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Posts de junho 2009

Marroni no Twitter

30 de junho de 2009 0


O deputado federal Fernando Marroni (PT-RS) aderiu ao Twitter. É o primeiro político gaúcho que se tem notícia a usar a rede social para se comunicar com seus eleitores. Marroni atualiza o microblog diariamente com informações sobre sua atuação parlamentar e opiniões sobre temas de interesse nacional. O endereço do deputado é: twitter.com/fernandomarroni

Postado por Fábio Schaffner

Como era gostoso o meu inglês

30 de junho de 2009 2


Klécio Santos
Mangabeira Unger aterrissou no governo Lula provocando barulho. Agora, retorna para Harvard num silêncio sepulcral. Dois anos depois de ser ungido para pensar o Brasil de 2022, não conseguiu encontrar interlocutores dispostos a lhe ouvir. Foi tratado como um personagem folclórico. Em algumas reuniões interministeriais, palestrava em inglês, incomodando a plateia.
Por essas e outras, ninguém no governo o levou a sério. Para atender a um pedido do vice José Alencar e do PRB, partido ligado à Igreja Universal, Lula teve de engolir alguns insultos do passado. À época do mensalão, se tornou célebre a frase de Mangabeira que classificou o governo petista de “o mais corrupto da história nacional”.
Mas tanto Lula quanto Mangabeira trataram de minimizar as declarações. A inclusão do antigo crítico na Esplanada custou caro a Lula: a perda da ministra Marina Silva, uma legenda mundial na defesa do ambiente. Quando Lula entregou o Plano Nacional da Amazônia Sustentável ao novo aliado, Marina se sentiu desprestigiada. Já descontente no governo, decidiu voltar ao Senado. Sua despedida foi antológica: “perco o pescoço, mas não perco o juízo”, decretou.
Antes de sair, Mangabeira reuniu em Tocantins os governadores da Amazônia. Foi a última reunião de um ministro que tinha a espinhosa tarefa de pensar o futuro, em um Brasil de tantos problemas no presente. Sua saída não chega a ser surpreendente. E pode dar curso a uma reforma ministerial que Lula tenta adiar ao máximo por conta das eleições do ano que vem.

Postado por Sucursal Brasília

Simon passa por cirurgia

30 de junho de 2009 2

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) está nesse momento em um quarto do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, se recuperando de uma cirurgia de apendicite. O gaúcho sentiu fortes dores por volta das 15h de ontem. Ao procurar um médico, teve diagnosticada uma inflamação no apêndice. Simon foi operado em seguida e ainda na noite de ontem já havia sido levado para um quarto. O senador deve receber alta amanhã.

Postado por Fábio Schaffner

Controle absoluto

29 de junho de 2009 2

Klécio Santos

José Sarney se apoia em duas bengalas políticas para se manter à frente do Senado: Renan Calheiros e o presidente Lula. A força subterrânea de Calheiros evita um movimento em massa pela destituição de Sarney. Já os discursos de Lula dão um verniz institucional à necessidade de permanência do presidente do Senado. Apesar da contundência dos pronunciamentos pela saída do maranhense, há muito jogo de cena no plenário.
O PT não se arrisca a contrariar Lula e exorciza a possibilidade de o comando da Casa cair no colo do tucano Marconi Perillo (GO), 1º vice-presidente e sucessor natural de Sarney. Já o DEM teme uma devassa na 1ª secretaria do Senado, feudo do partido há décadas e porão de negociatas com empresas fornecedoras de mão de obra. O afastamento de Sarney também não significaria o fim da eterna farra administrativa da Casa.
Antes de mais nada é preciso levar a cabo medidas moralizantes. Nem mesmo a redução no número de diretores, anunciada por Sarney no início do ano, foi efetivada. Ainda há no Senado um diretor de garagem e um diretor de check-in. Mesmo afastado do cargo de diretor-geral, Agaciel Maia continua tendo sob seu guarda-chuva o aparelho burocrático do Senado. Seus aliados estão no comando de postos-chave, inclusive encobrindo ilegalidades que correm o risco de jamais virem à tona.
As primeiras investigações, porém, começam a desnudar as falcatruas cometidas por Agaciel. E-mails nos quais o ex-diretor-geral determinava que certas nomeações fossem mantidas em sigilo são a primeira prova material contra Agaciel. De posse do Ministério Público Federal, as correspondências revelam a má-fé de Agaciel e podem ser fundamentais numa futura condenação judicial.

