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Posts de março 2009

Pororoca

31 de março de 2009 1

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada em Zero Hora e Diário Catarinense

Com o desemprego batendo à porta e uma perspectiva de crescimento pífio, nada mais natural do que o pessimismo se refletir na popularidade de Lula e na avaliação do governo. O Planalto aposta numa reversão do quadro no segundo semestre, apesar de a marolinha já ter virado uma pororoca. O fato é que as medidas anunciadas para combater a crise ainda não surtiram o efeito desejado. E jogar a culpa na elite branca de olhos azuis não tira da população o temor de uma recessão. O otimismo reverberado por Lula só agrada à claque de palanque.
Embora a queda na aprovação popular já tenha sido registrada em uma pesquisa anterior, desta vez o presidente perdeu oito pontos percentuais. Sua popularidade, contudo, continua elevada. A maior vítima dessa nova rodada de pesquisas não está no governo, mas na oposição. Superado por Dilma Rousseff nas manifestações espontâneas de voto e até mesmo em um hipotético segundo turno, Aécio Neves acusou o golpe. O governador mineiro atribui o crescimento da ministra às obras do PAC, cujas inaugurações estariam servindo de palanque antecipado à sucessão de Lula.
Que Dilma está à frente dos principais programas para combater a crise, isso é uma realidade. O que Aécio não consegue disfarçar é a escassa competitividade de sua candidatura, ainda mais se comparada à do colega tucano José Serra, líder disparado nas intenções de voto. A súbita ascensão de Dilma entusiasma Lula. A partir do segundo semestre, a ministra deve delegar parte de suas atribuições, dedicando cada vez mais tempo à campanha.

Postado por Sucursal Brasília

Círculo vicioso

30 de março de 2009 2

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada em Zero Hora e Diário Catarinense
A devassa na Camargo Corrêa indica uma nova ofensiva da Polícia Federal nos subterrâneos dos financiamentos de campanha. A prática de caixa 2 em eleições sempre foi usual em todos os partidos. Trata-se de um círculo vicioso, no qual a promiscuidade entre empresas e políticos esconde interesses inconfessáveis. Em todos os governos, as empreiteiras são as que mais se oxigenam com contratos públicos. Quando a PF bate à porta, reagem coléricos, dizendo-se perplexos. É uma ladainha repetida à exaustão pelos envolvidos, a despeito da contundência com que as interceptações telefônicas flagraram generosas quantias pagas por fora.
Não há ingênuos nesse jogo. E enquanto as nomeações para o Tribunal de Contas da União partirem de indicações políticas, tampouco há sinais promissores para o fim das negociatas entre quem financia campanhas e quem destina recursos para obras públicas. É um reino de impunidade.
Quando o picaresco Delúbio Soares tentou reduzir o mensalão a caixa 2 eleitoral, obteve o beneplácito do presidente Lula. Numa entrevista constrangedora, Lula justificou as patranhas petistas dizendo o partido agia da mesma forma que todas as demais legendas do país. A oposição fingiu revolta, mas a Castelo de Areia revelou que a bandalha não tem coloração partidária. E pelo ritmo da ação da PF, vem mais sujeira por aí. Além da Camargo Corrêa, a OAS também está na mira.

Postado por Sucursal Brasília

Generosidade de Lula para atrair aliados

29 de março de 2009 4

Em conversas reservadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado duas convicções: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vencerá a disputa pelo Planalto em 2010 e terá como vice um político do PMDB.
Para tornar real a profecia, Lula tenta convencer o PT a abrir mão de candidaturas em Estados considerados estratégicos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.
– O presidente quer sentar todo mundo ao redor da Dilma. Por isso está pilotando pessoalmente as costuras políticas e as eleições de interesse do PT. Ele só não sabe dizer quem no PMDB seria o vice ideal para a Dilma – comenta um deputado gaúcho recebido por Lula recentemente.

