Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em ZH e Diário Catarinense
Do outro lado do planeta, Lula reafirmou sua condescendência com atos escusos praticados por aliados políticos. Ao defender José Sarney, o presidente cultiva a solidariedade a um amigo fiel. Lula esquece, contudo, que os 80% de popularidade que ostenta não lhe conferem o direito de absolver o esquema de atos e nomeações clandestinas que tem Sarney como o maior beneficiário.
Um dia depois de dizer que não sabia das nomeações de parentes, mais dois integrantes da dinastia Sarney surgem em meio às denúncias. Trata-se de duas parentes do genro de Sarney, Jorge Murad. Uma delas é arquiteta, lotada na liderança do PTB, mas mora em Barcelona desde o começo do ano e não deixou de embolsar o salário. A justificativa é mais uma vez hilária e dispensa comentários, já que boa parte do Senado parece engajada em acobertar o varal de empregos criado por Sarney.
Vestido como um Mago Merlin do Cazaquistão, em mais um lance de suas bruxarias políticas, o aval de Lula aos desmandos nada mais é do que uma aposta em seu pragmatismo de resultados. De olho em 2010, ele não pode se dar ao luxo de dispensar o apoio do PMDB se quiser eleger Dilma Rousseff. A situação, porém, é de constrangimento, mesmo entre aliados.
– O desastre do Airbus desviou um pouco o foco, mas foi só um refresco – comenta um senador.
Postado por Sucursal Brasília
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