da Zero Hora
Depois de muitos anos de espera, o seguro rural deve ficar mais acessível aos agricultores gaúchos que sofrem com estiagens, geadas e excesso de chuva. Lei sancionada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou o Fundo de Catástrofe, que vai dar mais garantia à atuação das seguradoras.
O alto risco da agricultura sempre dificultou as operações de seguro rural no Estado, principalmente por causa da instabilidade climática. Com recursos da União e da iniciativa privada, o Fundo de Catástrofe poderá ser acionado pelas companhias para cobrir grandes perdas no campo.
– A partir de agora, quando nos depararmos com uma situação dramática provocada pelo clima, poderemos socorrer os produtores – declarou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.
O Rio Grande do Sul é o segundo Estado com o maior volume de contratações do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Hoje, porém, a área segurada não chega a 800 mil hectares, abaixo de 10% das lavouras gaúchas. A expectativa é de que a cobertura aumente em, pelo menos, cinco vezes nos próximos 10 anos.
As cinco grandes companhias de seguro rural no país assumem 10% do risco da operação, e os 90% restantes ficam a cargo das resseguradoras. O fundo poderá ser acionado para cobrir maiores perdas, em caso de eventos climáticos, evitando que as empresas quebrem. As garantias devem reduzir os preços do serviço e estender a atuação das seguradoras
O fundo terá inicialmente R$ 2 bilhões do governo federal e participação de empresas privadas, como seguradoras, resseguradoras, agroindústrias e cooperativas. Mas para vigorar, ainda precisa de regulamentação, operação considerada complexa pelo diretor de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura, Welington Almeida:
– Trabalhamos com a hipótese de o fundo estar disponível na próxima safra, 2011/2012, mas não garantimos.
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