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Posts de novembro 2009

“Temos de defender o equilíbrio”

20 de novembro de 2009 2

Antônio Cruz/ABr

Confira trechos da entrevista concedida pelo ministro Guido Mantega:

Zero Hora – A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o fim do fator previdenciário, e o Planalto pode vetar. Qual a sua opinião sobre esses projetos que mexem com a Previdência?
Guido Mantega – Existem vários projetos que podem prejudicar consideravelmente as contas públicas. Temos de defender o equilíbrio porque isso também nos deu a solidez e esse prestígio de que o Brasil goza hoje.
ZH – Os aposentados têm bandeiras como o aumento dos benefícios pelo mesmo índice do salário mínimo, além do fim do fator previdenciário. Como ficam esses projetos?
Mantega – Há projetos que aumentam o gasto em R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões. Isso não podemos permitir.

A íntegra da entrevista você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Mantega rebate aumento de 6,3%

20 de novembro de 2009 2

Depois de prever a quebra do país caso seja aprovado o que ficou conhecido no governo como “kit Paim”, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo pode vetar a proposta de reajuste de 6,3% nas aposentadorias com valores acima de um salário mínimo.
Desde que a pressão pelo aumento dos benefícios dos aposentados voltou a ganhar força, o ministro participa de reuniões e articulações de bastidores para evitar o que considera um gasto exorbitante para a Previdência.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Ford cresce na Bahia

19 de novembro de 2009 3

O presidente Lula participa, nesta sexta-feira, do anúncio do novo plano de investimento da Ford para o Brasil. O evento será realizado no pátio da fábrica da montadora em Camaçari, na Bahia. 
Muitos gaúchos vão ver a cerimônia com tristeza. Afinal, a festa poderia estar sendo feita no Rio Grande do Sul caso a fábrica da Ford tivesse sido instalada em Guaíba.

Postado por Rodrigo Orengo

Cancelamentos de Bolsa Família no RS e em SC

19 de novembro de 2009 1

Famílias catarinenses e gaúchas que deixaram de fazer o recadastramento no Bolsa Família tiveram os pagamentos suspensos este mês. Ao todo, 14.260 benefícios foram cancelados pelo Ministério da Assistência Social em Santa Catarina e outros 55.889 no Rio Grande do Sul.

No Estado catarinense, as cidades mais prejudicadas foram Joinville, com 1.089 suspensões e Florianópolis, com 1.052. Já no Rio Grande do Sul, os maiores problemas foram encontrados em Porto Alegre, que teve 7.498 cancelamentos e em Pelotas, com 4.613.
O governo federal atende 153.709 famílias em Santa Catarina e outras 469.627 no Rio Grande do Sul. Quem ficou sem receber pode procurar as prefeituras para atualizar os dados até o final de dezembro. A partir de janeiro de 2010, o benefício que seguir bloqueado por falta de atualização cadastral será cancelado pelo ministério.

Postado por Iara Lemos

Deputado paulista alfineta Yeda no Twitter

19 de novembro de 2009 4

O deputado Paulo Teixeira (PT/SP) usou o Twitter para fazer um trocadilho maldoso com o nome da governadora Yeda Crusius. Ele questiona o presidente do seu partido, Ricardo Berzoini, sobre um possível filme a respeito da vida da governadora gaúcha, uma referência ao lançamento da produção que conta a história do presidente Lula.

- @ricardoberzoini Voce sabe me dizer quando sera a pre-estreia do filme "A Via Crusius de Yeda" ? – postou o deputado.

