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Matemática petista

02 de fevereiro de 2010 2

Klécio Santos

O entusiasmo do PT com o crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas é apenas para o público externo. Nos bastidores, a cúpula partidária reage com cautela aos números. A projeção interna previa que Dilma encostaria em José Serra (PSDB) somente em março, mas a campanha antecipada mudou o panorama. Para os estrategistas do partido, como se trata de um clássico, melhor seria fazer um gol nos minutos finais, o que deixaria Serra sem reação. Ao bater na casa dos 30% e aparecer pela primeira vez em vantagem na espontânea da CNT-Sensus, Dilma atinge uma base histórica do PT.
– Ela está chegando nos votos que são do PT, mas tem muita coisa pela frente – avalia um dos formuladores da campanha petista.
O partido teme que o crescimento prematuro de Dilma leve o PSDB a exigir maior empenho de Aécio Neves, o que poderia anabolizar a campanha de Serra. Há ainda um receio diante de uma possibilidade, para lá de remota, de que Serra desista da eleição presidencial e se volte para a reeleição em São Paulo, o que deixaria livre o caminho para Aécio. Essa hipótese colocaria sob risco a aliança com o PMDB, já que boa parte do partido flerta há tempo com o governador mineiro. Diante desse quadro de incertezas, o Planalto julga prioritário escolher o vice de Dilma e sacramentar o casamento com o PMDB. Não necessariamente nessa ordem.

Comentários (2)

  • João Carlos diz: 2 de fevereiro de 2010

    Não tem jeito, o Serra só leva esta eleição, se fazer dobradinha com o Aécio de Vice, caso contrário, um abraço. E tem mais, se a Dilma levar, podemos esperar o nosso amigo, Lula, por aí em 2014 em diante….Ufaaaa….Daí é Demmaaaissss!!!!!Tá na hora de mudar!!!!!

  • walter diz: 3 de fevereiro de 2010

    realmente joão carlos…
    hora de voces mudarem de país

    vão lavar cadáver nos estados unidos

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