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Posts de março 2010

Programa vira a plataforma eleitoral de Dilma Rousseff

30 de março de 2010 6

Numa solenidade que custou R$ 170 mil aos cofres públicos, o governo juntou, ontem, 30 ministros, 18 governadores e centenas de prefeitos para apresentar a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Na prática, como deixaram claro os discursos, o novo PAC é uma plataforma de promessas eleitorais da candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O grosso das promessas – mais casas, mais transporte, postos de saúde, água e luz para todos, saneamento, creches, quadras poliesportivas, praças públicas e postos de polícia comunitária – foi dirigido ao eleitor da periferia das regiões metropolitanas, onde estão concentrados os grandes colégios eleitorais.
A indefinição sobre os projetos e investimentos ficou tão evidente, embora o governo tenha citado cifras na casas dos “trilhões”, que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o conjunto do PAC 2 de uma “prateleira de projetos” para o futuro governo.
Para reforçar o viés da promessa eleitoral, o governo falou menos em grandes obras de infraestrutura e apresentou o novo PAC como um plano que reúne seis PACs: PAC Cidade Melhor, PAC Comunidade Cidadã, PAC Minha Casa e Minha Vida, PAC da Água e Luz para Todos, PAC dos Transportes e PAC da Energia (veja abaixo os projetos para Santa Catarina).
Em seu discurso, Dilma Rousseff fez duras críticas à gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ao classificar de “estagnação” o governo do tucano. Emocionada, Dilma chorou ao comparar as duas gestões e afirmou que o presidente Lula “reconstruiu” o Brasil.
– Era o Estado do não. Não tinha planejamento estratégico, não tinha aliança com o setor privado, não incrementou investimento público, não financiou investimento privado. Hoje, por tudo isto, podemos dizer que antes de ser um Estado mínimo, ele foi um Estado omisso.
A íntegra da reportagem você lê aqui

A novela do metrô de Porto Alegre

30 de março de 2010 1

Ainda que o lançamento do PAC 2 tenha sido desenhado para fortalecer a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência, para o Rio Grande do Sul a cerimônia de ontem causou uma surpresa: ao anunciar um pacote de 27 obras para o Estado, o governo Lula não confirmou a extensão da linha do metrô em Porto Alegre.
Com versões conflitantes, membros do primeiro escalão federal, da Trensurb e integrantes da bancada gaúcha no Congresso passaram o dia tentando explicar a confusão em torno do empreendimento.
Desde a semana passada, deputados informavam que a nova linha do metrô seria anunciada ontem. No final de semana, a direção do Trensurb chegou a divulgar o projeto da obra e a disponibilidade de R$ 2 bilhões em recursos federais para a construção de um trecho de 15,2 quilômetros, percorrendo da Avenida Sertório, na Zona Norte, até o bairro Azenha. A extensão seria construída por meio de uma parceria com a iniciativa privada, à qual caberia injetar R$ 724 milhões em troca de uma concessão de 30 anos. Horas antes do anúncio do PAC 2, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) confirmou à Rádio Gaúcha a intenção de executar a obra.
– Vamos propor uma parcela de financiamento. Já sinalizamos ao prefeito José Fogaça que outra parcela podemos colocar no orçamento – disse Bernardo, ao programa Atualidade.
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Concertos para a juventude

27 de março de 2010 3

Renato Russo faria hoje 50 anos...

