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Posts de junho 2010

Surpresa

30 de junho de 2010 3

A palavra surpresa foi a mais repetida na convenção do DEM após a confirmação do deputado federal Índio da Costa (RJ) como vice na chapa de José Serra à presidência. No início do encontro, pela manhã, o deputado circulava pelo salão de eventos do Hotel Grand Bittar sem o assédio de correligionários e imprensa. O parlamentar não aparecia na lista de candidatos a vice do DEM que era encabeçada por José Carlos Aleluia, Valéria Pires Franco e Carlos Melles. 

PMDB suspende filiação de Pinho Moreira

30 de junho de 2010 3

A reunião da executiva do PMDB hoje, em Brasília, tomou duas decisões: Eduardo Pinho Moreira teve a filiação suspensa e não haverá intervenção no diretório catarinense. O resultado da convenção foi mantido. Ou seja, a cúpula aceitou a aliança com o DEM, mas Pinho Moreira não será o vice de Raimundo Colombo, tampouco permanece à frente do partido no Estado. A filiação dele foi suspensa cautelarmente e o pedido de expulsão será analisado pelo Conselho de Ética da legenda. Com a punição, João Matos é o novo presidente do diretório.

Ainda assim, o processo de intervenção permanece aberto e inclusive foidesignado como relator o ex-governador do Rio Moreira Franco. O processo é uma prevenção da cúpula do partido, que não aceita o PMDB ocupando a vaga de vice na chapa de Raimundo Colombo (DEM).  Se o diretório estadual insistir em indicar alguém para o lugar de Pinho Moreira, haverá intervenção, ameaçou Michel Temer.

PMDB se reúne para discutir SC

30 de junho de 2010 5

Começou agora há pouco a reunião que irá definir o futuro do PMDB catarinense. Embora a cúpula nacional do partido já tenha desistido de intervir no diretório estadual, há uma expectativa em torno da disposição do presidente do partido, Michel Temer, de expulsar Eduardo Pinho Moreira. Os caciques peemedebistas estão discutindo a punição na sala da presidência da sigla, na Câmara.

Boa solução

29 de junho de 2010 0

O presidente do PMDB Michel Temer encarou positivamente a decisão do partido no Rio Grande do Sul de assumir uma postura de neutralidade nas eleições presidenciais. Ele trabalhou pessoalmente para a definição e acredita que liberação dos filiados foi o melhor caminho. Como candidato a vice de Dilma Rousseff, Temer busca agora atrair os lideres do PMDB gaúcho para o seu palanque.
- Nós vamos trabalhar para que façam a opção pela nossa chapa. Foi uma boa solução no Rio Grande do Sul – afirmou Temer

Cúpula nacional articula expulsão de Pinho Moreira

28 de junho de 2010 39

FABIANO COSTA

Desafiada pelo PMDB de Santa Catarina, que aprovou, na convenção de sábado, a aliança com a chapa de Raimundo Colombo (DEM), a executiva nacional costura, nos bastidores, represálias aos dissidentes catarinenses. Além de estar preparada para colocar em prática a ameaça de intervenção, a cúpula articula a expulsão de Eduardo Pinho Moreira do partido.
O dirigente catarinense é considerado, em Brasília, o pivô da crise entre os diretórios estadual e nacional, em razão de ter desistido da candidatura a governador. O movimento de Pinho Moreira, que havia vencido a prévia contra o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, abriu as portas para os aliados do ex-governador Luiz Henrique da Silveira buscarem a reedição da tríplice aliança.
O encaminhamento de Pinho Moreira para o conselho de ética do partido será discutido no próximo encontro da executiva, marcado para quarta-feira. Na mesma reunião, os caciques do PMDB devem decretar a destituição dos dirigentes locais e a anulação dos resultados da convenção.
Como os catarinenses devem questionar as medidas na Justiça, o grupo que comanda o PMDB quer, com a expulsão de Pinho Moreira, impedir que ele represente a legenda na chapa de Colombo.
– Acho deprimente essa truculência para um partido que primou pela democracia. Eles estão fazendo isso para defender interesses do PT, mas não há razão para sermos subservientes aos petistas – criticou Pinho Moreira ontem.
Vice da chapa da presidenciável Dilma Rousseff, Temer monitorou à distância os desdobramentos da convenção em Santa Catarina. Atualizado por aliados, o presidente da Câmara dos Deputados tentou minimizar a vitória de Luiz Henrique.
– O esvaziamento da convenção no momento em que os dirigentes do DEM chegaram ao evento e o desempenho de Edison Andrino e Paulo Afonso mostraram que a aliança não foi bem digerida pela base – comentou o presidente do PMDB.