Leia a reportagem completa aqui

Postado por Fábio Schaffner

O estilista de Dilma

29 de março de 2009 4

Leia a coluna de Klécio Santos, publicadaem Zero Hora e Diário Catarinense

Aos poucos, Dilma Rousseff impressiona pela independência com que conduz a própria candidatura presidencial. Embora ainda tutelada por Lula, cada vez mais a ministra tem dedicado um tempo maior às articulações políticas e à aproximação com partidos aliados. À vontade no figurino de candidata concebido pelo presidente, Dilma participou tanto do aniversário de José Dirceu quanto de reuniões privadas com a cúpula do partido. Em todos os encontros, tem defendido a manutenção da aliança com os partidos de sustentação do governo, mas sobretudo com o PMDB.
A popularidade de Lula, somada ao apoio do PMDB, formaria o lastro que Dilma precisa para derrotar José Serra. O governador paulista vem lançando programas de impacto no Estado, à semelhança do Planalto, e forma um verdadeiro ministério em seu secretariado, com nomes como Geraldo Alckmin e o ex-ministro Paulo Renato de Souza. A essa altura, o problema de Lula nem parece ser convencer o PT a ceder espaço. Já há acerto em sete Estados e uma ideia de apoiar o PMDB no Rio e em Minas Gerais, dois colégios importantes que serviriam para equilibrar o poderio tucano em São Paulo.
Na avaliação de Lula, o Nordeste garantiria a vitória de Dilma. É por lá que estão sendo feitas costuras importantes para esse projeto. Mas é lá também o domicílio da maior dor de cabeça do Planalto: Ciro Gomes. Ele tenta se viabilizar como alternativa ao que considera uma “luta paroquial” entre petistas e tucanos. Quem conhece Ciro sabe que ele não está blefando e que pode provocar cisão, levando o PC do B. Lula aposta em Eduardo Campos, o governador de Pernambuco, que controla o PSB. Lula monitora os dois e tenta convencê-los a embarcar na candidatura de Dilma.

Postado por Sucursal Brasília

Areia movediça

27 de março de 2009 3

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada em Zero Hora e Diário Catarinense
Ressabiada pela crise institucional provocada pela Satiagraha, a Polícia Federal volta a campo com suas megaoperações. As consequências políticas, contudo, são inevitáveis. O envolvimento da construtora Camargo Corrêa com sete partidos reacendeu a polêmica sobre o suposto uso partidário da PF. Das grandes legendas do cenário nacional, só o PT ficou de fora do rol de suspeitas levantadas na investigação. Vem daí a chiadeira, principalmente da oposição, que se vale da ausência do adversário no inquérito para levantar dúvidas sobre a ação da PF.
Ontem, o ministro Tarso Genro se viu obrigado a mais uma vez negar as intenções e o caráter político da operação. Bem mais esperto, Lula cobrou diretamente da PF o fim da pirotecnia nas operações. Há 15 meses vasculhando os contratos da Camargo Corrêa, a Castelo de Areia revela uma prática corriqueira nos subterrâneos das campanhas eleitorais. São as empreiteiras que financiam boa parte das despesas dos candidatos. O repasse de dinheiro pode até ser legal, como juram os partidos envolvidos. Mas mesmo que os recursos tenham sido contabilizados nas prestações de contas, o problema é a origem suspeita do dinheiro. Segundo a PF, as doações são provenientes do superfaturamento de obras públicas. Esse é o mais movediço dos terrenos da política. São usuais as trocas de favores e as licitações dirigidas.
Embora não apareça nos primeiros relatórios divulgados pela PF, o PT está de orelhas em pé. O partido mantém relações amistosas com a empreiteira e algumas das obras sob suspeita integram o guarda-chuva do PAC. A preocupação dos petistas é que a descoberta de alguma ilegalidade nos empreendimentos do programa respingue na candidatura de Dilma Rousseff. Isso sem falar no receio de que as construtoras passem a evitar as doações de campanha, sob pena de entrarem na mira da PF.