Em que Dilma e Serra se parecem

27 de março de 2010 5

Com temperamentos semelhantes, a petista e o tucano forjaram a fama de administradores públicos exigentes, movidos por um nível de cobrança que assombra assessores e interlocutores
Espelhadas, as imagens públicas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) podem refletir as mesmas luzes e sombras. Nas luzes, surgem como exigentes, obstinados, disciplinados, francos, leais. Nas sombras, nem sempre visíveis, como teimosos, geniosos, mandões, ríspidos, amargos.
Os dois pré-candidatos que lideram as pesquisas para a Presidência da República têm muito mais em comum do que é revelado por adjetivos e aparências simplificadoras. A petista e o tucano construíram, cada um a seu modo, o que consagraram como a principal virtude de ambos: a capacidade de planejar, comandar e decidir com níveis de exigência e eficiência acima da média na gestão pública. Assim carregam a fama de carrancudos, que se esforçam para atenuar com sorrisos, abraços e acenos exigidos pela campanha.
Quando chegou a Brasília, no final de outubro de 2002, para coordenar a área de infraestrutura da equipe de transição do governo Lula, Dilma era respeitada como conhecedora do setor de energia. Não mais do que isso.
Participara da montagem do programa do candidato petista, quando ocupava a Secretaria de Energia e Minas do Rio Grande do Sul. Mas é das reuniões da equipe de transição, que definia os planos de ação do novo governo, no Centro de Formação do Banco do Brasil em Brasília, que emerge a Dilma que só os gaúchos conheciam.
– Eu convivi com Dilma na transição. Ali ela mostrou que conhecia um setor do qual ninguém do governo anterior sabia nada, porque não tinham planejamento, cálculo econômico, estratégia – diz o ex-ministro José Dirceu.

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"Dizer que o Brasil vai parar se não tiver PAC 2 é terrorismo”

27 de março de 2010 2

ENTREVISTA | Gil Castelo Branco, Secretário-geral da ONG Contas Abertas

Especializada na fiscalização de finanças públicas, a ONG Contas Abertas faz varreduras periódicas nos balanços oficiais do PAC. Para o secretário-geral da entidade, Gil Castelo Branco, programas como o PAC abusam do marketing para encobrir falhas na execução e no repasse dos recursos.
Zero Hora – Programas como o PAC funcionam?
Gil Castelo Branco – É ótimo que se tenha um planejamento, mas ninguém está inventando a roda. Todos os governos costumam criar programas e batizá-los com nomes que causem impacto. O problema é que quase nunca o cronograma é cumprido.
ZH – O presidente Lula diz que não herdou programas de planejamento quando assumiu. O PAC ocupa essa lacuna?
Castelo Branco – Dizer que o Brasil vai parar se não tiver PAC 2 é terrorismo. Para isso, existe o Plano Plurianual, um conjunto de medidas para serem executadas de quatro em quatro anos.
ZH – O estudo da Contas Abertas mostra apenas 11,3 % das obras do PAC concluídas. A Casa Civil fala em 40%. Por que da discrepância?
Castelo Branco – A Casa Civil prefere fazer um balanço pelo volume de recursos aplicados. Isso permite ao governo calcular como uma ação concluída qualquer empréstimo feito junto à Caixa Econômica Federal para comprar ou reformar um apartamento, por exemplo.

Cifras gigantes turbinam PAC 2

27 de março de 2010 1

Com apenas 11,3% das obras concluídas após três anos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi redesenhado para servir de plataforma eleitoral à candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. Revestida de um verniz social e com previsão de investimentos superior a R$ 1 trilhão, a nova fase do programa será lançada nesta segunda-feira.
O evento terá a presença de uma claque política que reunirá em um centro de convenções de Brasília 1,2 mil prefeitos, governadores, parlamentares e empresários, além de representantes de movimentos sociais. No discurso, o presidente Lula irá celebrar o gigantismo das cifras, a capacidade de gestão de Dilma e a necessidade de manutenção dos investimentos no próximo governo, passando um recado direto à plateia.
– Não será nada sutil. O presidente vai carimbar o PAC com o nome da Dilma e dizer que a efetivação das obras vai depender de quem for eleito em outubro – conta um petista com trânsito na Casa Civil.
A relação completa das ações do PAC 2 é mantida em sigilo pelo governo. Nas últimas semanas, enquanto equipes interministeriais trabalhavam na seleção dos projetos, uma caravana de prefeitos e vereadores desembarcou em Brasília tentando emplacar obras e buscando informações sobre as principais linhas de investimentos. Ciceroneados por deputados e senadores, eles fizeram uma romaria por gabinetes de ministérios e órgãos técnicos.