Indicação de vice atrita PSDB e DEM

28 de junho de 2010 2

A definição do senador tucano Alvaro Dias como vice da chapa presidencial de José Serra (PSDB) estabeleceu um clima de confronto entre tucanos e DEM. Por um lado, Rodrigo Maia, presidente do DEM, dá indicativos de sair da aliança caso o nome de Alvaro Dias seja mantido. Por outro, o senador Dias diz já se sentir em campanha.
O deputado Rodrigo Maia acirrou ainda mais o clima de conflito com os tucanos e deixou claro, sábado, no Rio, que não pretende voltar atrás na exigência de que o partido indique o candidato a vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB). E anunciou que, se necessário, levará o confronto até a convenção nacional do DEM, na quarta-feira.
Segundo ele, o partido vai esperar até lá que Serra indique um nome do DEM. Caso contrário, a própria legenda fará a indicação.
– Vamos esperar que ele indique. Se ele não indicar, vamos aprovar nosso nome na convenção do dia 30 – afirmou Maia.
Questionado sobre como se resolveria o impasse, já que o PSDB se definiu pelo senador tucano Alvaro Dias, Rodrigo Maia respondeu:
– Pergunte ao advogado do PSDB. Na convenção nacional, vamos aprovar apoio ao Serra com candidato a vice do DEM.
Mesmo diante das ameaças, o comando nacional da campanha do PSDB permanecia irredutível na indicação do nome de Alvaro Dias como vice na chapa. Em Cuiabá, o próprio senador paranaense se incumbiu de afirmar que é vice de Serra, apesar da resistência do DEM.
– Já me sinto em campanha.

PMDB nacional prepara ofensiva contra catarinenses

26 de junho de 2010 31

Por Fabiano Costa

Traído pelo PMDB de Santa Catarina, que aprovou na tarde deste sábado a coligação com Raimundo Colombo (DEM), o presidente do partido, Michel Temer, deve colocar em prática na próxima semana a ameaça de destituir os dirigentes locais. Em viagem ao Mato Grosso, o vice de Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial monitorou por meio de interlocutores os desdobramentos da convenção catarinense.

Apesar de os dirigentes estaduais terem quebrado o compromisso assumido na última quarta-feira, em Brasília, de lançar candidato próprio a governador, Temer pretende aguardar o encerramento do prazo de defesa concedido aos catarinenses, nesta terça-feira, para autorizar a intervenção. Como os peemedebistas já recorreram à Justiça para tentar barrar a destituição da direção local, o presidente do PMDB quer seguir à risca o rito interno, para evitar novos questionamentos judiciais.

O vice de Dilma considerou que o resultado da convenção, mesmo favorável ao grupo de Luiz Henrique da Silveira, teria demonstrado um certo enfraquecimento do ex-governador.

- O esvaziamento da convenção no momento em que os dirigentes do DEM chegaram ao evento e o desempenho de Edison Andrino e Paulo Afonso mostraram que a aliança não foi bem digerida pela base - comentou Temer com aliados.

Temer viajará em torno das 17h para São Paulo, sua base eleitoral, onde articulará a retaliação aos dissidentes catarinenses.

