago Paranoá/Fábio Schaffner/Agência RBS

Eram 6h50min de terça-feira quando tocou o celular do deputado Claudio Diaz (PSDB). Chefe de Marcelo Cavalcante desde que o ex-representante do governo do Estado em Brasília havia sido exonerado pela governadora Yeda Crusius, em junho do ano passado, Diaz foi informado de que um corpo havia sido localizado no Lago Paranoá.
Resgatado por bombeiros, Cavalcante boiava junto a uma das pilastras de sustentação da Ponte Juscelino Kubitschek, um dos principais cartões-postais do Distrito Federal. Era o epílogo de um final de semana turbulento, marcado por uma briga com a mulher, a empresária Magda Koenigkon, e uma turnê por bares de Brasília.

A reportagem completa sobre os últimos dias de Marcelo Cavalcante você lê aqui


 

Postado por Fábio Schaffner

Pierrô e Colombina

21 de fevereiro de 2009 4

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada em Zero Hora deste domingo


Lula e Dilma Rousseff vão colocar o bloco na rua, literalmente. Os dois resolveram dividir suas aparições públicas entre os carnavais do Rio, Recife e Salvador. Será a primeira vez que um presidente se aventura na Sapucaí desde que Itamar Franco ficou estigmatizado pela foto ao lado da despudorada modelo Lilian Ramos, cuja genitália à mostra alvoroçou o país. É também um ato de coragem de Lula, que volta a enfrentar uma multidão em um evento marcado pela irreverência. Em 2007, foi vaiado no Maracanã durante a abertura do Jogos Pan-Americanos. Agora, Lula aposta nos elevados índices de popularidade. Calculou o risco e aceitou convite de Neguinho da Beija-Flor para ir assistir o desfile da azul-e-branca e ainda apadrinhar o casamento do sambista. Nada mais popular do que estar junto de um símbolo do Carnaval como Neguinho. De quebra, ainda figura no concorrido camarote do governador Sérgio Cabral (PMDB), cotado para vice de Dilma na chapa em 2010.
Enquanto Lula flana no Sambódromo, Dilma estará na folia do Nordeste, dividindo holofotes com outros dois postulantes à vaga de vice: os governadores Eduardo Campos, do PSB, e Jaques Wagner, do PT. O teste de popularidade de Dilma passaria pelo desfile do Galo da Madrugada, maior bloco do mundo, com mais de 1 milhão de pessoas. Depois, ela parte para o Expresso 2222, bloco de Gilberto Gil. Para quem até pouco tempo ganhou um bambolê do PMDB por conta da falta de desenvoltura política, Dilma mudou – e muito – de gingado.

Postado por Sucursal Brasília

Pai de Marcelo Cavalcante não acredita em suicídio

20 de fevereiro de 2009 5

PhD

20 de fevereiro de 2009 4

Leia a coluna de Klécio Santos,  publicada hoje em Zero Hora
Quando Yeda Crusius voltava a recuperar a confiança de líderes tucanos, começando a colher nacionalmente os louros do proclamado déficit zero, uma nova hecatombe abala o Piratini. A morte de Marcelo Cavalcante ressuscitou fantasmas, como a compra da casa da governadora e as denúncias de caixa 2 na campanha eleitoral de 2006. A mais recente reviravolta na política gaúcha, porém, não chegou a surpreender parte da direção nacional do PSDB .
– A governadora é PhD em confusão – reagiu de imediato o assessor de um tucano emplumado, logo após tomar conhecimento da entrevista do PSOL.
Nem o paraibano Cássio Cunha Lima, cassado duas vezes pelo TSE, teve um governo tão convulsionado como o de Yeda. Desta vez, o escândalo acabou arrastando até o presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), acusado de negociar um emprego para Cavalcante. Guerra nega, mas dentro do tucanato ninguém esconde o desconforto com a situação. Apenas o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal, saiu em defesa de Yeda. Aníbal mira em 2010 e sabe que na sucessão presidencial o jeito tucano de governar será explorado pelo PT. Daí a defesa intransigente do governo gaúcho, mas a posição de Aníbal não é unanimidade no partido, embora o discurso oficial seja de solidariedade. O assunto deve dominar a próxima reunião da executiva do partido. Entre os aliados, a estupefação também foi geral. Veterano na arte de apagar incêndios, até mesmo o senador Pedro Simon demonstrou fadiga diante dos sucessivos tumultos no Piratini.
– Meu Deus! Aonde vamos parar? – comentou Simon.