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PSDB critica “desobediência” de Lula

27 de março de 2010 1

As duas multas aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por propaganda eleitoral antecipada deram novo fôlego à oposição, que passou a acusar o petista de dar exemplo de desobediência. Inconformados com a decisão, sindicalistas decidiram organizar uma “vaquinha’’ para pagar a multa de R$ 10 mil imposta na quinta-feira ao presidente em razão de discurso realizado na inauguração de uma entidade sindical de São Paulo.
Com um total de R$ 15 mil a pagar ao TSE, Lula chamou ontem as representações da oposição de “barulho”, em entrevista ao jornal A Tarde, de Salvador:
– Espero que a multa seja anulada, uma vez que, no meu entendimento, não houve nem tem havido campanha antecipada nem dissimulada.
Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a decisão do TSE de multar Lula mostra que o petista vem dando “sucessivos exemplos de desobediência” à legislação eleitoral.
– Há mais de um ano o governo anda o país inteiro fazendo campanha ilegal, paga com dinheiro público – disse Guerra.
Os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo, anfitriões do presidente na inauguração da entidade, em 22 de janeiro – decidiram recolher o valor da segunda multa recebida por Lula por entenderem que a iniciativa dos ministros do TSE teria sido “injusta e lamentável”. O sindicato afirma que a presença de Lula e Dilma na inauguração de sua sede foi um “momento sublime para a categoria’’.
A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou no início da noite de ontem com recurso contra a primeira multa aplicada pelo TSE ao presidente, de R$ 5 mil. A AGU argumenta que o evento ocorreu “cerca de um ano e meio antes das eleições” e que os fatos “ não possuem nenhuma repercussão nas eleições de 2010”.

Governador interino distribui aumentos

27 de março de 2010 1

A suspeita de corrupção que paira sobre o Poder Executivo do Distrito Federal há quatro meses não impediu o governador em exercício, Wilson Lima (PR), de abrir o cofre para aumentar os salários dos servidores públicos. Um projeto de reajuste que atinge 20 carreiras vai beneficiar 100 mil funcionários.
Candidato a governador efetivo nas eleições indiretas de 17 de abril – para substituir o cassado José Roberto Arruda, envolvido no mensalão do DEM –, Wilson Lima distribuiu, em 45 dias de interinidade, um pacote de bondades aos servidores.
Antes de entregar à Câmara Legislativa a proposta de reajuste para 20 carreiras, Lima deu a boa notícia a outros três setores. Concedeu aumento a professores (10%), dentistas (18%) e funcionários do Detran-DF (6%), aumentando em R$ 227 milhões a folha de pagamento do Executivo.
E não parou por aí. Um dia depois, enviou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um texto para aumentar em 33% os salários dos policiais militares, civis e bombeiros. Os PMs do DF já são os mais bem pagos do país. Um coronel de Brasília chega a ganhar, no mínimo, R$ 15,4 mil mensais, enquanto a mesma função em Pernambuco é de R$ 6,3 mil, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios.
O aumento para essas três carreiras passa pelo governo federal porque os recursos são oriundos do Fundo Constitucional do DF. Se for aprovado, o reajuste vai gerar um impacto de R$ 1,1, bilhão até 2012.
O movimento de Wilson Lima não garante votos dos servidores na eleição indireta porque só os deputados poderão votar. Mas aumenta, a favor de sua candidatura, a pressão por parte de um grupo considerável de eleitores do DF. Os servidores públicos são uma classe com forte influência em Brasília.
Em documento enviado à Câmara, Lima tentou explicar os motivos do pacotão de aumentos. “Busca o aperfeiçoamento contínuo da prestação de serviços oferecidos pelo governo distrital, a melhoria das condições de trabalho e da qualidade de vida por meio de uma remuneração digna, condizente com a natureza e a complexidade do trabalho desempenhado por cada servidor”.
Para entrar em vigor ainda este ano, os projetos de reajuste precisam ser votados e sancionados até 6 de abril (180 dias antes da eleição), conforme determina a Lei Eleitoral.