Justiça nega pedido do PMDB-SC

25 de junho de 2010 5

Fabiano Costa
Fracassou a tentativa do PMDB de Santa Catarina de barrar na Justiça uma eventual intervenção da executiva no diretório estadual. O pedido de tutela antecipada havia sido solicitado ontem pelo advogado do partido em Brasília, Eduardo Alckmin. Em seu despacho, a juíza Lucimeire Maria da Silva, da 5ª Vara Cível do Distrito Federal, argumentou que não há como acatar a requisição dos peemedebistas, na medida em que ainda não houve intervenção no comando estadual. A defesa do PMDB pretende recorrer da decisão nos próximos dias.
Presidente estadual da legenda, Eduardo Pinho Moreira afirma que a decisão da magistrada não muda nada na convenção peemedebista, marcada para amanhã.

PMDB de SC recorre à Justiça

25 de junho de 2010 0

Na Justiça, é PMDB x PMDB

do Diário Catarinense

O PMDB catarinense entrou com uma ação cautelar com o objetivo de evitar a intervenção da executiva nacional e garantir a autonomia da convenção estadual de amanhã. A ação foi apresentada ontem na Justiça comum do Distrito Federal.

O presidente estadual, Eduardo Pinho Moreira, afirma que o PMDB não poderia correr o risco de ter que adiar a data em cima da hora, frustrando centenas de peemedebistas que precisam viajar até a Capital.
– Nosso objetivo é garantir ao partido tranquilidade para tomar a decisão que avalie ser a melhor, o que pode ser a chapa pura ou coligação. Queremos que o resultado seja respeitado – destaca Pinho Moreira.
Apesar do caráter preventivo, nos bastidores a medida é vista como uma última cartada do grupo do ex-governador Luiz Henrique para garantir a reedição da tríplice aliança. O caso está com os advogados Eduardo Alckmin e João Linhares, os mesmos que defenderam o ex-governador, em 2008, no processo de cassação que corria no TSE.
Em Brasília, Alckmin falou sobre a ação, mas, até ontem à noite, evitava confirmar o protocolo na Justiça.
– É uma forma de garantir a democracia interna partidária. Queremos resguardar a liberdade de decisão da convenção – explicou.
Segundo o colega Linhares, o argumento é de que não existe mais a regra da verticalização. Os diretórios teriam autonomia política, estatutária e legal para decidir seus rumos.
– Esta ameaça de intervenção não passa de uma chantagem política do diretório nacional, por isso ingressamos com uma medida cautelar para nos prevenir de qualquer arbitrariedade – explica o advogado.
Na avaliação de Linhares, mesmo que a liminar seja negada, a ameaça de intervenção do diretório nacional não se sustenta, porque o edital de convocação da convenção foi dentro do prazo e dos requisitos legais.
Ele explica que os convencionais só podem de manifestar sobre o que está no edital. Mesmo que a intervenção saísse até amanhã, seria nomeado um interventor para substituir o presidente estadual, que não teria tempo para alterar o edital.
– A convenção é soberana. O partido tem autonomia. A Justiça tem decidido de forma pacífica sobre a não interferência – defende Linhares.
Márcio Vicari, vice-presidente da OAB-SC, afirma que os dois lados têm argumentos defensáveis e que não há jurisprudência do caso.
– Se for mesmo para a Justiça, a briga é boa. A decisão pode ser favorável ao diretório estadual, porque não existe verticalização e as instâncias inferiores não têm obrigação de seguir a diretriz nacional. Por outro lado, se o estatuto tem alguma norma que caracterize obediência ao diretório nacional ou algo nesta linha, a intervenção é viável – diz Vicari.

Senado cancela expediente para o jogo do Brasil

24 de junho de 2010 1

Um requerimento foi aprovado no plenário para suspender as atividades da casa durante toda a sexta-feira por causa do jogo entre Brasil e Portugal. Os deputados foram menos radicais e cancelaram apenas a sessão. O administrativo vai funcionar normalmente depois da partida.
O presidente Lula vai acompanhar o confronto no Palácio da Alvorada mas não cancelou a agenda. Ele recebe ministros e depois parte para a cúpula do G20 no Canadá.