Postado por Rodrigo Orengo

Lula, o artista do Brasil

19 de novembro de 2009 1

Postado por Fábio Schaffner

Colateral

19 de novembro de 2009 4

Klécio Santos
Arnaldo Faria de Sá é o Paulo Paim na Câmara. Assim como o senador petista, o deputado do PTB integra a base governista, mas não vê problemas em constranger o Planalto. Seu relatório favorável à extinção do fator previdenciário pode ir a plenário em meio às negociações do reajuste dos aposentados. O governo já tem a estratégia para sepultar ambas as propostas: editar uma Medida Provisória (MP), que está sendo gestada pelo presidente Lula.
O problema é que os aposentados não dão trégua. Dormem nos corredores do Congresso e a qualquer movimento governista tendem a gerar um desgaste eleitoral. Lula quer socializar esses prejuízos e dividir com os líderes aliados a responsabilidade pela aprovação da MP que deverá garantir somente 6,3% de reajuste nos benefícios. A proposta não satisfaz os aposentados, mas não há alternativa diante da ameaça de uma sangria ainda maior nas contas da Previdência. Para sepultar as iniciativas do senador, o governo conta com a ajuda do PSDB, preocupado em caso de uma eventual vitória na eleição presidencial em 2010. Trata-se de uma inusitada aliança entre adversários políticos, calçada no bom senso. Paim e Arnaldo estão bem cotados juntos aos aposentados. Em contrapartida, são personae non gratae no governo, principalmente junto à equipe econômica.
É por causa deles que todo mundo está numa saia-justa por ter de votar contra os interesses de uma categoria numerosa, organizada e quase sempre esquecida. Essa preocupação também deixa contra a parede o ministro da Previdência, José Pimentel, candidato ao Senado pelo Ceará.

Postado por Sucursal Brasília

Empresários gaúchos apostam em candidata verde

18 de novembro de 2009 1

O presidente do Partido Verde no Rio Grande do Sul, Edison Pereira, esteve no Senado para marcar um encontro de empresários com a futura candidata Marina Silva. Segundo Pereira, o grupo está interessado em investir na candidatura e já tem até sedes de comitês para a campanha no Estado. Os verdes já foram cortejados pelo Psol gaúcho.

Postado por Rodrigo Orengo

Lula, o Filho do Brasil, é um filme frustrante

18 de novembro de 2009 130

Foto: Divulgação
Que a vida do retirante nordestino que chegou à presidência da República daria um filme, ninguém duvida. 
O que não se esperava era que Lula, o Filho do Brasil, cuja pré-estreia se deu ontem, no Festival de Cinema de Brasília, fosse tão fraco.
Com R$ 12 milhões em caixa – nenhum centavo de recurso público, é bom frisar -, o produtor Luiz Carlos Barreto montou o filme mais caro do cinema nacional. Talvez seja também um dos mais frustrantes. Rui Ricardo Diaz, o ator que vive Lula dos 18 anos 35 anos, não cativa. Sequer convence com seu mindinho esquerdo encolhido e sua caricata tentativa de simular a voz rouca e a língua presa do operário-sindicalista.
Mas nem tudo é fracasso no longa. O filme começa bem, com a fuga da miséria no sertão pernambucano e a dura convivência com o pai alcoólatra em Santos. Aqui despontam as duas melhores interpretações: os pais de Lula, vividos por Milhem Cortaz como Aristides e Glória Pires como Dona Lindu. Dos cinco atores que vivem Lula, o melhor é Guilherme Tortolio, que faz o adolescente que orgulha a mãe ao se formar torneiro-mecânico no SENAI.
Lula, o Filho do Brasil, foi concebido para arrebatar multidões, fazer chorar como Dois Filhos de Francisco. Passa longe disso. A cena em que Lula é comunicado da morte do filho e da mulher, Lourdes, vítimas de negligência médica durante o trabalho de parto, carece de emoção e verossimilhança. Apenas duas passagens contagiam: a assembléia que reuniu 100 mil operários  grevistas no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, vigiados por helicópteros do Exército, e a sequência final, cujo teor não vou revelar para não estragar a surpresa.
Na abarrotada sala do Teatro Nacional de Brasília, onde 2 mil pessoas se acotovelaram para a première do filme, ontem à noite, houve apenas duas manifestações da platéia. Risos, quando Lula corre do portão de casa um pretendente a sua então namorada, Marisa Letícia; e aplausos no final. Contudo, nada capaz de emular a recepção apoteótica com que o Lula de hoje é tratado pela população quando visita os confins do Brasil. O Lula petista, o Lula líder de massas, o Lula presidente com aprovação popular recorde, nada disso está no filme. Talvez venha daí a forma fria, de certa forma também frustrada, com que políticos de esquerda e ministros comentaram o longa ao final da sessão.
Se a oposição acredita que Lula, o Filho do Brasil é uma peça de propaganda, idealizada para alavancar a candidatura de Dilma Russeff em 2010, convêm que vá aos cinemas a partir de 1 de janeiro, data da estreia nacional. Verá um filme mediano, centrado na força de uma mãe para superar as dificuldades e criar os sete filhos. Dona Lindu é o grande personagem da cinebiografia de Lula. A vida do protagonista serve apenas de chamariz para atender as ambições da família Barreto, que sonha acumular a maior bilheteria do cinema nacional atraindo à sala escura mais de 20 milhões de espectadores.