TSE devolve mandato a deputado cassado

27 de março de 2010 1

Quarenta e três dias depois de ter o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por infidelidade partidária, o ex-deputado Carlos Gomes, que trocou o PPS pelo PRB, retomou na quinta-feira, em Brasília, sua cadeira na Assembleia Legislativa. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá validade até o julgamento dos recursos na Corte.
Na avaliação do ministro Felix Fischer, relator do processo na Corte, não caberia ao PSDB reinvidicar a vaga, e sim ao PPS. No entanto, a antiga legenda de Carlos Gomes não solicitou a perda do mandato por infidelidade dentro do prazo.
Segundo o presidente da Assembleia, Giovani Cherini (PDT), a Casa irá dar posse a Carlos Gomes apenas quando o ato do ministro for publicado pelo TSE. O Legislativo foi comunicado da decisão ontem.
O deputado Jorge Gobbi (PSDB), que deixa o parlamento com o retorno de Carlos Gomes, pretende recorrer da decisão.

STF ameaça RS e mais cinco Estados com intervenção federal

27 de março de 2010 2

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ameaçou colocar em votação na Corte pedidos de intervenção federal contra seis Estados, dentre os quais o Rio Grande do Sul, que não estão em dia com o pagamento de precatórios. Mendes deu prazo de 15 dias para que os Estados apresentem um cronograma para pagamento das dívidas decorrentes de decisões judiciais. Se isso não for feito, o ministro disse que colocará os processos em votação. O campeão em pedidos de intervenção é São Paulo. Tramitam no STF 23 pedidos contra o Estado, que totalizam pelo menos R$ 6.307.125,06. Mas as dívidas do Rio Grande do Sul são maiores. Os precatórios que levaram aos pedidos de intervenção somam R$ 25.675.386,43, sendo que R$ 25.249.763,55 são cobrados por apenas um credor.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Cazarré lança novo livro

25 de março de 2010 2

Será lançado hoje em Brasília o mais recente livro do escritor gaúcho Lourenço Cazarré. Em A Misteriosa Morte de Miguela de Alcazar, Cazarré aventura-se em uma divertida paródia dos romances policiais. Com personagens inspirados em Raymond Chandler, Dashiel Hammett, Borges, Dostoiévski e Agatha Christie, o autor cria uma historia de mistério em meio a um encontro de escritores policiais. A trama é narrada pelo repórter Campestre de Campos Campelo, que passa a invetigar a morte da escritora Miguela de Alcazar, encontrada morta em seu quarto de hotel durante o encontro dos literatos. Vencedor de vários prêmios literários, cazarré autografa o novo livro a partir das 19h, no restaurante Carpe Diem, na quadra 104 da Asa Sul.

Afinidades

24 de março de 2010 1

Mais uma falcatrua no Senado

24 de março de 2010 1

O Senado pagou ilegalmente nos últimos quatro anos R$ 8,2 milhões a sete clínicas médicas que têm como sócios servidores da Casa. Com isso, médicos concursados que já dão expediente no Senado recebiam também pelo atendimento em suas clínicas particulares. Uma auditoria interna do próprio Senado descobriu que nove funcionários figuram como sócios, dirigentes ou proprietários de clínicas contratadas. A Lei de Licitações prevê em seu artigo 9º que “não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação, ou da execução de obra ou serviço (...) servidor ou dirigente de órgão contratante”.
O Tribunal de Contas da União (TCU) também considera irregular esse tipo de contratação “por atentar contra os princípios da isonomia, da impessoalidade e da probidade administrativa”.
Por causa das irregularidades, os diretores do Sistema Integrado de Saúde (SIS), Fábio Scarton, e da Secretaria de Assistência Médica e Social, Paulo Roberto Rodrigues Ramalho, foram exonerados ontem. Scarton disse que a contratação é de responsabilidade do Senado. Ele disse que o SIS atende às determinações da diretoria-geral. Ramalho, a quem os médicos são subordinados, não foi encontrado.
O pedido para demiti-los partiu do vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que preside o conselho de supervisão do SIS.
A auditoria verificou ainda que os contratos com as clínicas eram assinados sem estipulação de valores anuais. Ou seja, pagava-se quanto queria. Dos servidores flagrados, cinco são cardiologistas. Há um oftalmologista, um ortopedista, um anestesista e um gastroenterologista. A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do DF, presidida por José Silvério Assunção, foi a que mais recebeu: R$ 5,16 milhões desde 2006.
A Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, cujo sócio é o servidor do Senado Hilton Arcoverde Gonçalves de Medeiros, ficou com o segundo maior valor: R$ 1,57 milhão em quatro anos. O parecer da auditoria não informa se os preços cobrados estão compatíveis com o mercado.