Postado por Sucursal Brasília

Padilha e José Otávio investigados separadamente

26 de março de 2009 1

O Supremo Tribunal Federal desmembrou o inquérito da Operação Solidária, investigação sobre suspeitas de fraudes em licitações na Região Metropolitana. Em decisão divulgada ontem, o relator da matéria no STF, ministro Marco Aurélio Mello, atendeu a um pedido do deputado José Otávio Germano (PP), que agora serpá investigado separadamente. Em 16 de dezembro do ano passado, o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, já havia emitido um parecer favorável ao desmembramento da investigação. Com a decisão de Mello, o inquérito conduzido pela Polícia Federal agora dá origem a dois inquéritos distintos: um sobre a suposta participação do deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) nas fraudes desvendadas pela Operação Solidária, e outro sobre a atuação de José Otávio.

Postado por Fábio Schaffner

Fogaça e Chiarelli na lista de reembolso do Senado

25 de março de 2009 5

Demorou um pouco, mas a onda de notícias desagradáveis que grassa no Senado acabou alcançando políticos gaúchos. Ex-senadores, Carlos Chiarelli (DEM) e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), tiveram despesas médicas reembolsadas no ano passado, embora já não tenham mais nenhuma vinculação com a Casa. Segundo levantamento do site Congresso em Foco, Fogaça recebeu R$ 4.870,11. Ele deixou o Senado em 2002. Já Chiarelli recebeu R$ 15.099,99. Ele não é mais senador desde 1991. Não há nada ilegal nos pagamentos. Um ato normativo da Mesa Diretora do Senado garante o reembolso integral das despesas médicas de senadores e ex-senadores.

Postado por Fábio Schaffner

PGE pede cassação de governador do Tocantins

25 de março de 2009 5

Marcelo Miranda, governador do Tocantins/Divulgação
Não é fácil a vida dos governadores que respondem a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta terça-feira, a Procuradoria Geral Eleitoral apresentou parecer favorável à cassação do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB). Ele e o vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS), devem ser os próximos a serem julgados no plenário do TSE. Outros cinco governantes, entre eles Luiz Henrique da Silveira (PMDB), aguardam a análise dos magistrados.
A ação denuncia Miranda por abuso de poder econômico, compra de votos e conduta vedada a agente público nas eleições de 2006. O parecer afirma que Miranda utilizou o programa social estadual “Governo Mais Perto de Você”, sem a devida autorização legislativa e previsão orçamentária, com o objetivo de distribuir a eventuais eleitores recursos públicos, por meio da entrega de benefícios, bens, brindes, prêmios, casas, óculos, cestas básicas, realização de consultas médicas, entre outros itens. Além disso, o vice-procurador-geral eleitoral Francisco Xavier, que assina o relatório, informa que houve propaganda maciça vinculando o nome do governador aos benefícios concedidos. O relator do processo no TSE é o ministro Felix Fischer, o mesmo que analisa o processo de cassação de Luiz Henrique por abuso de poder político e econômico em 2006.

Postado por Robson Bonin

Deputados votam criação do Ministério da Pesca

25 de março de 2009 0

Tramitando desde agosto de 2008 na Câmara, a proposta que promove a ministério a Secretaria de Aquicultura e Pesca deve ser votada nesta quarta-feira pelos deputados. Há um acordo para que a matéria seja aprovada por consenso na comissão especial que avalia o caso. Como tramita em caráter conclusivo, o texto deve seguir direto para o Senado, sem precisar passar pelo plenário da Câmara. A reunião está marcada para as 14 horas. Mais informações ao longo do dia.