Autorizada dragagem em porto de SC

24 de junho de 2010 0

O Ibama concedeu hoje a licença ambiental que autoriza o início das obras de dragagem no porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. A licença foi assinada no final da manhça, pelo presidente do instituto, Abelardo Bayma. Com as obras, o calado do porto irá passar de 13 metros de profundidade para 14 metros.

Pesquisa

24 de junho de 2010 1

Temer faz advertência a diretório

24 de junho de 2010 7

FABIANO COSTA

Doze horas após garantir à cúpula do PMDB o fim da união com o DEM, a bancada federal do PMDB comunicou o presidente Michel Temer que vai levar para a convenção as alternativas de coligação com o DEM, além da candidatura própria. A decisão surpreendeu os caciques do PMDB.
– Se prosperar um resultado que não seja a candidatura própria, haverá interdição e anularemos a convenção – advertiu Temer, vice na chapa de Dilma Rousseff (PT), pedindo que o aviso fosse registrado em ata.
Os deputados Mauro Mariani, João Matos, Valdir Colatto e o senador Neuto de Couto garantiram a Temer que tentariam encontrar um nome de consenso para ser aclamado na convenção. Os parlamentares argumentaram que era preciso apresentar as duas alternativas para não criar uma crise ainda maior, já que Luiz Henrique estava disposto a defender até o fim a coligação com Colombo.
DEM E PSDB acham que são remotas as chances do PMDB conseguir reverter a imposição do diretório nacional. Já dentro do PMDB, ainda não há consenso. A assessoria de Luiz Henrique da Silveira afirmou que o ex-governador segue defendendo a tríplice aliança. Luiz Henrique teria pedido estudos jurídicos que possam impedir a intervenção nacional.

Plenário ganha nome de Adão Pretto

23 de junho de 2010 2

O plenário 9 da ala de comissões da Câmara vai receber o nome do ex-deputado federal gaúcho Adão Pretto. A cerimônia está prevista para 18h. O deputado é lembrado até hoje entre parlamentares como referência na defesa de pequenos agricultores e do Movimento Sem Terra. Pretto faleceu no ano passado e foi eleito por cinco vezes como deputado federal. 

PMDB pode ter chapa pura em SC

23 de junho de 2010 3

FABIANO COSTA

Ameaçado de intervenção pela executiva nacional, o comando do PMDB no Estado recuou e decidiu desembarcar do palanque de Raimundo Colombo (DEM). Após um dia tenso e repleto de reuniões em Brasília, os dirigentes apresentaram como alternativa os nomes de Mauro Mariani e de Paulo Afonso como pré-candidatos à disputa pelo governo estadual.
A solução foi costurada pelos líderes catarinenses em razão da pressão do presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), para que o partido cumprisse com o acordo firmado, há duas semanas, com a ex-ministra Dilma Rousseff (PT).
Na ocasião, Eduardo Pinho Moreira teria se comprometido com Temer a garantir um segundo palanque para a candidata petista em Santa Catarina. Pela manhã, Temer convocou seu grupo político para intimidar a comitiva catarinense. Escudado por Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), o candidato a vice-presidente na chapa de Dilma cobrou uma posição definitiva sobre o imbróglio no Estado.
A portas fechadas, em uma sala da residência oficial do presidente da Câmara, os catarinenses tentaram se justificar. Para desfazer a impressão de que teria traído Temer ao rasgar o compromisso de ceder o palanque peemedebista para Dilma, Pinho Moreira reclamou que a senadora Ideli Salvatti (PT) não havia garantido um eventual apoio a ele no segundo turno. Dizendo-se isolado, explicou que não teve outra saída a não ser abrir mão da candidatura ao governo.
Apesar do tom impassível, Temer rebateu Pinho Moreira. O presidente da Câmara cobrou um aviso prévio à direção nacional, postura que poderia resultar em uma mobilização dos dirigentes, a exemplo do que havia ocorrido em Minas e no Maranhão.
– Agora, é preciso garantir o compromisso assumido com o PT. Não há condições de haver retrocesso.
Respaldado pelos caciques do partido, Temer avisou que, para evitar a destituição da executiva estadual, ou o PMDB retomava a candidatura própria ou ficava neutro. Principal artífice da aliança com Colombo, Luiz Henrique levantou a voz e desafiou o presidente da Câmara.
– Essa imposição é um desrespeito ao PMDB catarinense. Se é assim, também tem de haver intervenção no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso – advertiu o ex-governador, referindo-se a outros estados onde o PMDB resiste em seguir a orientação nacional.
Incomodado com a declaração de Luiz Henrique, o deputado Eunício Oliveira (CE), aliado de Temer, rebateu a crítica e deu início a um bate-boca. Para evitar que os ânimos se exaltassem, Temer interveio:
– Vamos buscar o equilíbrio.
Às 12h50min, depois de quase duas horas de discussões, os catarinenses pediram a Temer um tempo para debater as alternativas, comprometendo-se a dar uma resposta até o final do dia. Tinha início, então, uma série de articulações para evitar a destituição da direção estadual. Somente por volta das 20h, os catarinenses voltaram a falar com Temer.
Reunidos na sede do partido, sugeriram a manutenção da candidatura própria. Além de Mariani e Afonso, o deputado Edison Andrino, já inscrito como pré-candidato, também foi citado como alternativa. Caso seja confirmada na convenção, a chapa pode reunir alas dissidentes no PMDB.
Obrigado a recuar, Moreira cogitou a renúncia à presidência do partido no Estado. Temer gostou das propostas dos catarinenses, mas manteve a desconfiança sobre o diretório. Nova reunião ocorre na manhã de hoje.
– O presidente quer continuar ouvindo e conversando – disse um interlocutor de Temer.