Fernando Henrique diz que Lula o imita

24 de março de 2010 4

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só faz campanha contra o seu governo (1995-2002) porque o PSDB é um concorrente forte. Numa provocação, FHC disse que Lula o imita.
– O presidente gosta de falar contra o meu governo, mas faz tudo o que eu fazia – ironizou.
O presidente de honra do PSDB afirmou que não faz questão de que seu governo seja lembrado pelos tucanos na campanha presidencial.
– O reconhecimento depende da história – disse.

Delator vai prestar novo depoimento

24 de março de 2010 1

No pedido encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo pressa nas diligências do inquérito que investiga o esquema de corrupção no Distrito Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quer em três dias um novo depoimento de Durval Barbosa, delator do esquema de arrecadação e pagamento de propina, e ainda esclarecimentos de todas as pessoas que aparecem em vídeos gravados por ele.
A Polícia Federal deve interrogar, além do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), o ex-vice-governador Paulo Octávio (sem partido), que renunciou ao mandato em meio à crise política, e o conselheiro do Tribunal de Contas local, Domingos Lamoglia. Ao todo, o inquérito envolve 108 pessoas e ainda 41 empresas.

LHS confirma renúncia e Pavan assume o governo

24 de março de 2010 0

Está confirmado. O governador Luiz Henrique (PMDB) renuncia amanhã pela manhã ao cargo e, em seguida, passará o comando ao vice Leonel Pavan (PSDB). A confirmação foi feita ontem à tarde, pelo próprio governador, ao presidente da Assembleia, Gelson Merísio (DEM). Será uma saída sem a festa de pré-lançamento da campanha ao Senado, como havia planejado. LHS manterá a palavra, cumpre o compromisso selado com Pavan e entrega a carta de renúncia ao Legislativo pouco antes da posse do tucano.
Pavan assume o governo amanhã, às 8h30min, em sessão solene na Assembleia Legislativa. Há dias as especulações sobre a data da renúncia de Luiz Henrique dominam o meio político em Santa Catarina.
O suspense começou a chegar ao fim ontem, às 16h27min, quando o site oficial do PSDB informou que Leonel Pavan tomaria posse na quinta-feira. Neste horário, o Centro Administrativo ainda não confirmava a notícia, mas, horas mais tarde, o anúncio foi feito pelo próprio governador a Merísio.

A íntegra da reportagem voce lê aqui

LHS renuncia amanhã

23 de março de 2010 1

Circula em Brasília a informação de que o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, renuncia ao cargo amanhã à noite. A posse de Leonel Pavan estaria sendo preparada para a quinta-feira pela manhã.  LHS deixa o cargo para se dedicar à campanha eleitoral a uma das duas vagas do Estado no Senado.  As movimentações em torno da eleição em Santa Catarina despertam muita atenção em Brasília. Todos os lances da disputa são acompanhados de lupa por ministros, parlamentares e lideranças nacionais dos partidos.

Agenda de Jeany Mary assusta Brasília, de novo

23 de março de 2010 0

Tensão em Brasília.  A famigerada agenda da cafetina Jeany Mary Corner chegou às mãos do jornalista Claudio Humberto Rosa e Silva. Durante muitos anos, Jeany Mary foi figura carimbada nas esbórnia do poder na Capital Federal, agenciando "recepcionistas" para políticos, lobbistas e congêneres.  Sua atuação saiu das sombras da plutocracia para os holofotes da imprensa em 2005, durante o escândalo do mensalão. Não por acaso, sua agenda agora faz parte da ação penal que corre no Supremo Tribunal Federal. Segundo Cláudio Humberto, a agenda contém "de tudo, de políticos e empresários a craques da seleção", cujos nomes completos eram trocados por apelidos como, por exemplo, “Zarur” e “Maguila”.

