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Mão dupla

29 de outubro de 2009 1

Klécio Santos
Ao apresentar uma radiografia em que reprova 69% das estradas brasileiras, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) curiosamente não reclamou do governo. As críticas se resumiram à atuação do Tribunal de Contas da União (TCU). Das 62 obras em rodovias fiscalizadas neste ano, o TCU recomendou a paralisação de 26. De acordo com a CNT, a iniciativa provoca um aumento de R$ 745 milhões por ano no custo operacional do transporte. Para o presidente da entidade, Clésio Andrade, fiscalizar as obras em rodovias atrapalha um Brasil que está andando. A frase caberia à perfeição na boca do presidente Lula, que não tem economizado impropérios para se referir ao tribunal. Diante de uma oposição ineficaz, a corte se tornou o maior incômodo de Lula, ao expor sucessivas irregularidades nos empreendimentos do PAC. A reação do governo tem dois caminhos. Ao transformar seu articulador político em ministro do TCU, o Planalto tenta equilibrar o jogo. Na estreia, José Múcio tratou de desempatar uma votação em favor do governo. Em outra trincheira, deputados do PT propõem uma devassa no órgão. O primeiro tiro foi disparado pelo líder do partido, Cândido Vaccarezza. Ao comentar os gastos do tribunal com diárias e passagens, ele deu o tom:
– O papel do Tribunal de Contas é analisar a contabilidade. Não é o de ficar passeando pelo país.

Postado por Sucursal Brasília

Comentários (1)

  • QUE CAPACIDADDE diz: 1 de novembro de 2009

    RESUMINDO,F….O CONTRIBUINTE,CONTANDO QUE NÃO MEXAM NOS PARDAIS ELETRÔNICOS E “CAPTADORES DE MULTA” QUE ESTÃO “ESTRATÉGICAMENTE”ESPALHADOS PRA ARRECADAR MILHÕES EM MULTAS POR EXCESSO DE VELOCIDADE,QUEM CONSEGUE DIRIGIR A 80 KM NUMA ESTRADA QUE PEDE 100,150 ,ACABA SENDO JOGADO PRO CANTO OU ATROPELADO POR UMA CARRETA,

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