Postado por Robson Bonin

Polêmica previdenciária

25 de março de 2009 15

Leia a coluna publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Quando o Senado aprovou o projeto do senador Paulo Paim, a equipe econômica do governo entrou em pânico. Contaminada por interesses políticos, a extinção do fator previdenciário sugerida por Paim ressuscita a farra das aposentadorias precoces e ameaça a saúde fiscal da Previdência. Nenhum senador, contudo, parou para analisar o impacto da proposta. Na contabilidade dos parlamentares, só foram levados em consideração os dividendos eleitorais. Até mesmo tucanos e democratas, criadores do fator à época do governo Fernando Henrique Cardoso, aderiram ao populismo previdenciário. O objetivo era tirar proveito da medida, seja capitalizando votos ou desgastando o governo. Em defesa de suas bandeiras históricas, Paim teve o mérito de trazer à baila a discussão de um tema que angustia e sufoca os contribuintes. Sem alternativa e emparedado pela aprovação do texto, restou ao Planalto encontrar uma saída que não melindrasse trabalhadores, tampouco provocasse uma sangria nos cofres da Previdência. Esse meio-termo foi concentrado na proposta do relator Pepe Vargas. Foi assim que Lula conseguiu convencer as centrais sindicais no final do ano passado, prometendo buscar uma fórmula que contemplasse a todos. O problema para o governo é que a bandeira de Paim não se esgota no fim do fator. Na esteira dessa proposta, vieram outras duas, com apelo popular ainda maior e também já aprovadas pelo Senado. Paim quer corrigir as aposentadorias com o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo e também recuperar perdas salariais. Tudo muito justo. Mas em ano de crise econômica, falta garantir disponibilidade de caixa do governo.

Postado por Sucursal Brasília

Atraso nas obras em SC chega ao Congresso

24 de março de 2009 0

Ideli convidou representantes do Estado e do governo federal para tentar encontrar uma solução para o impasse/Agência Senado
Marcada para a tarde desta quarta-feira, a reunião do Fórum Parlamentar Catarinense vai tentar encontrar uma solução para o impasse em torno do atraso nas obras de reconstrução em algumas cidades do Vale do Itajaí.
A senadora Ideli Salvatti (PT), que coordena o grupo de parlamentares, convidou o secretário de Articulação Nacional do Estado, Geraldo Althoff, para fazer um detalhamento dos recursos que já foram repassados pela União ao governo catarinense. Um representante do Ministério da Integração Nacional também deve acompanhar o encontro para encaminhar as decisões ao ministro Geddel Vieira Lima.
— O ministro já deu o aval ao fórum para solicitar a ajuda técnicos do ministério — relata Ideli.
O atraso na reconstrução dos estragos causados pelas enchentes atinge principalmente Blumenau. Boa parte das obras consideradas “emergenciais” na cidade foram incluídas – não se sabe por quem – em uma lista de ações “preventivas”. Essa confusão fez com que reparos mais urgentes como reconstruções de pontes e ruas tivessem de passar pela burocracia das licitações.

Postado por Robson Bonin

Polêmica começou com prefeito de Blumenau

24 de março de 2009 1

Para quem não lembra, no último dia 16, O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, botou a boca no mundo para anunciar que em função dessa falha as obras atrasariam em pelo menos seis meses. Para a reunião desta quarta-feira, há duas sugestões para solucionar o impasse: modificar o decreto 6.663 que exige licitação para ações preventivas ou convencer o presidente Lula a editar uma nova medida provisória transferindo recursos para as obras emergenciais. Antes mesmo da reunião, Ideli já considera inviáveis as propostas.
— Eles querem mudar a legislação. Já imaginou o barulho que isso vai dar no país? — argumenta a senadora.
De qualquer forma, Ideli prefere aguardar a reunião para analisar possíveis soluções para o problema. Todas as idéias serão colocadas à mesa. Desse debate — espera-se — deve sair uma solução que amenize o sofrimento das famílias que já atravessam o sexto mês de angústia em meio aos estragos.