Briga de togas no STF

23 de março de 2010 2

São notórias as desavenças entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Pois no apagar das luzes de sua gestão à frente do STF, Mendes jogou uma bomba no colo do colega de toga.  Trata-se de um pedido de impedimento de Barbosa no julgamento do mensalão. O pedido foi feito no ano passado, pelo advogado Marcelo Leonardo, que defende o suposto operador do esquema, Marcos Valério.

Tudo porque durante a análise da ação penal contra o senador Eduardo Azeredo, no episódio do mensalão tucano, Barbosa teria se referido a Valério como "expert em lavagem de dinheiro". A defesa do empresário viu ali uma chance de anular todo o processo contra seu cliente, alegando que Barbosa havia emitido juízo de valor, portanto perdia a isenção para seguir relatando o caso.

No STF, esse tipo de manobra dos advogados geralmente é ignorada. Mendes, contudo, levou adiante o pedido e solicitou um parecer à Procuradoria Geral da República. O parecer foi favorável às suspeitas de Marcelo Leonardo e agora Barbosa terá de se defender por escrito.  O caso será levado ao plenário do Supremo, onde Barbosa tem colecionado desafetos. Quem vibra com toda essa confusão é o advogado gaúcho Luiz Francisco Barbosa, defensor de Roberto Jefferson e contumaz crítico da forma como o ministro conduz o processo do mensalão petista.

Vem aí o bolsa-combustível

23 de março de 2010 1

A edição de um decreto presidencial que concede ajuda de combustível aos ocupantes de cargos comissionados no governo deixou a oposição em estado de alerta. Apelidado de bolsa-combustível, a criação do benefício foi publicada ontem no Diário Oficial da União. O decreto autoriza cerca de 6 mil servidores de confiança a receberem indenização pelo uso de veículo próprio em serviços externos.
Cada um deles pode embolsar até R$ 374 extras ao mês e a conta pode chegar a R$ 25 milhões anuais para os cofres públicos. Os partidos de oposição se reúnem hoje para definir medidas destinadas a anular o benefício.
– Não bastasse o governo ter aparelhado toda a máquina pública, agora o presidente cria essa ajuda de custo para sua tropa, com fins nitidamente eleitorais – atacou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).
O PSDB e o DEM também acham esse o caminho mais adequado para barrar o que consideram ação indevida do governo para favorecer sua candidata à sucessão presidencial, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dos 22 mil CCs existentes no governo federal, mais de 80%, segundo cálculos de Jungmann, são ocupados por militantes do PT e dos partidos da base. A indenização por uso de transporte próprio já valia para os servidores que são do quadro efetivo. Agora passa a valer para os de livre provimento, quase todos militantes e cabos eleitorais levados pelo PT e os partidos da base.

LHS acerta a data da renúncia

23 de março de 2010 1

Cercado por lideranças peemedebistas na Casa d’Agronômica, o governador Luiz Henrique da Silveira recebeu do presidente do DEM, Raimundo Colombo, a carta que tornou oficial o desembarque do partido da coalizão que governa o Estado desde 2006. Na sequência, sem o democrata, mas com a presença do vice Leonel Pavan (PSDB), foram discutidos os rumos da tríplice aliança, a composição do futuro governo e a data em que Luiz Henrique renuncia para concorrer ao Senado.
As discussões avançaram pelo começo da noite e fizeram o governador desistir de participar da sessão solene em homenagem ao aniversário de Florianópolis, na Assembleia Legislativa, e da abertura do 1º Salão Catarinense de Turismo. A saída de Luiz Henrique do governo aconteceria amanhã ou sexta-feira.
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DEM sai do governo de SC pela candidatura de Colombo

