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Posts de janeiro 2011

Orçamento

29 de janeiro de 2011 1


No RS, CGTEE é disputada por aliados

29 de janeiro de 2011 1

No Estado, a disputa por cargos se estende à Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), estatal que administra o complexo energético de Candiota e cujos principais cargos executivos são controlados pelo PT.
A exemplo de Furnas, além das divergências entre os dois partidos, há um embate dentro das legendas para ver qual grupo político terá ascendência nas nomeações da direção da CGTEE. Enquanto o deputado Mendes Ribeiro (PMDB) tenta nomear um afilhado político para uma das quatro diretorias da empresa, alas do PT desejam aproveitar a iminente dança das cadeiras para trocar a presidência e a diretoria financeira da empresa, cujo balanço de 2010 irá registrar lucro após três anos acumulando sucessivos prejuízos.
– Eu indiquei um nome, mas se o governo não quiser aceitar, tudo bem. Nunca briguei por cargos – esquiva-se Mendes Ribeiro.


Aliados abrem guerra por estatais

29 de janeiro de 2011 0

A cobiça desenfreada de PT e PMDB pelo controle de verbas bilionárias do setor energético está consumindo a paciência da presidente Dilma Rousseff. Abastecida por dossiês, troca de insultos e acusações, a disputa movimenta gabinetes de parlamentares e ministros e levou a presidente a cancelar a cerimônia de inauguração da Fase C da usina Presidente Médici, prevista para ontem em Candiota.
– Como ela poderia ir lá sem resolver essa queda de braço? – questiona um interlocutor da cúpula do PMDB.
Dilma afirmou ontem, em Porto Alegre, que a viagem a Candiota havia sido transferida por causa de compromissos que teria em São Paulo para tratar de “aeroportos e Olimpíadas”. A presidente embarcou para a capital paulista no início da tarde, onde manteve audiências com os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Orlando Silva (Esportes). O Planalto, contudo, não divulgou o assunto que seria tratado nas reuniões – não previstas na agenda oficial divulgada na quinta.
Antes de abortar a visita a Candiota, na noite de quarta, Dilma reclamou diante de assessores da forma como petistas e peemedebistas estavam se engalfinhando publicamente pelo comando das estatais de energia. Ontem, um dos principais envolvidos na querela, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), destilava xingamentos no Twitter contra o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), a quem chamou de “quadrilheiro”.
Na véspera, Cunha também havia disparado ameaças ao PT e levantado suspeitas sobre Valter Cardeal, diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras e homem de confiança de Dilma há anos. Por trás da briga, está o orçamento do sistema Eletrobras, cujo caixa dispõe de R$ 8,1 bilhões para investimentos em 2011.

Além do interesse na Eletrobras, também são cobiçados pelo PMDB cargos estratégicos em Furnas, estatal com R$ 1,25 bilhão para obras este ano e um fundo de previdência que movimenta outros R$ 7,1 bilhões anuais. Em entrevista na capital gaúcha, Dilma limitou-se a afirmar que as denúncias sobre Furnas serão investigadas.
– Nós iremos apurar o que for acusado e for divulgado. Acredito que (o caso) já está com os órgãos competentes, pois não é atual. Acho que a CGU já tinha inclusive iniciado levantamento nesse sentido – disse a presidente.

Sarney deve manter poder no Senado

28 de janeiro de 2011 0

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), telefonou para líderes dos partidos para confirmar sua decisão de concorrer à reeleição.
Olíder do PT na casa, Humberto Costa (PE), disse que Sarney terá respaldo da sigla. Em novembro, o Planalto havia emitido orientação para que a bancada recém-eleita do PT apoiasse Sarney, evitando, assim, clima beligerante com o PMDB.
Em 2009, a defesa de Sarney, abalado pelo caso dos atos secretos, provocou uma crise institucional no PT. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) chegou a afirmar que se afastaria da liderança do PT no Senado. Sua posição, disse à época, era “irrevogável” – a pedido do então presidente Lula, contudo, acabou voltando atrás.
Mercadante defendia a reabertura de pelo menos um processo contra Sarney – o que trata da nomeação do namorado de uma neta feita por meio de ato secreto. Para estancar a crise, senadores governistas costuraram acordo para livrar o presidente do Senado. A eventual reeleição de Sarney, alternativa mais provável, dará ao peemedebista sua quarta rodada na presidência do Senado.

