A demora na liberação de recursos emergenciais para atender os municípios gaúchos atingidos pelos temporais não é exclusividade do Ministério da Integração Nacional. Os R$ 12 milhões prometidos em dezembro pelo Ministério da Educação praticamente não foram repassados. Deste valor, apenas R$ 354 mil (cerca de 3% do total) chegaram às contas de escolas destruídas pelas chuvas e vendavais.
Em reunião hoje no MEC, o ministro interino, José Paim Fernandes, afirmou que os recursos repassados foram através do Programa Dinheiro Direto na Escola, que limita os valores de acordo com o número de alunos. Segundo ele, o restante deveria ser depositado via convênio, o que é bem mais demorado. No entanto, ele anunciou que o problema será solucionado. Paim prometeu que até o final da próxima semana a verba começará a ser disponibilizada ao governo gaúcho.
Segundo o secretário da Educação do Rio Grande do Sul, Ervino Deon, para facilitar o processo, o MEC enviará todo o dinheiro para o Estado, que coordenará os reparos e reconstruções. Ele explicou que havia uma exigência do governo federal de cada escola ter um projeto específico para conseguir receber o montante necessário. Este processo, segundo Deon, levaria cerca de seis meses. Mas com o novo acordo, ele espera resolver a situação e garante que não haverá empecilhos para iniciar o ano letivo.
- Saio daqui mais tranquilo. Vou agora fazer um levantamento da demanda de móveis e equipamentos, pois o MEC abriu a possibilidade de ampliar o volume de recursos para bancar também essas despesas. - explicou.
Comentários