Postado por Sucursal Brasília

Na berlinda

19 de fevereiro de 2009 1

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense


A perda do mandato de Cássio Cunha Lima é um indicativo da mão pesada do TSE. Representa uma mudança de postura do tribunal, já que no passado governadores bem mais encrencados foram mantidos no cargo. Um dos exemplos mais eloquentes da antiga passividade do TSE foi a absolvição de Joaquim Roriz, então governador do Distrito Federal. Agora, a ordem é um rigor maior nas punições. Os avanços resultaram em mudanças importantes como a fidelidade partidária e o fim dos showmícios. Todas essas medidas tiveram o dedo do TSE, que vem atuando no vácuo de um Congresso omisso quando o assunto é reforma política. A rigidez no julgamento de políticos tem mais visibilidade a partir da gestão do ministro Ayres Britto à frente do TSE. Antes, apenas haviam sido afastados Mão Santa, em 2001, e Flamarion Portela, em 2004.
Assustados com a postura draconiana do TSE, advogados de defesa têm reclamado que o TSE não está respeitando o resultado das urnas. A argumentação, porém, não cola. Se a cassação do mandato pode ser considerada uma pena muito dura para alguns casos, por outro lado a lentidão dos julgamentos e os sucessivos recursos interpostos pelos réus sempre acabam favorecendo os governantes. Todos os sete governadores na fila de espera do TSE já usufruíram de mais da metade do mandato. A crença na impunidade virou medo. E também uma lição para quem não respeita a lei na hora de pedir votos.

Postado por Sucursal Brasília

Sergio Moraes absolvido no Supremo

18 de fevereiro de 2009 1

Moraes era acusado de proibir multas a carros de prefeitura/Agência Câmara
O deputado gaúcho foi absolvido por 6 votos a 4 no Supremo Tribunal Federal. Sergio Moraes (PTB) respondia ação por prática de prevaricação e crime de responsabilidade quando era prefeito de Santa Cruz do Sul em 2003 e 2004. A denuncia dizia respeito a uma suposta determinação para que os fiscais municipais de trânsito não multassem os carros da prefeitura, por qualquer infração de trânsito. A ordem seria ainda para que os agentes não lançassem multas dos automóveis oficiais no sistema do Detran. O relator do caso, ministro Carlos Ayres Brito, votou pela absolvição por falta de provas. Morais é hoje presidente do Conselho de Ética da Câmara.

Postado por Rodrigo Orengo

Sepultado Cavalcante

18 de fevereiro de 2009 2

Acaba de ser sepultado o corpo de Marcelo Cavalcante, ex-assessor do governo gaúcho em Brasília. Gremista, ele foi enterrado com uma bandeira do imortal tricolor sobre o caixão. Cavalcante foi encontrado morto ontem pela manhã, no Lago Paranoá. Ele estava desaparecido desde sábado.