Mistério no cancelamento da agenda presidencial

28 de janeiro de 2011 0

Embora o gabinete de Dilma Rousseff não divulgue o motivo do adiamento da inauguração da Fase C de Candiota, nos bastidores aponta-se a briga entre PT e PMDB por cargos no setor elétrico como causa. Com investimentos de R$ 1,3 billhão, a obra é um dos maiores empreendimentos do PAC na Região Sul. A presidente decidiu abortar a viagem à cidade na noite de quarta.
– Ela preferiu mudar toda a agenda do dia. Houve alterações inclusive nos compromissos da próxima semana – diz um assessor ministerial.
Após adiar a inauguração, Dilma ainda se manteve reunida até a meia-noite com a equipe do gabinete. Fontes vinculadas ao Palácio do Planalto se limitaram a afirmar que a presidente irá passar a sexta-feira em Brasília porque surgiram “outras prioridades”.
Servidores do Planalto, contudo, dizem que agora cada atividade pública da presidente é discutida à exaustão por Dilma e que as alterações de agenda se tornaram corriqueiras.
– Com Lula era muito mais tranquilo. Dilma confere cada detalhe e nada acontece à revelia dela – comenta o assessor.

União libera R$ 40 milhões a SC

27 de janeiro de 2011 1

Na primeira viagem oficial a Brasília, o governador Raimundo Colombo (DEM) recebeu da presidente Dilma Rousseff (PT), ontem, a garantia de liberação de R$ 40 milhões para recuperar as cidades atingidas pelas enxurradas dos últimos dias. Em uma reunião de pouco mais de cinco minutos no Palácio do Planalto, Dilma pediu informações sobre os desastres provocados pelas chuvas, anunciou o envio do dinheiro e disse que pretende visitar o Estado, embora não tenha confirmado uma data.
A audiência com a presidente ocorreu no início da noite, após uma romaria de Colombo por ministérios e órgãos federais. Por volta das 19h, o governador foi recebido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a quem apresentou um diagnóstico da situação nas cidades atingidas por enchentes. Após ouvir o relato de Colombo, Palocci levou o governador até o gabinete presidencial.
Na conversa com Dilma, ficou acertado que o Ministério da Integração Nacional irá destinar R$ 30 milhões ao Estado. Outros R$ 10 milhões serão o Ministério dos Transportes. Em contrapartida, Colombo se comprometeu em liberar mais R$ 20 milhões do caixa estadual para reforçar as ações emergenciais.
– Estamos satisfeitos e agradecidos. É um momento importante para Santa Catarina e vai nos ajudar a enfrentar essa calamidade – disse o governador.
Antes da reunião com Dilma, Colombo havia pedido R$ 100 milhões ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Mas o próprio governador admitia a expectativa de que não conseguiria tudo. Colombo agendou para amanhã uma visita do ministro ao Estado. Juntos, o governador e Bezerra vão sobrevoar áreas atingidas.
Bezerra deve chegar em Florianópolis às 14h30min. Em seguida, ele visita os municípios de Jaraguá do Sul e Mirim Doce, este último em estado de calamidade pública. Na ocasião, o ministro vai anunciar o valor dos recursos que serão repassados pela União.
Colombo percorreu quatro ministérios para mostrar o alcance dos desastres. Em cada gabinete, exibia um amplo relatório sobre a ação das chuvas. Embora o balanço preliminar aponte prejuízos de R$ 413 milhões, o diretor da Defesa Civil no Estado, major Márcio Alves, estima que sejam necessários R$ 1 bilhão para recuperar todos os estragos causados pelas enxurradas.
– São mais de 907 mil pessoas atingidas. As encostas estão instáveis e há riscos de novos desmoronamentos por causa do solo encharcado – diagnosticou Márcio.
Um dos anúncios que deve ser feito amanhã pelo governo federal é a liberação de R$ 1,7 milhão para as obras nos molhes do Rio Itapocu, em Barra Velha.

Dilma cancela visita a Candiota

26 de janeiro de 2011 0

Sem apresentar explicação, a presidente Dilma Rousseff cancelou a visita que faria a Candiota nesta sexta-feira. Dilma iria ao município para inaugurar a Fase C da usina de carvão da CGTEE.

Segundo o Planalto, a viagem da presidente para Porto Alegre, nesta quinta-feira, está mantida. A petista irá participar da homenagem às vítimas do holocausto, na sede do Ministério Público na Praça da Matriz.

O presidente da CGTEE, Sereno Chaise, contou que foi informado do cancelamento da inauguração da usina no início da noite. O ministro das Minas e Energias, Edison Lobão, ligou para o dirigente da estatal do gabinete de Dilma. Lobão garantiu a Sereno que o Planalto irá remarcar a solenidade para fevereiro.

Fortunati articula recursos para o metrô

25 de janeiro de 2011 1

Por Vera Stumm

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, esteve nesta terça-feira em Brasília para tratar da inclusão das obras do metro de Porto Alegre no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. A portas fechadas, Fortunati se reuniu com o assessor especial da Presidência da República Maurício Muniz Barreto.

O prefeito da Capital quer garantir que a obra contará com recursos federais destinados a investimentos em mobilidade urbana. A parceria público-privada também teria verbas do governo do Estado, sob a coordenação da prefeitura porto-alegrense. O custo total estimado é de cerca de R$ 2 bilhões.