Postado por Sucursal Brasília

Concertos para a juventude

27 de junho de 2009 2

A dança profana, a voz angelical. As contradições supremas, todas exarcebadas no maior performer do pop.

Postado por Fábio Schaffner

Mangabeira Unger: escolha entre Harvard e Lula

27 de junho de 2009 2

Depois de dois anos à frente da Secretaria de Assuntos Estratégicos, o ministro Mangabeira Unger pode estar prestes a deixar o governo. Como a Universidade de Harvard não quis estender a licença de Mangabeira, que vence no próximo mês, o ministro teria de optar entre permanecer no cargo ou voltar para a universidade norte-americana.

Pessoas próximas a Mangabeira dizem que ainda não há nada oficial, mas confirmam que o ministro de Assuntos Estratégicos vai ter de fazer a escolha. Os rumores dentro da secretaria ligada à presidência da República são grandes, e não há nenhum compromisso significativo previsto na agenda do ministro para os próximos meses. Desde que passou a fazer parte do governo Lula, Mangabeira tem batido de frente com a área ambiental.

A pasta coordenada por ele assumiu a gestão do Plano Amazônia Sustentável, escolha do presidente Lula apontada como a gota d`água para que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva deixasse o cargo.

Postado por Viviane Cardoso

Alguém senta nessa cadeira quando não estou aqui?

26 de junho de 2009 1

Roberto Stuckert/Presidência

São 10h10min de quinta-feira, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não consegue apoiar os pés no chão por conta da altura demasiada da cadeira na qual está sentado, numa sala de reuniões do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.
– Alguém senta nessa cadeira quando eu não estou aqui? – questiona o presidente, antes de pedir para alguém baixar o assento.
Lula se levanta e puxa a primeira cadeira que encontra pela frente.
– Agora, sim. Tem que botar o pé no chão – justifica.
Apesar do contratempo, Lula está de bom humor. Antes de começar a entrevista exclusiva a Zero Hora, dá início a um animado papo sobre futebol. Lamenta os gols perdidos pelo Grêmio na derrota da véspera diante do Cruzeiro e reclama com o chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, sobre uma agenda marcada para o horário do jogo entre Brasil e África do Sul pela Copa das Confederações:
– Ô, Gilberto, você marcou agenda na hora do jogo da Seleção. Não faz sentido.

 

A entrevista completa do presidente Lula você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Nas mãos do procurador-geral

25 de junho de 2009 5


O procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, confirmou hoje, por meio de sua assessoria, que recebeu documentos referentes ao governo do Estado do Rio Grande do Sul. O material está sendo analisado pelo próprio procurador. Souza garantiu que, em todo o material entregue, não há documento que faça referência à compra da casa da governadora Yeda Crusius. Não há prazo para o término da análise dos documentos.

Postado por Iara Lemos

Novo laudo

25 de junho de 2009 1

Enquanto isso, a Polícia Civil e o Ministério Público de Brasília ainda aguardam a chegada dos dados sobre a quebra do sigilo bancário e telefônico do ex-representante do governo do Estado em Brasília Marcelo Cavalcante, que foi encontrado morto em fevereiro. Segundo o promotor Marcelo Leite Borges, também foi solicitado uma nova análise do cadáver de Cavalcante, a fim de que seja especificado o motivo da morte. 

- O laudo que temos hoje é resumido demais e não tem a causa da morte, o que abre margem para desconfianças  - afirma o promotor.