Impasse no PMDB catarinense

22 de junho de 2010 0

Fabiano Costa
Como não conseguiram chegar a um consenso, durante almoço na tarde de hoje, em Brasília, sobre que rumo tomar diante da pressão da cúpula do PMDB para que o partido não apóie a candidatura de Raimundo Colombo (DEM) em Santa Catarina, os líderes estaduais do partido voltam a se reunir, às 17h, no gabinete do senador Neuto de Couto. Na ocasião, os parlamentares pretendem avaliar as alternativas apresentadas pela manhã pelo presidente Michel Temer para evitar a intervenção no diretório estadual.
Apesar da ameaça de destituição do comando local, os peemedebistas catarinenses insistem em continuar ao lado de Colombo na corrida pelo governo estadual. Para evitar que a intervenção iniciada na última semana seja colocada em prática, os caciques do PMDB sugeriram que os catarinenses optem entre manter a candidatura de Eduardo Pinho Moreira ou desistir de lançar candidato a governador.

PMDB impõe condições para frear intervenção em SC

22 de junho de 2010 5

FABIANO COSTA
Ameaçado de intervenção, o comando do PMDB em Santa Catarina veio a Brasília na manhã desta terça-feira tentar um acordo com a cúpula do partido.
No encontro de cerca de duas horas na residência oficial do presidente da Câmara, os líderes do PMDB no Estado receberam de Michel Temer (SP) e dos principais expoentes da legenda duas alternativas para evitar a destituição da direção local.
No primeiro cenário, Eduardo Pinho Moreira mantém a candidatura ao governo estadual e a militância fica liberada para apoiar quem quiser na corrida presidencial. Na outra proposta, o PMDB catarinense não lança candidato à Casa D'Agronômica e também abre mão de alianças com partidos que integruem a oposição ao governo Lula. A preocupação dos dirigentes nacionais é de que os minutos do PMDB de Santa Catarina no rádio e TV acabem se transferindo para a campanha de Raimundo Colombo (DEM).
Liderada pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, a comitiva catarinense irá almoçar em um restaurante da Capital Federal para debater as propostas do comando nacional. Os peemedebistas pretendem incluir os líderes estaduais do DEM na conversa.
Os catarinenses se comprometeram a dar uma resposta ao presidente estadual do PMDB ainda hoje, provavelmente, no gabinete da presidência da Câmara. Se não aceitar nenhuma das alternativas sugeridas pelos caciques, o diretório estadual deve sofrer a intervenção sinalizada na última semana, quando o processo foi aberto. Temer se sente traído por Pinho Moreira, pois o catarinense havia se comprometido com Dilma Rousseff que seria o segundo palanque da petista no Estado.