- Depende da inclusão de recursos do governo federal no PAC de mobilidade. A presidente Dilma está estudando a matéria e o Ministério do Planejamento deve apresentar nos próximos dias uma proposta concreta sobre mobilidade urbana – afirmou Fortunati.

Nova temporada

25 de janeiro de 2011 1

Uma sósia soprano

25 de janeiro de 2011 0

Do Diário Catarinense

Um vídeo postado no YouTube em 2008 ganhou repercussão na internet pela suposta semelhança entre a protagonista da gravação e a presidente Dilma Rousseff (PT). Na gravação, a soprano e maestrina Rute Gebler interpreta uma ópera de Carlos Gomes. O corte de cabelo e a forma de gesticular lembram a presidente. A gravação já teve 103.702 exibições e 89 comentários, grande parte destacando a semelhança entre ela e a petista.
A cantora preferiu não se manifestar sobre o assunto, mas confessou que já ouviu comentários nas ruas de que é parecida com a presidente.
– Não é que não goste de ser comparada, nem tenho opinião sobre isso. Mas prefiro não falar sobre o vídeo.
Rute é gaúcha de Pelotas, mas mora em Santa Catarina há 40 anos. Em 1985, recebeu o título de Cidadã Honorária de Florianópolis e, em 2000, o de Cidadã Catarinense. Ela foi Regente da Associação Coral de Florianópolis, do Coral do Colégio Coração de Jesus e professora de Técnica e Expressão Vocal no Curso de Educação Artística e Escola de Música do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Cantando, já fez apresentações por todo o Estado, grande parte do Brasil e em cidades do Uruguai, Argentina, Alemanha e Estados Unidos. Em 2004, ela foi samba-enredo da escola Protegidos da Princesa, com o tema Rute Gebler é princesa, as vozes são de todas as estações. Em 2005, participou do documentário Um Rei chamado Henrique, no papel da cantora lírica Graziella Berzanzoni, numa produção da SET – Cinema e Televisão e da RBS TV.



Mudam as regras para passaporte diplomático

25 de janeiro de 2011 0

Sob cerco do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Itamaraty concluiu, ontem, a proposta de mudanças nas regras do passaporte diplomático.
A nova portaria que regulamenta a emissão de passaportes diplomáticos foi aprovada em uma reunião entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.
A partir de agora, a emissão do documento só será permitida quando houver uma solicitação formal e fundamentada por parte da autoridade máxima do órgão competente que o requerente integre ou represente.
A medida restringe a emissão do documento e pretende eliminar o critério subjetivo hoje permitido ao ministro das Relações Exteriores, que tornou possível a concessão aos filhos do ex-presidente Lula (PT) a dois dias do fim do mandato.
Uma das medidas exige a publicação no Diário Oficial da União de cada novo passaporte diplomático emitido. Outra, limita a validade ao tempo de duração da missão no exterior, no caso de servidores não-diplomatas. A emissão do documento não é transparente e a validade, de quatro anos, geralmente ultrapassa a duração da missão no exterior para a qual o portador foi designado.
Por recomendação do Planalto, o Itamaraty vai divulgar a relação dos passaportes já emitidos. Em alguns casos, como o de diretores da Polícia Federal, por norma interna o documento é devolvido junto com a exoneração do cargo. No caso dos familiares do presidente, além de nenhum deles atender às especificações da lei, sequer havia missão definida. O ex-ministro Celso Amorim baseou-se numa exceção da lei que lhe permite conceder o documento a qualquer um “no interesse do País”.
Ao contrário do comum, que custa pouco mais de R$ 150, o passaporte diplomático é gratuito e garante vários privilégios, como sair e entrar sem burocracia em qualquer país com o qual o Brasil tenha relações diplomáticas. Na maioria dos casos, o visto é dispensado e o portador não precisa ficar em longas filas de.
– Um passaporte desses realmente faz a diferença para quem está em funções de estado, como um policial em diligência – disse o delegado Luiz Fernando Corrêa, que entregou o documento há duas semanas, ao sair da direção-geral da PF.

