Numa solenidade que custou R$ 170 mil aos cofres públicos, o governo juntou, ontem, 30 ministros, 18 governadores e centenas de prefeitos para apresentar a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Na prática, como deixaram claro os discursos, o novo PAC é uma plataforma de promessas eleitorais da candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O grosso das promessas – mais casas, mais transporte, postos de saúde, água e luz para todos, saneamento, creches, quadras poliesportivas, praças públicas e postos de polícia comunitária – foi dirigido ao eleitor da periferia das regiões metropolitanas, onde estão concentrados os grandes colégios eleitorais.
A indefinição sobre os projetos e investimentos ficou tão evidente, embora o governo tenha citado cifras na casas dos “trilhões”, que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o conjunto do PAC 2 de uma “prateleira de projetos” para o futuro governo.
Para reforçar o viés da promessa eleitoral, o governo falou menos em grandes obras de infraestrutura e apresentou o novo PAC como um plano que reúne seis PACs: PAC Cidade Melhor, PAC Comunidade Cidadã, PAC Minha Casa e Minha Vida, PAC da Água e Luz para Todos, PAC dos Transportes e PAC da Energia (veja abaixo os projetos para Santa Catarina).
Em seu discurso, Dilma Rousseff fez duras críticas à gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ao classificar de “estagnação” o governo do tucano. Emocionada, Dilma chorou ao comparar as duas gestões e afirmou que o presidente Lula “reconstruiu” o Brasil.
– Era o Estado do não. Não tinha planejamento estratégico, não tinha aliança com o setor privado, não incrementou investimento público, não financiou investimento privado. Hoje, por tudo isto, podemos dizer que antes de ser um Estado mínimo, ele foi um Estado omisso.
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