PMDB discute intervenção em SC

22 de junho de 2010 5

A cúpula do PMDB está reunida na residência oficial do presidente da Câmara, Michel Temer.  Em pauta, o processo de intervenção no diretório catarinense, deflagrado pela renúncia do presidente estadual da legenda, Eduardo Pinho Moreira, à candidatura à Casa D'Agronômica. Agora há pouco, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira chegou ao local, chefiando uma comitiva do PMDB catarinense. LHS tentará a todo custo evitar a intervenção, mas a direção peemedebista está fechada com Temer. Segundo relato do repórter Fabiano Costa, ninguém quis falar com a imprensa na entrada e a reunião não tem hora para acabar.  Se a intervenção for decretada, Pinho Moreira será destituído do comando regional do partido e o PMDB não poderá se coligar no Estado com o DEM de Raimundo Colombo. Temer se sente traído por Pinho Moreira, pois o catarinense havia se comprometido com Dilma Rousseff que seria o segundo palanque da petista no Estado,

Royalties só depois das eleições

21 de junho de 2010 0

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, descartou a votação da emenda do senador Pedro Simon (PMDB/RS) nas próximas semanas. O planalto vai usar toda a força da bancada governista para adiar o debate.

- Não é um bom momento para discutir este tema – despistou o ministro.

A manifestação de Padilha pode ser interpretada como uma tentativa de evitar a pressão das urnas. Após as eleições, os deputados não teriam mais o receio de derrubar a emenda que aumenta consideravelmente o repasse para as regiões não produtoras.

Os bastidores de uma decisão presidencial

20 de junho de 2010 0

Terça-feira, dia de estreia da Seleção na Copa. Três horas antes de o time de Dunga entrar em campo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona o aumento de 7,72% aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Apesar das declarações dúbias dos dias anteriores – dizendo que não se deixaria “seduzir por qualquer extravagância por conta do processo eleitoral” –, a decisão já havia sido tomada há pelo menos duas semanas.
No final de maio, irritado com a demora na definição da fonte de recursos para o reajuste, Lula convocou a equipe econômica:
– Quando eu disse que era para resolver, é para resolver. Porra, vocês têm de dar um jeito nisso. Se eu vetar, a gente não elege a Dilma e nem mesmo o Paim – disse ele aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), referindo-se a sua candidata à Presidência e ao senador gaúcho Paulo Paim (PT).
Lula estava pressionado pelo Congresso, que havia aumentado o índice de 6,14% para 7,72%, provocando um déficit extra de R$ 1,6 bilhão na Previdência. Um veto à medida seria usado pela oposição e poderia prejudicar Dilma.
O Planalto também passou a ser constrangido pela própria base governista, temerosa dos custos políticos de um veto. Duas semanas antes de o presidente sancionar o aumento, expoentes do PT na Câmara convocaram o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) para uma conversa à noite. Sem rodeios, advertiram o ministro de que a bancada não poderia arcar com o prejuízo dos vetos sugeridos pela área econômica.
– É muito difícil para nós, que temos origem no movimento sindical, nos posicionar contra – desabafou Ricardo Berzoini (PT-SP).