Até o momento, a polícia já recebeu os dados sobre a quebra de sigilo do telefone da viúva de Cavalcante, Magda Koenigkan.

Postado por Iara Lemos

Inclinação ao convite

25 de junho de 2009 0

Convidada para falar à Assembleia Legislativa, a empresária Magda Koenigkan, viúva de Cavalcante, disse ontem que poderá aceitar o convite. O advogado de Magda encaminhou aos parlamentares um relatório querendo saber as perguntas que seriam feitas. A viúva diz que, se não falar sobre os documentos que ela
 entregou ao Ministério Público Federal, “até aceitaria falar com os deputados”. A resposta definitiva de Magda deve sair nos próximos dias.

Postado por Iara Lemos

Impressões digitais

25 de junho de 2009 1

Viúva de Cavalcante, Magda afirma que recebeu do Ministério Público Federal a confirmação de que as impressões digitais deixadas nos manuscritos entregues por ela ao MPF são, sim, de Cavalcante. O ex-representante teria feito rascunhos do depoimento que prestaria ao MPF, mas que acabou não acontecendo devido a sua morte. Magda garante que entregou ao MPF os manuscritos e outros documentos ainda referentes à campanha da governadora Yeda Crusius ao Estado, em 2006. Magda, contudo, teria ficado com cópias de todos os documentos entregues.

Postado por Iara Lemos

Incômodo

24 de junho de 2009 3

A descoberta de que a Ulbra pagou R$ 1,4 milhão a uma empresa de consultoria do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) deixou incomodada parte da bancada gaúcha na Câmara. Tudo porque Padilha foi um dos artífices de muitas reuniões e audiências públicas em Brasília em busca de soluções para a insolvência da universidade. Teve deputado que se sentiu usado por Padilha.

Postado por Fábio Schaffner

Lixo reciclado

24 de junho de 2009 2


Klécio Santos
Um ambiente infestado de desconfianças contamina o Senado. Diante da divulgação dos 663 atos secretos, uma fileira de senadores discursava na tribuna para cobrar explicações de José Sarney. Classificando a onda de escândalos como um tema medíocre, nojento e cretino, Arthur Virgílio (PSDB-AM) aproveitou para ampliar o coro dos que exigem o afastamento de Sarney da presidência da Casa. Papaleo Paes (PSDB-AP) foi pedir explicações de um Heráclito Fortes (DEM-PI) 12 quilos mais magro. Dedo em riste, queria saber como seu nome havia sido incluído no rol dos beneficiados pelos atos.
A inclusão dos senadores na lista – entre eles, os três gaúchos – não significa que todos tenham se valido de expedientes clandestinos. Agaciel Maia e sua trupe podem muito bem ter se aproveitado do controle do aparato burocrático para tomar decisões à revelia dos senadores. Mas isso não livra os parlamentares de explicações.
Enquanto isso, Sarney anunciava as primeiras medidas paliativas para tentar tapar a lixeira que transborda. A mais urgente: a demissão da direção-geral do Senado, ocupada desde a saída de Maia por Alexandre Gazineo, o autor de literatura policial de qualidade duvidosa que divide seu tempo redigindo atos secretos. Gazineo era cúmplice de Maia, mas a julgar pelos substitutos, pouca coisa vai mudar. Sarney trocou seis por meia dúzia, nomeando para o cargo um apaniguado de Efraim Moraes, senador associado a falcatruas na contratação de mão de obra para a Casa. Para a Secretaria de Recursos Humanos, a escolhida é ex-chefe de gabinete de Roseana, filha de Sarney.
Talvez por esse espírito de corporativismo, o presidente Lula tenha saído em defesa do Senado, dizendo que muitas vezes as denúncias não dão em nada.