Postado por Fábio Schaffner

Notas dissonantes

18 de fevereiro de 2009 2

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

O desconforto é geral no Congresso. Afinal, sempre foram correntes as manobras urdidas pelos parlamentares para justificar os R$ 15 mil mensais a que cada um tem direito como indenização pelo exercício do mandato. O dinheiro, aliás, sequer está sujeito ao imposto de renda. É integralmente embolsado por cada deputado e senador. Mas como tudo no Congresso, foi preciso vir à tona mais um escândalo para que surgisse alguma medida moralizante neste caso, o surreal castelo do deputado Edmar Moreira. Vasculhando as prestações de contas de Edmar, descobriu-se que no ano passado o reizinho mineiro gastou 80% de sua verba indenizatória com segurança pessoal. Como Edmar fez fortuna com suas empresas de segurança privada, a suspeita é de que ele usava as próprias notas fiscais para obter o reembolso por despesas inexistenses.
Diante da pressão da imprensa pela transparência nas contas dos deputados, a mesa diretora da Câmara não teve outra alternativa senão abrir a caixa-preta. Detalhe: sem efeito retroativo. Só as despesas apresentadas a partir de agora poderão ser submetidas a escrutínio público. Porém, as notas não serão exibidas, tampouco o nome das empresas fornecedoras. E mais: eventuais fraudes do passado permanecerão sepultadas.
E poderia ser ainda pior. O novo líder do DEM, Ronaldo Caiado, tentou evitar a divulgação das notas sugerindo a incorporação de parte da verba indenizatória ao salário dos deputados. Houve até quem defendesse a equiparação com o Poder Judiciário, elevando o vencimento dos parlamentares dos atuais R$ 16,5 mil para R$ 24,5 mil, o teto do poder público. Pelo que se vê, o Congresso é pródigo para legislar em causa própria.

Postado por Sucursal Brasília

Cássio Cunha Lima cassado. LHS na fila

17 de fevereiro de 2009 5

Cássio Cunha Lima já se foi. O governador da Paraíba teve o mandato cassado agora há pouco pelo TSE. Acusado de abuso de poder econômico e político na eleição de 2006, o tucano perdeu o cargo por distribuir a eleitores mais de 35 mil cheques, totalizando R$ 3,5 milhões. Na fila do TSE, está o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), também acusado de abuso de poder econômico e político. O julgamento de hoje foi um indicativo da mão pesada do TSE.

Postado por Fábio Schaffner

Ministro promete ajuda a cartolas gaúchos

17 de fevereiro de 2009 0
Cartolas do Rio Grande e do Brasil de Pelotas desembarcaram hoje em Brasília para pedir apoio do governo federal. O vovô do futebol quer ser incluído na lista dos clubes que vão sediar a pré-temporada das seleções da Copa de 2014. Já a diretoria do Xavante pediu ajuda financeira para reerguer o clube. O encontro com o ministro do Esporte, Orlando Silva, não durou mais do que quarenta minutos – tempo suficiente para que a direção do mais antigo clube de futebol em atividade no país entregasse um projeto para ser incluído no calendário da Copa. Silva ficou de intermediar um encontro da direção do Rio Grande com o Comitê Organizador da Copa do Mundo. O ministro disse ainda que ficou impressionado com a história do Brasil e prometeu encontrar uma maneira de ajudar o clube.

Postado por Viviane Cardoso

Polícia suspeita de suicídio

17 de fevereiro de 2009 0

A família de Marcelo Cavalcante ainda não sabe quando poderá sepultá-lo. O corpo do ex-chefe da Representação do Governo do Rio Grande do Sul em Brasília está retido no IML, sendo submetido a autópsia, inclusive com exames toxicológicos. O carro de Cavalcante, localizado ontem pela manhã estacionado junto à ponte Juscelino Kubitschek, também está sendo periciado. Para a delegada Andiara Rezende, todos os indícios levam a polícia a acreditar em suicídio.

Postado por Fábio Schaffner

Sois rei

17 de fevereiro de 2009 4

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

O que mudou do último referendo, 14 meses atrás, para que Hugo Chávez convencesse os venezuelanos a estender sua permanência no poder? Pouca coisa. O país continua dividido, os índices de criminalidade assustam e a inflação segue em alta. E ainda por cima, o preço do barril do petróleo despenca, colocando em risco projetos sociais. E mesmo assim a população resolve dar a Chávez possibilidade de reeleição eterna.
A vitória do “Sim” é fruto de um empenho pessoal do presidente que, após 10 anos no governo, ainda mantém sob controle uma fatia considerável do eleitorado. Desta vez, porém, o caudilho não menosprezou os adversários. Como um titereiro entronado no Palácio de Miraflores, comandou seus eleitores a comparecerem às urnas. Um exército vermelho de militantes patrocinado pelo governo, com a finalidade de evitar a abstenção e de coagir os opositores, principalmente os estudantes. Chávez também contou com a vantagem de usar massivamente os meios de comunicação estatais – foram 158 pronunciamentos em 2008, mais de três por semana.
Na Venezuela, muitos dos que rejeitam Chávez creditam a culpa do fenômeno populista às antigas elites que comandaram o país. Ao virarem as costas aos menos favorecidos, permitiram que o discurso do ex-coronel golpista encontrasse eco. E a bem da verdade, embora tenha conquistado Estados importantes nas eleições regionais, nenhum líder de oposição surgiu das urnas com força suficiente para mobilizar a população a desafiar Chávez e seu projeto revolucionário, avalizado somente pela esquerda mais retrógada.
Parte desse engessamento se deve também a Chávez, que tratou de desidratar a autonomia dos novos governantes. Com uma oposição manietada, a vitória chavista tem um gosto antidemocrático. Não por acaso, o primeiro a cumprimentá-lo pela vitória foi Fidel Castro.