Ministro sugeriu cobrar a conta do Congresso
Padilha concordou e prometeu levar as ponderações ao presidente. Bernardo e Mantega, porém, continuavam irredutíveis. Repetiam que não havia espaço para um gasto bilionário. O próprio Lula estimulava a cisão interna no governo, incentivando os ministros Carlos Lupi (Trabalho) e Carlos Eduardo Gabas (Previdência) a dizer que era possível pagar os 7,72%.
Na estrada em campanha, Dilma era cobrada por aposentados e sindicalistas. Durante uma visita a Chapecó (SC), o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, pediu que a ex-ministra interviesse junto a Lula para garantir o aumento. Prudente, Dilma preferiu não se comprometer:
– Vou conversar com o presidente e vamos procurar tomar a melhor solução possível.
Na manhã de terça-feira – dia em que se esgotava o prazo para a decisão –, Lula comandou três reuniões em seu gabinete. O presidente estava disposto a fazer um afago nos aposentados, mas não queria comprometer as contas. Lula questionou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), sobre a possibilidade de aprovar outra MP no Congresso, com índice menor. Vaccarezza não deu esperanças:
– Não temos a mínima condição de aprovar 6,14%, presidente. Pode acontecer coisa pior, como a aprovação dos 8,5% articulados pela oposição.
Diante de Bernardo, Mantega, Vaccarezza e Gabas, Lula pediu uma alternativa urgente. A solução partiu então de Bernardo, que sugeriu um corte nas emendas parlamentares. O presidente aprovou a ideia de imediato. Além de faturar eleitoralmente com o reajuste a 8,3 milhões de aposentados, devolvia ao Congresso o abacaxi imposto pelo aumento do índice previsto para a correção, podando os repasses usados para irrigar a base eleitoral de deputados e senadores.
– Se o Congresso fez uma opção, também tem de se responsabilizar por ela – justificou Mantega.

Lula fecha a porteira

17 de junho de 2010 1

O presidente Lula mandou um recado claro para os sindicalistas que pressionam o governo. Não serão concedidos novos reajustes até o final do ano, ou seja, até o final de sua gestão. Afirmou que não quer deixar contas para o próximo presidente. A declaração foi dada, no entanto, dois dias após a sanção de até 40% de aumento aos servidores da Câmara e depois do reajuste de 7,7% para os aposentados.

PMDB abre processo de intervenção no diretório de SC

17 de junho de 2010 1

A executiva nacional do PMDB abriu processo de intervenção no diretório do partido em Santa Catarina. Segundo assessores da presidência nacional do PMDB, a decisão de intervir no Estado havia sido tomada na terça-feira, durante a reunião da cúpula peemedebista, que avaliou a adesão de Eduardo Pinheiro Moreira à candidatura de Raimundo Colombo (DEM) ao governo catarinense. Na ocasião, a medida foi suspensa até hoje, no aguardo de explicações do diretório catarinense.

O diretório local do PMDB foi comunicado por fax, às 15h32min, da intervenção nacional. Agora, os dirigentes catarinenses terão oito dias para apresentar defesa e tentar comprovar à cúpula que não pretendem reeditar a tríplice aliança para a corrida pelo governo estadual.

