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Traje de gala

31 de outubro de 2009 1

Geraldo Magela/Agência Senado
Klécio Santos
Não faltam boas intenções na reforma administrativa proposta ao Senado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ela diminui o número de diretores de 181 para sete e praticamente reduz à metade os cargos de chefia. Mas estamos falando do Senado, uma casa tradicionalmente refratária a mudanças de costumes. Isso explica o surgimento de indícios apontando para a manutenção de algumas mordomias, como a que permite que servidores recebam acima do teto do funcionalismo público federal, fixado em R$ 25,7 mil.
Disposto a vestir o figurino de gestor austero, José Sarney reagiu. Debitou a medida a um “viso corporativista” e assegurou que não há chances de prosperar.
– A reforma é para enxugar, não para aumentarmos despesas – garantiu.
Essa não é, contudo, a única regalia preservada. A previsão de corte no número de assessores nos gabinetes passaria a valer apenas em 2011, e sem redução do valor para salários. Há ainda uma excrescência, beneficiando diretamente Sarney.
Fiel escudeiro do senador desde os tempos da Presidência da República, Fernando Mesquita será o único servidor sem concurso a ocupar uma das diretorias da Casa. Mesquita está hoje estrategicamente lotado na secretaria de Comunicação Social, onde controla com mão de ferro o fluxo de informações repassadas à imprensa. Resta torcer para que as boas iniciativas contidas na reforma não sejam contaminadas por semelhante maquiagem. o governador rapidamente do local.

Postado por Sucursal Brasília

Comentários (1)

  • QUE CAPACIDADDE diz: 5 de novembro de 2009

    isto é, tudo notícias das “bondades”patrocinadas com o dinheiro do povo….

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