Postado por Fábio Schaffner

Políticos lotam pré-estreia de filme sobre Lula

18 de novembro de 2009 2

Foto: Fábio Pozzebom/ABr

Tradicional ponto de concentração de artistas, a abertura do Festival de Cinema de Brasília cedeu lugar a uma profusão de políticos, ontem, na première de Lula, o Filho do Brasil. O presidente, porém, não compareceu.
Produção mais cara do cinema nacional, a cinebiografia do presidente Lula atraiu cinco ministros e dezenas de parlamentares, assessores, diplomatas e autoridades do segundo escalão do governo federal, além da primeira-dama Marisa Letícia, que aproveitou a companhia de artistas como Juliana Baroni, que a interpretou no filme.
Com capacidade para 1,4 mil pessoas, a sala Villa-Lobos do Teatro Nacional precisou de 300 cadeiras extras. Mesmo assim não foi possível acomodar todos os espectadores do filme, que está antecipando o debate sobre a sucessão presidencial de 2010.pelos estrategistas palacianos.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Dupla dinâmica

18 de novembro de 2009 2

Klécio Santos
O encontro de Aécio Neves e Ciro Gomes em Belo Horizonte concentrou munição suficiente para aterrorizar a campanha de Dilma Rousseff. As juras de amor de Ciro para Aécio traduzem o temor do Planalto: Aécio aglutina muito mais forças políticas que José Serra. É por isso que o governo se assusta com uma eventual candidatura do mineiro e torce para que o PSDB faça uma escolha baseada apenas na liderança que Serra ostenta nas pesquisas.
À revelia do PSB, Ciro afirmou, inclusive, que abriria mão de sua candidatura em prol do amigo tucano.
– Aécio pode convocar todos os brasileiros, de todos os partidos, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou – justificou Ciro.
O PT e o Planalto reconhecem esse poder de conciliação de Aécio. Além de atrair o PSB, outros partidos que gravitam na órbita de Lula, como o PP, seriam facilmente magnetizados pelo mineiro. Ou seja, o leque de alianças de Aécio é maior que o de Serra, até agora restrito ao DEM e ao PPS. Até mesmo o apoio do PMDB, hoje inclinado à candidatura de Dilma, ficaria sob ameaça de fortes dissidências.
O encontro de ontem foi estratégico. Aécio corre contra o tempo e tenta mostrar musculatura numa tentativa de antecipar a escolha do candidato tucano. Se dependesse da direção de Sérgio Guerra e Rodrigo Maia, respectivamente presidentes do PSDB e do DEM, o escolhido não seria Serra, mas Aécio. Ciro, por sua vez, quer mostrar que não está atrelado às vontades de Lula. No Planalto, para evitar surpresas, a dupla será monitorada mais de perto pelos estrategistas palacianos.

Postado por Sucursal Brasília

SC tenta renegociar dívida com o BNDES

17 de novembro de 2009 1

O Ministério da Fazenda abriu caminho para que o governo de Santa Catarina renegocie a dívida com o BNDES. Até amanhã, o Estado pretende editar uma Medida Provisória (MP) pedindo autorização para as negociações.

Por mês, SC paga cerca de R$ 9 milhões apenas para o banco. A idéia é que a parcela mensal da dívida seja reduzida em até 25%. De acord com o governador Luiz Henrique da Silveira, que esteve reunido agora à tarde com o ministro Guido Mantega, o governo federal se mostrou disposto a auxiliar o Estado na redução das parcelas.

 

Postado por Iara Lemos

Porto Alegre não terá metrô para a Copa

17 de novembro de 2009 4

O metrô de Porto Alegre, projeto que antes integrava o PAC da Copa do Mundo, passará a integrar o PAC 2, a ser lançado até abril de 2010. Após uma reunião entre a comitiva gaúcha com representantes do governo federal na manhã desta terça-feira, em Brasília, sobre investimentos para o Mundial de 2014, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, afirmou que a obra não deve ficar pronta a tempo:

— O prazo para a Copa realmente é algo delicado porque nós não queremos que projetos que estejam vinculados à Copa não fiquem prontos. Então nos transferimos para este novo foco que é o PAC 2 o tema do metrô de Porto Alegre. O tema é importante, mas a questão do prazo é fatal.