Postado por Robson Bonin

Salada

24 de março de 2009 1

Leia a coluna publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

É apenas uma primeira rodada de pesquisas para governador, mas os números já começam a dar suporte à formação de palanques no país. A partir de uma análise detalhada das intenções de voto e das particularidades políticas regionais, os dois principais presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra traçam cenários para 2010.
Com exceção do Rio Grande do Sul, em todos os Estados onde há possibilidade de reeleição, o atual governante lidera as pesquisas. Esse cenário é bom para Dilma, que poderá ter palanques fortes em Estados governados por aliados como Rio, Pernambuco e Ceará. O PT, porém, terá de abrir mão de candidaturas próprias nesses Estados, em troca de um apoio nacional dos partidos aliados.
A maior dificuldade de Dilma continua sendo São Paulo, onde o PMDB está afinado com Serra e as pesquisas demonstram uma ampla vantagem de Geraldo Alckmin na corrida pelo governo do Estado. Serra, contudo, tem problemas em Minas e no Rio, sem contar o Rio Grande do Sul, onde Yeda Crusius aparece atrás do PT e do PMDB. É por essas e outras que Serra também tenta atrair o PMDB gaúcho, mesmo que para isso tenha de rifar Yeda em prol de José Fogaça ou Germano Rigotto. Nos demais Estados, seu maior parceiro é o DEM, cujo patrimônio eleitoral vem diminuindo a cada eleição.
Aliás, nessa salada de siglas partidárias e diferenças políticas regionais, a única aliança certa para 2010 é PSDB-DEM. Dificilmente o PMDB irá inteiro para uma candidatura. É mais vantajoso para o partido negociar parcerias locais e esperar o vencedor da disputa ao Planalto para então fazer o que mais gosta: aderir ao poder.

Postado por Sucursal Brasília

Viúva de Cavalcante presta terceiro depoimento

23 de março de 2009 3

Ainda não há confirmação sobre o motivo do novo depoimento de Magda/BD
Magda Koenigkan, a viúva do ex-representante do governo gaúcho em Brasília Marcelo Cavalcante, está depondo nesse momento à Polícia Civil do Distrito Federal. É a terceira vez que Magda fica frente a frente com os policiais que investigam as circunstâncias da morte de Cavalcante, encontrado sem vida nas águas do Lago Paranoá no dia 17 de fevereiro. Magda está há pelo menos duas horas trancada na 10ª delegacia da Polícia Civil do DF. Ainda não há confirmação sobre o motivo do novo depoimento da viúva.
O delegado que comanda o inquérito, Aélio Caracelli, também está empenhado em checar se existe alguma relação entre a morte de Cavalcante e o escândalo no Detran gaúcho, caso que provocou a saída do ex-assessor do governo. No sábado, Caracelli colheu o depoimento do suposto operador da fraude no Estado, Lair Ferst, que era amigo de Cavalcante e esteve com sua esposa, Magda, depois do falecimento do ex-representante. Ferst depôs durante quatro horas. Mais informações a qualquer momento.

Postado por Sucursal Brasília

Senadora zen

23 de março de 2009 1

Fiel defensora do Planalto, a senadora Ideli Salvatti (PT) irá assumir o posto de líder do governo no Senado. Depois de ganhar o comando da Comissão de Mudanças Climáticas, o cargo é mais um afago à catarinense que saiu desgastada da disputa pela presidência da Comissão de Infraestrutura. Consultada sobre as crises que recaem sobre a Casa, Ideli diz que o momento não é de produzir novas polêmicas.
– Estou na fase de baixar a temperatura. Até agora foi só escândalo. Acho que o Senado precisa voltar a analisar projetos – argumenta a petista.

O resumo semanal dos catarinenses em Brasília você acompanha aqui.

Postado por Sucursal Brasília

Reportagem

23 de março de 2009 1

Desenvolvida com o pretexto de aumentar a projeção brasileira no Exterior, a estratégia de expansão diplomática do governo Luiz Inácio Lula da Silva criou 35 embaixadas desde 2003. Depois de multiplicar representações pela África, pela Ásia e no Oriente Médio, o Itamaraty avança agora sobre o Caribe. Das cinco representações abertas neste ano, apenas a de Bangladesh, no sul da Ásia, fica fora dessa região.
O Caribe oferece boas oportunidades para acordos de comércio, mas, por trás do interesse pelas ensolaradas ilhas do Atlântico, está a tentativa de consolidação da liderança brasileira entre os emergentes e a ambição de conquistar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A reportagem completa aqui.

