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Posts do dia 18 novembro 2009

Empresários gaúchos apostam em candidata verde

18 de novembro de 2009 1

O presidente do Partido Verde no Rio Grande do Sul, Edison Pereira, esteve no Senado para marcar um encontro de empresários com a futura candidata Marina Silva. Segundo Pereira, o grupo está interessado em investir na candidatura e já tem até sedes de comitês para a campanha no Estado. Os verdes já foram cortejados pelo Psol gaúcho.

Postado por Rodrigo Orengo

Lula, o Filho do Brasil, é um filme frustrante

18 de novembro de 2009 130

Foto: Divulgação
Que a vida do retirante nordestino que chegou à presidência da República daria um filme, ninguém duvida. 
O que não se esperava era que Lula, o Filho do Brasil, cuja pré-estreia se deu ontem, no Festival de Cinema de Brasília, fosse tão fraco.
Com R$ 12 milhões em caixa – nenhum centavo de recurso público, é bom frisar -, o produtor Luiz Carlos Barreto montou o filme mais caro do cinema nacional. Talvez seja também um dos mais frustrantes. Rui Ricardo Diaz, o ator que vive Lula dos 18 anos 35 anos, não cativa. Sequer convence com seu mindinho esquerdo encolhido e sua caricata tentativa de simular a voz rouca e a língua presa do operário-sindicalista.
Mas nem tudo é fracasso no longa. O filme começa bem, com a fuga da miséria no sertão pernambucano e a dura convivência com o pai alcoólatra em Santos. Aqui despontam as duas melhores interpretações: os pais de Lula, vividos por Milhem Cortaz como Aristides e Glória Pires como Dona Lindu. Dos cinco atores que vivem Lula, o melhor é Guilherme Tortolio, que faz o adolescente que orgulha a mãe ao se formar torneiro-mecânico no SENAI.
Lula, o Filho do Brasil, foi concebido para arrebatar multidões, fazer chorar como Dois Filhos de Francisco. Passa longe disso. A cena em que Lula é comunicado da morte do filho e da mulher, Lourdes, vítimas de negligência médica durante o trabalho de parto, carece de emoção e verossimilhança. Apenas duas passagens contagiam: a assembléia que reuniu 100 mil operários  grevistas no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, vigiados por helicópteros do Exército, e a sequência final, cujo teor não vou revelar para não estragar a surpresa.
Na abarrotada sala do Teatro Nacional de Brasília, onde 2 mil pessoas se acotovelaram para a première do filme, ontem à noite, houve apenas duas manifestações da platéia. Risos, quando Lula corre do portão de casa um pretendente a sua então namorada, Marisa Letícia; e aplausos no final. Contudo, nada capaz de emular a recepção apoteótica com que o Lula de hoje é tratado pela população quando visita os confins do Brasil. O Lula petista, o Lula líder de massas, o Lula presidente com aprovação popular recorde, nada disso está no filme. Talvez venha daí a forma fria, de certa forma também frustrada, com que políticos de esquerda e ministros comentaram o longa ao final da sessão.
Se a oposição acredita que Lula, o Filho do Brasil é uma peça de propaganda, idealizada para alavancar a candidatura de Dilma Russeff em 2010, convêm que vá aos cinemas a partir de 1 de janeiro, data da estreia nacional. Verá um filme mediano, centrado na força de uma mãe para superar as dificuldades e criar os sete filhos. Dona Lindu é o grande personagem da cinebiografia de Lula. A vida do protagonista serve apenas de chamariz para atender as ambições da família Barreto, que sonha acumular a maior bilheteria do cinema nacional atraindo à sala escura mais de 20 milhões de espectadores.

Postado por Fábio Schaffner

Políticos lotam pré-estreia de filme sobre Lula

18 de novembro de 2009 2

Foto: Fábio Pozzebom/ABr

Tradicional ponto de concentração de artistas, a abertura do Festival de Cinema de Brasília cedeu lugar a uma profusão de políticos, ontem, na première de Lula, o Filho do Brasil. O presidente, porém, não compareceu.
Produção mais cara do cinema nacional, a cinebiografia do presidente Lula atraiu cinco ministros e dezenas de parlamentares, assessores, diplomatas e autoridades do segundo escalão do governo federal, além da primeira-dama Marisa Letícia, que aproveitou a companhia de artistas como Juliana Baroni, que a interpretou no filme.
Com capacidade para 1,4 mil pessoas, a sala Villa-Lobos do Teatro Nacional precisou de 300 cadeiras extras. Mesmo assim não foi possível acomodar todos os espectadores do filme, que está antecipando o debate sobre a sucessão presidencial de 2010.pelos estrategistas palacianos.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Dupla dinâmica

18 de novembro de 2009 2

Klécio Santos
O encontro de Aécio Neves e Ciro Gomes em Belo Horizonte concentrou munição suficiente para aterrorizar a campanha de Dilma Rousseff. As juras de amor de Ciro para Aécio traduzem o temor do Planalto: Aécio aglutina muito mais forças políticas que José Serra. É por isso que o governo se assusta com uma eventual candidatura do mineiro e torce para que o PSDB faça uma escolha baseada apenas na liderança que Serra ostenta nas pesquisas.
À revelia do PSB, Ciro afirmou, inclusive, que abriria mão de sua candidatura em prol do amigo tucano.
– Aécio pode convocar todos os brasileiros, de todos os partidos, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou – justificou Ciro.
O PT e o Planalto reconhecem esse poder de conciliação de Aécio. Além de atrair o PSB, outros partidos que gravitam na órbita de Lula, como o PP, seriam facilmente magnetizados pelo mineiro. Ou seja, o leque de alianças de Aécio é maior que o de Serra, até agora restrito ao DEM e ao PPS. Até mesmo o apoio do PMDB, hoje inclinado à candidatura de Dilma, ficaria sob ameaça de fortes dissidências.
O encontro de ontem foi estratégico. Aécio corre contra o tempo e tenta mostrar musculatura numa tentativa de antecipar a escolha do candidato tucano. Se dependesse da direção de Sérgio Guerra e Rodrigo Maia, respectivamente presidentes do PSDB e do DEM, o escolhido não seria Serra, mas Aécio. Ciro, por sua vez, quer mostrar que não está atrelado às vontades de Lula. No Planalto, para evitar surpresas, a dupla será monitorada mais de perto pelos estrategistas palacianos.

Postado por Sucursal Brasília