Leia a coluna de Klécio Santos, publicada em Zero Hora e Diário Catarinense
Com o desemprego batendo à porta e uma perspectiva de crescimento pífio, nada mais natural do que o pessimismo se refletir na popularidade de Lula e na avaliação do governo. O Planalto aposta numa reversão do quadro no segundo semestre, apesar de a marolinha já ter virado uma pororoca. O fato é que as medidas anunciadas para combater a crise ainda não surtiram o efeito desejado. E jogar a culpa na elite branca de olhos azuis não tira da população o temor de uma recessão. O otimismo reverberado por Lula só agrada à claque de palanque.
Embora a queda na aprovação popular já tenha sido registrada em uma pesquisa anterior, desta vez o presidente perdeu oito pontos percentuais. Sua popularidade, contudo, continua elevada. A maior vítima dessa nova rodada de pesquisas não está no governo, mas na oposição. Superado por Dilma Rousseff nas manifestações espontâneas de voto e até mesmo em um hipotético segundo turno, Aécio Neves acusou o golpe. O governador mineiro atribui o crescimento da ministra às obras do PAC, cujas inaugurações estariam servindo de palanque antecipado à sucessão de Lula.
Que Dilma está à frente dos principais programas para combater a crise, isso é uma realidade. O que Aécio não consegue disfarçar é a escassa competitividade de sua candidatura, ainda mais se comparada à do colega tucano José Serra, líder disparado nas intenções de voto. A súbita ascensão de Dilma entusiasma Lula. A partir do segundo semestre, a ministra deve delegar parte de suas atribuições, dedicando cada vez mais tempo à campanha.
Postado por Sucursal Brasília









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