Postado por Sucursal Brasília

Discurso unificado

23 de março de 2009 2

Leia a coluna publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Com 11% nas pesquisas e a bênção presidencial, Dilma Rousseff caiu nas graças do PT. O apoio a sua candidatura é crescente nas principais e antagônicas correntes do partido, lideradas por José Dirceu e Tarso Genro. Influente na máquina do PT, Dirceu não se cansa de elogiá-la. Um dos últimos a entregar os pontos, Tarso liderou um encontro neste fim de semana aderindo ao discurso em torno de Dilma.
Embalada na candidatura, a ministra cada vez mais ocupa o posto de porta-voz do governo. Além de defender a redução na taxa de juros, minimizou a queda na popularidade de Lula. Em paralelo, Dilma tem investido no PMDB. Na semana passada, almoçou durante três horas com o presidente da Câmara, Michel Temer, cotado para ser seu vice. Lula e o PT não abrem mão da companhia do partido para dar lastro à chapa presidencial. Lula tem conduzido essa aproximação em vários Estados. Não será nada fácil, contudo, administrar os palanques.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, com Tarso e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, empatados na liderança das pesquisas, nenhum dos candidatos irá declinar da preferência. Dilma teme essas adversidades. Mais do que no PT, a ministra confia no presidente Lula e segue à risca o curso que ele desenha para sua campanha. Afinal, em 2010 não será apenas a candidatura de Dilma que estará à prova, mas a credibilidade popular de oito anos do governo Lula.

Postado por Sucursal Brasília

Reportagem

23 de março de 2009 5

Sem votar algo de relevante para o país desde o início do ano, o Senado já consumiu em 2009 nada menos do que R$ 406 milhões. Foram R$ 5,4 milhões gastos diariamente para manter uma estrutura que garante a cada senador um contingente médio de 100 funcionários. Na última sexta-feira, ao final de uma semana em que o fisiologismo da Casa foi escancarado pela presença de 181 diretores com salário médio de R$ 18 mil, o senador Mão Santa (PMDB-PI) foi à tribuna reclamar do que considera uma perseguição da imprensa.
– Este é o melhor Senado da história – assegurou o senador, cuja capacidade oratória é inversamente proporcional à produção legislativa. A reportagem completa aqui.

Postado por Sucursal Brasília

Para Tarso, Dilma 2010 vale R$ 10

22 de março de 2009 2

Dilma Rousseff e Tarso Genro participaram de um encontro do PT, sábado, no Rio. O evento praticamente aniquilou as últimas barreiras dentro do partido à candidatura de Dilma em 2010, uma vez que Tarso acabou aderindo à visão majoritária do PT e também se uniu ao discurso em torno da ministra.
Ao final, alguém da organização fez as contas e notou que faltavam R$ 1 mil para pagar os custos do evento. Resolveram passar a sacolinha. A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, deu R$ 100, o deputado José Eduardo Cardoso também. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, doou R$ 50.  Tarso puxou uma nota de R$ 2. Pensou melhor e resolveu dar R$ 10.

Postado por Klécio Santos

Dica de Cinema

22 de março de 2009 1


Gran Torino

É impossível assistir a Gran Torino e não lembrar de Dirty Harry, papel contraditório que marcou a carreira de Clint Eastwood. Mas as semelhanças ficam só na superfície. O novo personagem criado pelo ator e também diretor acerta quando permite a um anti-herói ditar o que é correto ou errado no filme - coisa que o policial durão do passado não conseguiu construir. Walter Kowalski (Eastwood) é um veterano da Guerra da Coréia. Mal-humorado, egoísta e preconceituoso divide seus dias entre sua cachorra e seu carro. O Gran Torino de 1972 foi construído por ele quando trabalhou na linha de montagem da Ford depois que voltou da guerra e se torna mais importante do que seus próprios filhos. Com a morte da esposa, o que se vê é um Walter ainda mais rabugento e solitário, beirando o patético. Deslocado em uma vizinhança com cada vez menos americanos, a situação só muda quando Kowalski é obrigado a defender seus vizinhos asiáticos do assédio de uma gangue. A partir daí, até mesmo seus palavrões e ironias servem para aproximá-lo da família ao lado. A relação, antes impensada, muda a percepção de mundo de todos os envolvidos, principalmente do protagonista. Em uma interpretação sensível e detalhista, Clint Eastwood praticamente leva o filme nas costas. E ainda consegue surpreender no final.