Postado por Sucursal Brasília

15 atos secretos envolvem senadores gaúchos

24 de junho de 2009 1

Entre os 663 atos secretos assinados pela mesa do Senado desde 1995 e divulgados ontem por uma comissão de sindicância da Casa, 15 envolvem os três senadores gaúchos – Sérgio Zambiasi (PTB), Paulo Paim (PT) e Pedro Simon (PMDB). Em duas das 15 decisões não divulgadas, constam as assinaturas de Paim e Zambiasi.
Zambiasi é o mais citado nos documentos, promovendo sete servidores de seu gabinete. Paim assinou quatro decretos como membro da mesa diretora da Casa. Simon foi incluído nos boletins por ter sido nomeado para uma comissão destinada a organizar os festejos dos 180 anos do Senado. Os parlamentares gaúchos afirmam desconhecer os motivos para o sigilo mantido sobre os atos administrativos.

A reportagem completa você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Na lona

23 de junho de 2009 2

Klécio Santos

Não é de hoje que Arthur Virgílio demonstra inquietude com os métodos pouco ortodoxos que Agaciel Maia utiliza para se impor perante os senadores. O tucano foi o primeiro a pedir a demissão de Maia, antes ainda da eleição de José Sarney.
A suposta chantagem do ex-diretor do Senado havia sido insinuada há duas semanas, quando Maia foi interrogado por Virgílio sobre os descalabros administrativos.
– Quem me ameaça, perde – avisou o tucano, olho no olho do apaniguado de Sarney.
– Sim, eu sei. O senhor é valente – ironizou Maia, rebatendo as acusações de chantagem.
Esse é o clima reinante no tapete azul do Congresso. Hoje, a Mesa do Senado se reúne para analisar as medidas moralizantes anunciadas por Sarney. Entre elas está a divulgação dos 650 atos secretos. A partir daí se saberá se Virgílio tinha razão em denunciar as pressões de Maia. Aos poucos, o caos vem à tona.
Contudo, há o risco de que a banalização dos desvios administrativos evite punições mais severas. Até agora, ninguém fala em perda de mandato para os senadores que patrocinaram fraudes e desmandos. Sequer o chamado grupo ético, que vem exigindo satisfações de Sarney, evoca a necessidade de castigo aos culpados. É o velho clubinho do Senado em ação mais uma vez. A ordem é corrigir os erros, mas sem responsabilização dos sócios.
– Nunca me senti tão no chão – desabafou ontem Pedro Simon.

Postado por Sucursal Brasília

Hora do lanche

22 de junho de 2009 4

A deputada gaúcha Emília Fernandes (PT) integra uma lista de 21 parlamentares que ignoraram as regras impostas pela Mesa Diretora da Câmara para pagar alimentação. Em 7 de abril, a Casa editou uma portaria determinando que a partir de maio os deputados não poderiam mais utilizar a verba indenizatória para despesas com comida em Brasília. A parlamentar requisitou a devolução de R$ 22,45 após comer um sanduíche na lancheria Subway, em Brasília. Emília Fernandes admitiu a irregularidade e promete devolver a quantia.

Postado por Letícia Luvison

Diplomacia de chuteiras

22 de junho de 2009 0


Klécio Santos
Ao resumir as contestações da oposição no Irã a protestos típicos do futebol, Lula deu um palpite precipitado. Fechado e hostil, o regime dos aiatolás sequer permitiu a presença de observadores internacionais na eleição que manteve Mahmoud Ahmadinejad no poder. Desde a divulgação dos resultados, só aumentam as dúvidas sobre a legitimidade da vitória de Ahmadinejad. Os protestos geram uma tensão mundial em torno da busca pela democratização de um Estado teocrático, controlado por fundamentalistas dotados de armas nucleares.
Nenhuma democracia se manifestou com tamanha contundência em favor de Ahmadinejad como o Brasil. A Venezuela de Hugo Chávez não conta.
Os principais gabinetes da Europa lançaram suspeitas sobre a eleição, e Barack Obama, preocupado com o arsenal nuclear dos iranianos, emitiu um distante e cauteloso alerta.
No cerne das declarações de Lula está a forma com que ele reage diante das críticas à relação do país com governos que respiram pouca democracia. É com desdém que o Itamaraty se manifesta sobre as contestações a Chávez, a aproximação com Líbia, Sudão e o próprio Irã. A grosseira analogia com o futebol ignorou a trágica escalada da agitação no país, cujos protestos já contabilizam pelo menos 17 mortos e centenas de feridos, e obrigaram o Planalto a um recuo providencial.