Postado por Sucursal Brasília

Perícia em local onde corpo de gaúcho foi achado

17 de fevereiro de 2009 0

Neste momento a Polícia Civil e a equipe de bombeiros fazem perícia no local onde o corpo do gaúcho MArcelo Cavalcanti foi encontrado nesta manhã. Ex-chefe da do escritório de Representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Cavalcanti estava desaparecido desde a última sexta-feira, quando teria brigado com a mulher, com quem era casado há mais de um ano. De acordo com investigações da Polícia Civil, no último domingo ele teria ainda telefonado para a filha e para a mulher. Os policiais acreditam que MArcelo tenha se jogado de uma altura de 25 metros, no Lago Paranoá, junto à ponte JK. Hoje, por volta das 7 de manhã, o corpo foi encontrado pela equipe de bombeiros.

Postado por Carolina Bahia

Desaparecido ex-secretário de Yeda

16 de fevereiro de 2009 0

Está desaparecido desde sábado o ex-chefe da Representação do Governo do Estado em Brasília Marcelo Cavalcanti. Lotado no gabinete do deputado Cláudio Diaz (PSDB), Cavalcanti havia sido visto pelo última vez no sábado à tarde, quando se reuniu com amigos.
Segundo relatos de colegas de trabalho, Cavalcanti teria telefonado para a mulher, ainda no sábado, e estaria abalado emocionalmente. Desde então, Cavalcanti não voltou mais para casa. Na manhã desta segunda-feira, o carro dele, um Toyota Corolla, foi localizado estacionado junto à Ponte Juscelino Kubitscheck, às margens do Lago Paranoá. O veículo estava trancado e, em seu interior, foram encontrados documentos e cartões de crédito de Cavalcanti. Apenas o telefone celular do ex-secretário não foi encontrado. Os familiares registraram o desaparecimento de Cavalcanti em ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal e o caso está sob investigação.
Cavalcanti havia sido exonerado pela governadora Yeda Crusius em junho do ano passado, no ápice do escândalo do Detran. À época, ele foi flagrado em uma escuta telefônica intermediando uma reunião do lobista Lair Ferst na Secretaria da Fazenda.

Postado por Fábio Schaffner

Reajuste para deputados a caminho

16 de fevereiro de 2009 14

Líder do DEM quer ganhar o mesmo que os ministro do STF/Agência Câmara

Na surdina, os deputados já negociam uma mudança significativa nas regras de remuneração deles próprios. Fecharam acordo para colocar na Internet as notas fiscais da chamada verba indenizatória, o que sempre foi uma verdadeira caixa preta. Mas os parlamentares sabem que prestar contas de como usam os R$ 15 mil mensais poderia complicar muitos que usam o recurso para fins nada profissionais. A saída, portanto, seria acabar com a “ajuda de custo”. Aí é que está o pulo do gato. Esse seria o argumento perfeito para incorporar a gorda verba aos vencimentos. Até porque, o uso do salário não pode ser fiscalizado. Já existe até quem defenda a equiparação com o poder Judiciário. Ou seja, elevar o salário do deputado dos atuais R$ 16,5 mil para 24.5 mil, o teto do poder público.  

- Por que existe uma paridade entre os poderes e uma disparidade entre a remuneração? – questiona o líder do DEM, Ronaldo Caiado.

Postado por Rodrigo Orengo