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Novo governo, velho retrato

24 de dezembro de 2010 0

Com o primeiro escalão fechado, a fotografia inaugural do governo Dilma tem pouco brilho e pelo menos uma sombra inevitável. Embora despido da faixa presidencial a partir de janeiro, Lula será o oráculo de Dilma, uma espécie de titereiro a conduzir os rumos de uma gestão que se inicia sob a égide de uma continuidade jamais vista na história recente do país. Nem durante o regime militar, o presidente que saiu teve tanto poder para indicar ministros e influenciar as decisões centrais da administração seguinte. Essa chancela é fruto da soberania do eleitor, que democraticamente avalizou a escolha de Lula, um mandatário com 87% de aprovação popular. Contudo, a ascendência do petista restringe a autonomia de Dilma, a ponto de fazê-la instalar na Esplanada um ministro que faz festinhas em motéis com dinheiro público.

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