Postado por Sucursal Brasília

Concertos para a juventude

20 de junho de 2009 1

Bowie explica: "a vergonha está do outro lado".

Postado por Fábio Schaffner

Tempo de pacotilha

20 de junho de 2009 3


Klécio Santos

Desde que deixou o Planalto, em 1990, José Sarney faz do Senado um luxuoso quintal do Maranhão. À parte inofensivas e extemporâneas provocações, acostumou-se ao tratamento de eminência parda dispensado pela maioria dos colegas de plenário. Sem sofrer contestações, aproveitou a reverência para acomodar parentes, distribuir favores e apadrinhar aliados, transformando a administração e a contabilidade da Casa numa inexpugnável caixa de Pandora.
Tranquilo, Sarney planejava se afastar aos poucos da política e se dedicar em definitivo à literatura. Mas como vaidade também atrai desgraça, ele aceitou concorrer à presidência do Senado acreditando que seria aclamado em plenário. Acabou envolvido numa disputa que uniu contra si petistas e tucanos. Vencida a eleição, Sarney se tornou alvo dos derrotados. A caixa foi aberta e de lá surgiram todos os desmandos patrocinados por Sarney e seus prepostos nas últimas décadas. Diretores a mancheias, horas extras nas férias, nepotismo e nomeações clandestinas permeiam a crônica da derrocada política do presidente-literato.
Sarney até tentou uma vã reação. Seu discurso de terça-feira restou embolorado, incompatível com as explicações exigidas pela sociedade. Sarney diz que gostaria de fazer do Senado uma casa respeitada. A recente onda de denúncias mostra que suas ações jamais tiveram tal objetivo. Se o abastado garimpeiro Serapião Bomfim se tornou um escravo dos caprichos de Saraminda, sua personagem mais célebre na literatura, como político Sarney se aprisionou aos grilhões de uma práxis política da qual o Brasil busca alforria.

Postado por Sucursal Brasília

O senador em seu labirinto

20 de junho de 2009 1

Mais antigo parlamentar em atividade no Congresso, José Sarney (PMDB-AP) sempre se valeu dos atalhos do poder para dispensar explicações sobre seus atos.
Na terça-feira, a última legenda do patriarcado político brasileiro expôs seu ocaso ao ocupar a tribuna do Senado, pela primeira vez em 55 anos de vida pública, para rebater as denúncias que envolvem seu nome na crise ética vivida pela Casa. Ao discursar para um plenário lotado, Sarney evocou Joaquim Nabuco e o Visconde do Rio Branco para justificar que “defender-se não é fraqueza”.

A reportagem completa você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

A ineficência que a neblina denuncia

20 de junho de 2009 0

O Aeroporto Internacional Salgado Filho dispõe do moderno sistema antineblina ILS 2, adquirido pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) por R$ 5 milhões. Mas isso não significa que as autoridades poderão cumprir a meta de pôr em funcionamento o aparelho até o final de 2010.
Antes de instalar o ILS 2, a Infraero precisa ampliar a pista do aeroporto. E é aí que surge o maior dos obstáculos: como retirar as famílias de três vilas situadas na cabeceira e numa das laterais da pista no prazo fixado?