Márcio Fortes garantiu que o tema não será esquecido. Um grupo de trabalho interministerial foi criado com representantes já designados pela prefeitura, governo do Estado e governo federal.

O ministro deixou o encontro otimista sobre os projetos que serão prioridade até o Mundial. São eles:

Com recursos do governo federal
- Aeromóvel: R$ 29 milhões

Com financiamento do BNDES e recursos orçamentários
- Avenida Tronco: R$ 130 milhões
- Avenida Padre Cacique: R$ 60
- Túneis e viadutos na Terceira Perimetral: R$ 70 milhões
- Duas avenidas do Portais da Cidade (Protásio Alves — R$ 53 milhões — e Assis Brasil — R$ 28 milhões)
- Sistema de monitoramento de corredores de ônibus: R$ 13 milhões

Segundo o secretário extraordinário para a Copa, José Fortunati, está marcada para 11 de dezembro uma reunião no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para discutir a aprovação da isenção de impostos para obras em estádios.  

Postado por Rodrigo Orengo

Gambiarra

17 de novembro de 2009 2

Klécio Santos

O governou encontrou um jeito de minimizar o impacto do apagão na campanha de Dilma Rousseff. A avaliação do Planalto é de que o discurso da oposição perderá fôlego e o melhor é antecipar a presença de Dilma. Antes serão ouvidos especialistas do setor elétrico. Apesar da comitiva técnica, ninguém quer discutir pormenores sobre a causa do apagão. A oposição pretende desgastar Dilma, e o Planalto, comparar o blecaute da semana passada com o racionamento do governo FH. Tudo será despejado no debate eleitoral. PSDB e DEM entendem que o episódio provoca arranhões na imagem de gestora de Dilma. O problema é que o setor é controlado por apadrinhados de José Sarney, gente que não sabe trocar uma lâmpada, mas comanda obras milionárias. Ainda assim, os tucanos planejam explorar o apagão nas inserções de TV, inclusive exibindo a reação destemperada de Dilma diante dos questionamentos da imprensa. Os tucanos, contudo, têm telhado de vidro. Não bastasse uma política energética desastrada no passado, absurdos recentes como o desabamento das vigas do Rodoanel estão na mira do PT.

Postado por Sucursal Brasília

Tucanos e petistas contra Paim

17 de novembro de 2009 4

Na trincheira das negociações políticas, PT e PSDB ensaiam uma aliança de bastidores a fim de derrubar um inimigo em comum: o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS). A proposta dá aos aposentados do INSS os mesmos reajustes concedidos ao salário mínimo.
Ao se transformar em um perigo iminente para as contas públicas e os futuros governos de seus candidatos – José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) –, a iniciativa aproximou inimigos históricos e colocou em lados diferentes opositores do governo.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Nova mobilização de aposentados

17 de novembro de 2009 1

Os deputados voltam a sentir a pressão de aposentados nesta terça-feira. A Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) fez nova convocação pela votação do projeto que equipara o reajuste da aposentadoria ao do salário mínimo, mesmo com remotas chances de inclusão da proposta na pauta por orientação do governo federal. As caravanas ainda vão lotar a Comissão de Constituição e Justiça para acompanhar a discussão do fim do fator previdenciário, a base de cálculo para aposentadoria.

Postado por Rodrigo Orengo

Proposta indecente

16 de novembro de 2009 2

Klécio Santos

O governo está prestes a enviar ao Congresso a chamada Lei Orgânica da Administração Pública. Concebida pelo Planalto para destravar obras e pavimentar a campanha de Dilma Rousseff, a nova legislação é frouxa e permissiva. Ao reduzir o Tribunal de Contas da União a fiscal de obra pronta, fornece ao governo um perigoso passe livre.
Além de garantir palanques extemporâneos a Dilma, a asfixia do TCU também permite a carnavalização das obras públicas. Toda e qualquer irregularidade ou falcatrua só será submetida ao crivo da fiscalização após o prejuízo consumado. Isso cria um ambiente ainda mais propício à proliferação de escândalos como o do juiz Lalau, em que R$ 169 milhões se esvaíram na construção do TRT de São Paulo, o dobro do custo real da obra.
Não restam dúvidas de que o TCU precisa ser reformulado. Mas para melhor. A proposta do governo é um retrocesso. Engessa mecanismos de controle que, por exigência da sociedade, têm de ser aperfeiçoados. Um bom começo seria o fim da indicação política de seus membros. Uma desvinculação do Poder Legislativo também seria bem-vinda. Só com autonomia e independência o TCU pode funcionar como sua função exige: vigiando os gastos públicos.

