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Um distrito de portas abertas à corrupção

06 de março de 2010 1

À mercê de intervenção federal e vítima do mais bem documentado esquema de corrupção do país, o Distrito Federal (DF) começa a ter questionada sua própria autonomia política.
Como a Constituição expressa que o DF não pode ter municípios, as cidades-satélites abrigam 2,2 milhões de pessoas proibidas de eleger prefeitos. Seus administradores são indicados pelo governador, criando um círculo vicioso que alimenta a corrupção e faz crescer o abismo social nos arredores da capital do país.
– Essa intermediação abre portas para o desvio de recursos. O dinheiro para saúde, educação não chega às cidades-satélites – diz o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB).
Para Caldas, o ideal seria transformar as cidades-satélites em municípios integrados a Goiás. Ceilândia, por exemplo, teria hoje cerca de 500 mil moradores. O DF se resumiria então a Brasília, que seria administrada por um prefeito eleito ou indicado pela Presidência da República.
De acordo com o professor, a atual estrutura administrativa favoreceu a proliferação de ambientes corruptos que resultaram no mensalão do DEM. Com a população das periferias anestesiada por gestões assistencialistas e uma injeção de recursos federais inferior apenas aos recebidos por São Paulo, Brasília teria se tornado um reduto fértil para uma elite política parasitária.

Você lê a íntegra da reportagem aqui

Comentários (1)

  • ANTONIO LIMA DA SILVA diz: 7 de março de 2010

    O Brasil criou tantas formas de desvios, más administrações, corrupção aberta e tantas outras coisas horríveis, que as pessoas não sabem mais o que fazer. Alguns ainda reclamam dos autos impostos, mas o que fazer. Os exagerados gastos começam nas câmaras de vereadores, executivos municipais, estados e assim vai. Não tem mais explicação. Mas o povo precisa se rebelar e fazer alguma coisa.

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