23 de março de 2010 1

Para tornar irreversível a candidatura de Raimundo Colombo ao governo, o diretório estadual do DEM aprovou, ontem pela manhã, a saída da atual administração estadual. Classificada como um ato de independência, a decisão dará liberdade para conversar com outros partidos fora da tríplice aliança.
A reunião do diretório começou pouco depois das 10h e lotou o auditório da sede do partido, na Capital. Com a presença de lideranças, parlamentares, prefeitos e secretários de governo, o presidente estadual, senador Raimundo Colombo, foi o primeiro a falar. Destacou que, em política, um dos preceitos básicos é a coragem, completando que a “correção de rumos” pode ocorrer a qualquer momento. Colombo afirmou que o DEM, dentro da tríplice aliança, fez todos os esforços para compor o governo e manter a coligação para as eleições deste ano.
– A decisão que vamos tomar hoje (ontem) reflete esta maturidade. Tomaremos uma atitude para fortalecer nossos projetos e lideranças – disse o senador democrata.

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Ficha-limpa avança na Câmara

22 de março de 2010 2

Alvo de mobilizações realizadas em todo o país, o projeto de lei contra os candidatos com ficha suja começa a abrir caminho para a sua aprovação. Na reunião de líderes marcada para amanhã, às 15h, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse que pedirá o empenho de cada um deles junto às bancadas para apoiar a proposta. Com “um certo consenso”, como frisou, o deputado acredita que a matéria dever ser examinada no plenário na semana depois da Páscoa.
– Com o apoio dos líderes, o projeto pode ser aprovado, o texto melhorou bastante – afirmou, referindo-se a mudanças feitas pela comissão de deputado, como a de especificar que a inelegibilidade decorrerá da condenação firmada por um colegiado e não por um único juiz.
Temer negou ter dificultado a tramitação do projeto.
– Pelo contrário, eu sempre disse que queria sua aprovação, mas achava difícil avançar na tramitação, com a condenação em primeira instância – explicou.
Fora do Congresso, intensificou-se o trabalho do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) para impedir ou tirar da vida pública os candidatos ficha suja. Além da entrega de mais 77 mil assinaturas para se juntar ao 1,5 milhão que embasam o projeto de iniciativa popular, uma série de eventos tem sido desenvolvida em todo o país. A posição dos 513 deputados está sendo mapeadas por meio do questionário encaminhados pela Internet aos gabinetes, na última sexta-feira. Daí sairá – de acordo com a diretora do movimento, Jovita José Rosa – a planilha sobre os que querem ou não acabar com a corrupção na vida pública do país. O auge dessa mobilização está sendo preparada para o aniversário de 50 anos de Brasília.

Colombo diz que é melhor ficar de fora

22 de março de 2010 2

O clima é de saída. Assim o presidente estadual do DEM, senador Raimundo Colombo, define o sentimento do partido na véspera da reunião que decidirá se a sigla desembarca ou não do governo do Estado. Hoje, a partir das 10h, os 71 integrantes do diretório estadual, mais prefeitos, vice-prefeitos, secretários de Estado e lideranças estarão na sede do partido, em Florianópolis, para discutir cenários e pretensões eleitorais. Mas o ponto principal será decidir se o DEM sairá ou não do governo. Segundo Colombo, se esta orientação for aprovada, todos os indicados pelo partido na administração estadual devem pedir demissão imediatamente. O DEM tem cerca de 25 cargos entre primeiro e segundo escalões.

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Ideli candidata crê num PT ecumênico

22 de março de 2010 1

Aos 30 anos, o PT catarinense assimilou que é necessário superar diferenças partidárias históricas em nome da viabilidade eleitoral. No sábado, ao aclamar a senadora Ideli Salvatti como pré-candidata ao governo, o partido acolheu em sua festa representantes de outras 12 siglas, que iam do PMDB de Luiz Henrique ao PP do casal Amin, aliados em nível nacional, mas rivais em Santa Catarina.
– O PT amadureceu. Toda essa unidade, a costura e as conversas são colocadas a serviço de algo maior: continuar a governar o Brasil e governar Santa Catarina – discursou Ideli, ao lado da figura mais importante da festa, a presidenciável Dilma Rousseff, que chegou ao meio-dia e permaneceu no evento do PT por quatro horas.

A íntegra da reportagem voce lê aqui