Postado por Sucursal Brasília

Concertos para a juventude

14 de novembro de 2009 1

Elvis, Police, detetives, astronautas, lua e sol...

Postado por Fábio Schaffner

O apagão de Dilma

14 de novembro de 2009 3

Antônio Cruz/ABr

Os estrategistas eleitorais do PT têm uma missão para 2010: domar o temperamento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A forma ríspida como Dilma respondeu a perguntas de jornalistas sobre a pane no fornecimento de energia deixou em alerta a cúpula do partido.
Ao ser confrontada com a garantia, assumida por ela duas semanas antes, de que o país estava livre de um novo apagão, a ministra foi rude.
– Você está confundindo duas coisas, minha filha. Uma coisa é blecaute. O que nós prometemos é que não terá nesse país racionamento. Racionamento é barbeiragem – vociferou Dilma.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Postado por Fábio Schaffner

Bibliografia da gastança

14 de novembro de 2009 1

Klécio Santos

Quando foi criada, em 1963, a gráfica do Senado tinha uma missão nobre: dar publicidade aos atos oficiais da Casa. Os senadores, contudo, identificaram no setor um entreposto perfeito para contrabandear para dentro da Casa familiares, apaniguados políticos e servidores fantasmas. Não por acaso, foi na gráfica que Agaciel Maia forjou sua carreira. Mimando políticos com favores pessoais às custas do dinheiro público, Agaciel passou de datilógrafo a diretor-geral do Senado, cargo do qual foi exonerado após a sucessão de escândalos revelados este ano.
A suspeita ascensão profissional de Agaciel, porém, não é o único efeito colateral de uma estrutura mastodôntica e praticamente imune à fiscalização. Gastos milionários com jardinagem e a compra de 52 mil litros de leite a preço de varejo são apenas dois exemplos de como é tratado o dinheiro do contribuinte.
Em Brasília, são frequentes os rumores sobre desvios de matéria-prima de gráficas estatais, dando origem a um mercado paralelo de compra e venda de tinta e papel. Não se sabe se isso ocorre no Senado, mas o histórico de absurdos não recomenda confiança.
Se há fatores positivos, como a venda a preço de custo de obras raras e importantes, como as do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, a gráfica ainda permite a publicação de livros meramente laudatórios, como ACM: Uma História de Amor à Bahia e ao Brasil. Com seus gramados floridos e seu tambo particular, a gráfica do Senado imprime com letra de forma a bibliografia de uma vergonha nacional.

Postado por Sucursal Brasília

“Tem funcionário que nunca veio”

14 de novembro de 2009 1

Florian Madruga, diretor da gráfica do Senado/Divulgação/Senado Federal

Servidor da gráfica desde 1973, Florian Madruga assumiu em julho o posto máximo na hierarquia do órgão. Ao ser empossado, recebeu uma missão: entregar em 2011, ao final da atual legislatura, uma gráfica mais enxuta e eficiente. Não será fácil. Na entrevista a seguir, Madruga revela como vícios do serviço público tornaram a gráfica uma incubadora dos escândalos que contaminam o Senado.

Zero Hora – Por que a gráfica tem 420 servidores cedidos e 480 terceirizados?
Florian Madruga – Parte da terceirização, cerca de 200 pessoas, é da área de limpeza e vigilância. Também tenho número grande de terceirizados na área industrial, na produção, acabamento, impressão e digitação.

ZH – As pessoas cedidas são capazes de fazer esse serviço?
Madruga – Não. Tenho funcionário da gráfica que nunca veio aqui. O mais novo servidor efetivo já tem mais de 25 anos de serviço. Se nunca trabalharam na área industrial, de produção, por que eu vou trazer esse pessoal para cá? Vão fazer o que aqui dentro? E depois, se eu tirar de lá, estou criando um problema para os senadores.

