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Rede nacional tem 100 mil senhas

08 de setembro de 2010 0

O escândalo que atingiu o Rio Grande do Sul envolve uma rede estadual de informações que abastece outra, similar, no âmbito federal. É a rede Infoseg, atualmente com cerca de 100 mil usuários em todo o país, entre profissionais de órgãos de segurança, de Justiça e de fiscalização. Criado em 2004, o sistema é uma espécie de condomínio, abastecido com dados de todos os 26 Estados, mais o Distrito Federal e a Polícia Federal, sobre mandados de prisão, processos, inquéritos, porte de armas, carteira de habilitação e propriedade de veículos.
Há diferentes níveis de acesso, de acordo com o grau da autoridade. Essa definição é feita pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão gestor do sistema e vinculado ao Ministério da Justiça. Conforme o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, o objetivo do Infoseg é socializar informações entre os entes da Federação.
– Um policial que para um suspeito em uma blitz, por exemplo, pode saber se essa pessoa é foragida da polícia em qualquer Estado. Mas o controle sobre o sistema é rigoroso. Sou secretário há dois anos e meio e nem eu mesmo tenho acesso ao Infoseg – diz Balestreri.
De acordo com o secretário, nos últimos anos o governo federal investiu R$ 3 milhões para aperfeiçoar a segurança do Infoseg. Qualquer acesso irregular ou estranho é rastreado.
– O monitoramento é permanente e na hora sabemos, inclusive com gráficos, quantos acessos fora da normalidade foram feitos e de qual órgão estão partindo – garante o secretário.
Nos últimos anos, a Senasp já descobriu casos de agentes que vendiam as senhas de acesso.
– Quando há vazamentos, é por desonestidade e corrupção. Logo descobrimos e encaminhamos o devido processo penal – diz Balestreri.

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