Postado por Márcia Lopes

Presidente do TSE veta recurso de Luiz Henrique

20 de março de 2009 38

Carlos Ayres Britto, presidente do TSE/TSE
É mais uma notícia negativa para o governador Luiz Henrique da Silveira. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, vetou o Recurso Extraordinário que pedia a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo de cassação que Luiz Henrique responde por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006. Britto assinou a decisão na noite desta quinta-feira. A reportagem completa aqui.

Confira a decisão de Britto.

Postado por Robson Bonin

A polêmica em torno das obras em Blumenau

20 de março de 2009 0

Sete pontes, como a da Rua Itororó, no Bairro da Velha, poderão começar a ser recuperadas nas próximas semanas/GILMAR DE SOUZA
Sobre a polêmica em torno do atraso nas obras de reconstrução em Blumenau, o secretárioexecutivo do Ministério da Integração Nacional, Luiz Antonio Souza da Eira, tentou explicar nesta quinta-feira o que está ocorrendo com os repasses da cidade no ministério.

O que disse o secretário ao blog.

Postado por Robson Bonin

Tática do jabuti

20 de março de 2009 2

Leia a coluna publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

Está em curso uma operação abafa no Senado. Diante do lamaçal exposto diariamente nos jornais, os senadores esqueceram as diferenças partidárias e renovaram o espírito corporativista da Casa. Por interesse do Planalto e da oposição, a ordem é retomar as votações, varrendo os escândalos para baixo do carpete azul do plenário.
O armistício entre Tião Viana (PT) e Renan Calheiros (PMDB) é eloquente. Magoado com a derrota para José Sarney na disputa pelo comando da Casa, Viana estaria vazando para a imprensa o festival de mordomias. O revide foi imediato, com a revelação de que o petista havia emprestado um celular do Senado para a filha viajar ao Exterior. Ninguém, porém, está à vontade para acabar com a balbúrdia.
Ontem, os senadores se revezaram ao microfone para denunciar uma suposta campanha da mídia contra o Senado. O próprio Heráclito Fortes (DEM-PI), responsável pela administração da Casa, subiu à tribuna reclamando da paranoia que estaria contaminando o plenário. Chegou a defender o emprego da “tática do jabuti”. O melhor seria esconder a cabeça, aguentar as pauladas na couraça e depois seguir em frente. É o que gostaria de fazer a maior parte dos senadores.
A
o invés de tomar providências somente quando um escândalo vem à tona, o ideal seria estudar a adoção de medidas para evitar a reedição dos desvios éticos.
– Devíamos estar angustiados para saber o que fazer – reclamou Pedro Simon, demonstrando tristeza com a situação.

Postado por Sucursal Brasília

Dilma encanta Simon

19 de março de 2009 3
A entrevista de Dilma Rousseff a Zero Hora e ao Diário Catarinense movimentou o circuito político de Brasília. Não faltaram comentários sobre a forma aberta com que a ministra abordou temas como sua pré-candidatura ao Planalto, a relação com o PMDB e até mesmo a sucessão ao Piratini.
- Que mulher espetacular - elogiou o senador Pedro Simon (PMDB).

Postado por Sucursal Brasília

“Governo é solução, não é problema”

19 de março de 2009 1

BD
ENTREVISTA: DILMA ROUSSEFF, MINISTRA-CHEFE DA CASA CIVIL

Dilma Rousseff faz jus à fama de impaciente. Diante da dificuldade encontrada por uma assessora para abrir as cortinas do gabinete, a ministra-chefe da Casa Civil não hesita. Puxa, ela mesma, a corda das persianas verticais, permitindo a entrada da luz necessária às fotografias. Em pé, corpo retilíneo e com os olhos mirando a câmera, a escolhida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar a Presidência em 2010 interrompe o espocar dos flashes com uma súbita curiosidade sobre a sucessão ao Piratini.
– Quem vocês acham que vai ser o candidato do PMDB ao governo do Estado? – perguntou a ministra, que conversava com Zero Hora no 4º andar do Palácio do Planalto. A entrevista completa aqui.

Postado por Sucursal Brasília