A reportagem você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Dinastia protegida

18 de junho de 2009 3

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em ZH e Diário Catarinense
Do outro lado do planeta, Lula reafirmou sua condescendência com atos escusos praticados por aliados políticos. Ao defender José Sarney, o presidente cultiva a solidariedade a um amigo fiel. Lula esquece, contudo, que os 80% de popularidade que ostenta não lhe conferem o direito de absolver o esquema de atos e nomeações clandestinas que tem Sarney como o maior beneficiário.
Um dia depois de dizer que não sabia das nomeações de parentes, mais dois integrantes da dinastia Sarney surgem em meio às denúncias. Trata-se de duas parentes do genro de Sarney, Jorge Murad. Uma delas é arquiteta, lotada na liderança do PTB, mas mora em Barcelona desde o começo do ano e não deixou de embolsar o salário. A justificativa é mais uma vez hilária e dispensa comentários, já que boa parte do Senado parece engajada em acobertar o varal de empregos criado por Sarney.
Vestido como um Mago Merlin do Cazaquistão, em mais um lance de suas bruxarias políticas, o aval de Lula aos desmandos nada mais é do que uma aposta em seu pragmatismo de resultados. De olho em 2010, ele não pode se dar ao luxo de dispensar o apoio do PMDB se quiser eleger Dilma Rousseff. A situação, porém, é de constrangimento, mesmo entre aliados.
– O desastre do Airbus desviou um pouco o foco, mas foi só um refresco – comenta um senador.

Postado por Sucursal Brasília

Clube do livro

16 de junho de 2009 2

Leia a coluna de Klécio Santos, publicada hoje em Zero Hora e Diário Catarinense

A erupção de denúncias sobre o Senado ganha amplitude por conta do grau de despudor com que o trenzinho da alegria patrocinado por José Sarney se tornou oficial. Nomeações secretas transformaram a Casa em um varal de empregos. Depois de garantir sustento com dinheiro público a um neto, a uma nora e a uma sobrinha, Sarney também surge como o provedor de cargos para parentes de aliados. O currículo é o que menos importa.
Se experiência profissional fosse levada em conta, a aspirante a modelo Nathalie Rondeau não tinha sido indicada para um emprego de R$ 2,5 mil no Conselho Editorial do Senado. Detalhe: Sarney preside e foi o criador do órgão, afinal é imortal da Academia Brasileira de Letras. Sua vasta produção literária, porém, foi deixada de lado quando o assunto é apadrinhar amigos e colaboradores, uma arte forjada no Maranhão.
Pela cartilha de Sarney, Nathalie tem méritos: é filha de Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia e seu afilhado político. O Conselho Editorial, aliás, era um oásis para os amigos de Sarney. Lá também foram empregados um ex-presidente da Assembleia do Amapá e um filho do encrencado ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. Sarney é um empresário bem-sucedido, dono de patrimônio milionário. Não há problemas em atuar como benemerente. Desde que não lance mão do dinheiro do contribuinte.

Postado por Sucursal Brasília

À espera da quebra do sigilo

15 de junho de 2009 2

O inquérito sobre a morte de Marcelo Cavalcante, ex-representante do Piratini em Brasília, deve demorar mais uns dias para ser concluído. Cavalcante foi encontrado morto nas águas do Lago Paranoá há quatro meses.
O promotor responsável pelo caso em Brasília, Marcelo Leite Borges, ainda aguarda a entrega dos dados referentes à quebra do sigilo bancário e telefônico de Cavalcante. A partir dos dados, segundo o promotor, novas linhas de investigação podem surgir. Por enquanto, o promotor já ouviu o depoimento da filha, do irmão e da viúva de Calvante, Magda Koenigkan.

Postado por Fábio Schaffner

Lula no RS

14 de junho de 2009 0

O presidente Lula deve desembarcar em Porto Alegre no próximo dia 26. Na agenda gaúcha está a inauguração do novo parque gráfico do Jornal Zero Hora e o anúncio de convênios do Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania). As visitas presidenciais só são confirmadas oficialmente na semana da viagem, mas a passagem pelo Estado já é prevista pela comunicação do governo. Essa será a 24ª viagem do presidente ao RS desde o início do primeiro mandato. A última foi em cinco de fevereiro para o enterro do deputado Adão Pretto.

Postado por Rodrigo Orengo