A íntegra da entrevista você lê aqui

A gráfica em números

Postado por Fábio Schaffner

Monumento à ineficiência

14 de novembro de 2009 2

Divulgação/Senado Federal

Todos os dias, 13 jardineiros cuidam dos canteiros de flores e dos gramados da gráfica do Senado. A cena resume o ambiente de eterna primavera de um órgão público notório pela capacidade de produzir escândalos e considerado um monumento à ineficiência: grande, lento e oneroso. Para enfeitar os jardins, a gráfica do Senado paga R$ 3,4 milhões, metade do que gasta por ano com tinta e papel, sua principal matéria-prima.
Espalhada em 65 mil metros quadrados de área, a Secretaria Especial de Editoração e Publicação (SEEP) é o braço impresso do Senado. Criada para reproduzir leis, tornou-se solo fértil para negócios suspeitos e apadrinhamentos políticos. Somente com 15 empresas terceirizadas, a gráfica gasta pelo menos R$ 14,5 milhões, quase um terço de seu orçamento anual. Os serviços vão desde o fornecimento de leite à limpeza e segurança.

A íntegra da reportagem você lê aqui

A origem e os escândalos

Postado por Fábio Schaffner

CGU vai investigar obras em Rio Grande

13 de novembro de 2009 2

Um processo administrativo da Controladoria-Geral da União (CGU) vai apurar de quem é a responsabilidade por irregularidades constadas na construção e ampliação dos molhes do Porto de Rio Grande. De acordo com uma sindicância preliminar feita pelo Ministério dos Transportes, o custo da obra teria passado de R$ 31,5 milhões, em 1994, para R$ 250 milhões, em 1998. O acréscimo constatado chegou a 792%. A sindicância também apontou que, além de desnecessária, a obra não foi precedida de estudos técnicos e científicos de viabilidade econômica e ambiental. De acordo com a CGU, a obra foi licitada com utilização de preços acima da média de mercado.

Postado por Iara Lemos

Lula não está convencido

13 de novembro de 2009 3

Lula cobra investigação/Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O presidente da República decidiu não colocar panos quentes no episódio do apagão. Lula deixou claro que não está convencido com a explicação oficial que aponta para um temporal como causa do blecaute. Nesta sexta-feira, Lula questionou publicamente as autoridades do setor energético do governo.

- Se o sistema é robusto como nós acreditamos que seja, [...] por que então nós tivemos este desastre? – disse o presidente após um evento em São Paulo.

Cauteloso, Lula prefere não arriscar palpites sobre a causa do blecaute.

Postado por Rodrigo Orengo

Outras prioridades

13 de novembro de 2009 2

Klécio Santos

Há vários culpados e pelo menos 8 milhões de vítimas neste jogo de empurra em que se transformou o reajuste dos aposentados. Enquanto a categoria é iludida pelo governo, a oposição tenta tirar proveito do impasse. O aumento de 6% prometido por Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira é o mesmo definido em agosto, em conluio com as centrais sindicais aliadas do Planalto. O governo, contudo, faz movimentos circulares e evita levar a proposta à votação.
Irritado com o comportamento da base governista, que quase sucumbiu à pressão dos aposentados, Lula puxou para si o controle das negociações. Marcou duas reuniões com representantes da categoria, mas à última hora acabou cancelando as audiências. Na quarta-feira, diante do desgaste causado pelo apagão, divulgou o índice de 6% como se fosse novidade, com o objetivo de desviar o foco do blecaute.
Lula sabe que a proposta desagrada aos aposentados, que desejam o mesmo índice repassado ao salário mínimo. Às vésperas da eleição, o presidente gostaria de prever um aumento maior, mas não há espaço para mais concessões. Esse reajuste, alega, atrapalha a política de valorização do mínimo e aumenta o déficit da Previdência, embora não sejam os aposentados do INSS os culpados pelo rombo.
A oposição sabe que Lula está numa encruzilhada e tenta angariar a simpatia dos inativos, defendendo medidas que antes não encamparia. Na lista de prioridades do atual inquilino do Planalto, porém, os aposentados aguardam na fila. Por ora, os esforços estão concentrados na aprovação dos projetos do pré-sal.
– Tão logo vote o pré-sal, se houver ambiente, poderemos voltar a discutir (o reajuste aos aposentados) – condiciona o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT).

Postado por Sucursal Brasília