Fabiano Costa

PMDB nacional ameaça intervir na sigla em SC

16 de junho de 2010 3

Revoltada com a adesão de Eduardo Pinheiro Moreira à candidatura de Raimundo Colombo (DEM) ao governo do Estado, a cúpula do PMDB ameaça intervir no diretório catarinense do partido.  Em reunião ontem à noite, em Brasília, a executiva da legenda deu um ultimato: a posição precisa ser revertida até amanhã.
Representando o diretório estadual, o deputado João Matos assegurou aos colegas que a renúncia à candidatura própria teria sido uma decisão unilateral de Pinho Moreira, sem a concordância da bancada federal e tampouco do restante do partido. Ainda assim, a direção do PMDB permanece desconfiada.
– Se, até quinta-feira, eles não declararem oficialmente que não irão se coligar com o DEM no Estado, haverá intervenção – avisou um interlocutor do presidente do partido, deputado Michel Temer.
Se for decretada intervenção, o diretório tem até terça-feira para se defender por escrito. Embora o PMDB não tenha tradição de intervir em diretórios rebeldes, em especial por causa de alianças regionais, o episódio de Santa Catarina está sendo tratado como de extrema gravidade.
– Estou estarrecido – reagiu Temer, candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT).
Ele se considera traído por Pinho Moreira. Em conversa com amigos, manifestou desconforto por ter conduzido o catarinense até a casa de Dilma, segunda-feira da semana passada, em Brasília. Na ocasião, Pinho Moreira firmou compromisso com o próprio Temer e com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, de que abriria um palanque para Dilma no Estado. No comitê petista em Brasília, o comando de campanha já dava como certo o segundo palanque presidencial no Estado, junto com o de Ideli Salvatti.
– Ele (Pinho Moreira) não honrou a palavra. O Michel Temer está muito irritado, pois a decisão foi tomada sem aviso à direção do partido. Sequer um telefonema ele recebeu – conta um amigo do deputado peemedebista.
Temer embarcou, no final da tarde de ontem, para a Europa. Antes, contudo, orientou seu grupo político a agir rápido, principalmente nas declarações de repúdio à postura do diretório catarinense.
O deputado argumenta que precisa demonstrar lealdade a Dilma, principalmente depois que o PT interveio no diretório do Maranhão e abriu mão da candidatura própria em Minas Gerais, em ambos os casos em favor do PMDB. A cúpula da legenda entende que há estados onde a conciliação com os petistas é inviável, como no Rio Grande do Sul.
– Lá (no RS), nós estamos negociando uma neutralidade, e parte do PMDB sempre assumiu sua proximidade com a oposição. Mas em Santa Catarina houve uma mudança de posição inadmissível – diz um assessor da direção peemedebista.
No círculo íntimo de Temer, parlamentares já identificaram as digitais do ex-governador Luiz Henrique da Silveira na promessa de aliança com Colombo. Atuando como bombeiros para tentar evitar uma ampliação da crise, eles dizem que Pinho Moreira jamais teve ascendência sobre o partido em Santa Catarina.
– A indignação contra Pinho Moreira é justa, mas isso é obra do ex-governador Luiz Henrique. Ele sempre trabalhou para manter a tríplice aliança – afirma um dirigente peemedebista.

Congresso em dia de flauta e bolão

16 de junho de 2010 1

Da Zero Hora

Quatro décadas depois de presentear cada um dos campeões da Copa de 1970 com um fusca, comprados com dinheiro público, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) embolsou ontem R$ 400 por conta dos gols da Seleção. O ex-prefeito de São Paulo foi um dos vencedores dos bolões organizados por um grupo de parlamentares que optou por assistir à estreia do Brasil na antessala do plenário da Câmara.

A brincadeira foi organizada pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO). O objetivo era entreter os raros parlamentares presentes nos corredores vazios do Congresso, à espera do início de uma sessão extraordinária convocada pela direção da Casa. O bolão arrecadou R$ 900 em duas modalidades. Em cada aposta, os deputados investiram R$ 50.
Em uma das disputas, conhecida como “bolão de linha”, os parlamentares sorteavam um papel com o número da camiseta dos titulares da Seleção. Se o jogador sorteado fizesse o primeiro gol, o deputado que o retirou levava a bolada. Minutos antes do início do jogo, um dos parlamentares questionou o que fariam se o jogo acabasse em 0 a 0. O autor da brincadeira então sugeriu:
– Vamos dividir entre os funcionários da copa da Casa.
Maluf não titubeou na resposta.
– Nada disso. Se não sair gol, devolve o dinheiro, né – reclamou.
Com menos de um minuto de partida, os parlamentares que acompanhavam o jogo no cafezinho do plenário foram à loucura quando Robinho deu três pedaladas diante do defensor da Coreia do Norte. Com o passar do tempo e o jejum de gols, os deputados passaram a se exaltar, xingando o técnico Dunga a cada bola perdida.
– Se o Ronaldinho Gaúcho estivesse lá na África, eu tinha apostado 5 a 0 para o Brasil – reclamava o petista José Genoino (SP), que, nervoso, fumou cinco cigarros durante a partida.
Quando o lateral-direito Maicon chegou à linha de fundo e abriu o placar em Joanesburgo, Maluf, que estava mudo desde o início do jogo, saltou com um papel na mão.
– Ganhei o bolão – gritou.
Ao receber a bolada dos colegas, o ex-prefeito advertiu os companheiros:
– Quem tem sorte não precisa de mais nada.

Vuvuzela presidencial

15 de junho de 2010 0