Disputa por cargos federais no RS

24 de janeiro de 2011 0

Por Adriana Irion e Fabiano Costa

Voz insurgente no PMDB gaúcho durante a corrida pelo Planalto, o deputado federal Mendes Ribeiro Filho se movimenta nos bastidores de Brasília para cobrar a fatura do apoio solitário à presidente Dilma Rousseff. Preterido na partilha do ministério, o peemedebista se embrenhou em uma disputa com o PT pelos cargos do governo federal no Rio Grande do Sul.
Desfrutando da simpatia de Dilma, Mendes abriu mão do recesso no Congresso para articular indicações para cargos no segundo escalão. O apetite do parlamentar, contudo, esbarra na disposição dos petistas de manter intacto seu quinhão na estrutura federal.
Alinhado ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, Mendes negocia com o Planalto a ida de um de seus afilhados para a superintendência da pasta no Estado, atualmente, ocupada pelo petista Francisco Signor. Ao lado de Dilma, Signor fez parte do grupo que deixou o PDT para ingressar no PT e conta com o respaldo do Piratini para continuar à frente do posto. O governador Tarso Genro já emitiu sinais à presidente de que a permanência de Signor na superintendência fortaleceria a parceria com o governo gaúcho.
Outro cargo na mira de Mendes é a superintendência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sob a batuta do petista Carlos Farias. No âmbito federal, PMDB, PTB e PT se digladiam pelo comando da companhia, fundamental na comercialização e distribuição de alimentos.
– A Conab vai ter um papel decisivo no projeto da presidente de erradicar a miséria. Nos agradaria se Farias continuasse no comando – diz o deputado estadual Elvino Bohn Gass (PT).
A volúpia do peemedebista para emplacar afilhados políticos também encontra resistência dentro do PMDB. O parlamentar se esforça para substituir o diretor técnico do Grupo Hospitalar Conceição, Alexandre Britto, por alguém de sua confiança. Ligado ao deputado Osmar Terra (PMDB), Britto provocou a ira dos petistas ao fazer campanha para José Serra (PSDB). O deputado estadual Alexandre Postal (PMDB) defende que Mendes não seja o único a dar as cartas:
– A direção do PMDB deve tomar a frente das negociações para evitar a personalização que ocorreu no governo Yeda Crusius. Eram as pessoas que estavam no governo e não o partido.
Mendes tenta minimizar as críticas dos correligionários:
– Não quero abrir uma disputa por cargos, mas tenho, sim, manifestado o interesse por espaços.
Com trânsito na Vice-Presidência da República, o gaúcho sugeriu a Michel Temer (que esteve em Porto Alegre na sexta-feira e foi homenageado pelo presidente da Assembleia, Giovani Cherini) a criação de uma delegacia do Ministério do Turismo no Estado. Com a autarquia, seria possível abrigar outros aliados. Dominado pelo PMDB na esfera federal, o setor elétrico é outra seara desejada por Mendes. O parlamentar, entretanto, contemporiza o interesse pela presidência da CGTEE, incumbida ao petista Sereno Chaise.
Na terça-feira, Mendes desembarca em Brasília para rodar pela Esplanada em busca de aval para suas indicações.
– Mendes tem legitimidade para pedir o que quiser. Afinal, colocou a cara para bater durante a eleição – afirma um cardeal petista.

Medidas emergenciais para seca no RS

22 de janeiro de 2011 0

O governo federal deve anunciar na próxima semana novas medidas emergenciais para amenizar as perdas dos 13 municípios atingidos pela estiagem no Estado.  O ministério do Desenvolvimento Agrário discute com a Conab e o Incra a liberação de grãos dos estoques públicos para ração animal. O objetivo é alimentar os animais dos quase 8 mil pequenos produtores atingidos pela seca na região da Campanha.

Nesta semana, representantes das cidades que decretaram situação de emergência estiveram em Brasília para pedir ajuda. Voltaram para casa com a prorrogação, em 180 dias, das dívidas agrícolas que venciam de janeiro a março e a promessa de incluir no orçamento do MDA R$ 9 milhões para pagar 28 máquinas que estão paradas na região. Os equipamentos deveriam estar sendo utilizados na abertura de estradas e açudes.

Além disso, os prefeitos também receberam autorização para incluir mais moradores no Bolsa-Família, doação de cestas básicas e recursos para a construção de cisternas. Os prejuízos no Rio Grande do Sul dos efeitos do fenômeno La Niña chegam a R$ 140 milhões.

Municípios em situação de emergência no RS: Candiota, Pedras Altas, Herval, Hulha Negra, Cerrito, Santana do Livramento, Lavras do Sul, Pedro Osório, Bagé, Pinheiro Machado, Piratini, Aceguá e Dom Pedrito.


Gerdau cobra da Câmara reforma tributária

18 de janeiro de 2011 3

Após aglutinar em torno de sua candidatura à presidência da Câmara tanto a base aliada quanto a oposição, o deputado Marco Maia (PT) fez um movimento nesta terça-feira para garantir o apoio do setor produtivo. Aproveitando a passagem do empresário gaúcho Jorge Gerdau por Brasília, o petista prometeu destravar no Congresso a discussão de uma das principais reivindicações do empresariado: a reforma tributária.
Acomodado nas poltronas de couro da presidência da Casa, Gerdau cobrou que o parlamento se empenhe para aprovar a mudança nas regras tributárias. Segundo o empresário, a alteração é vital para tornar o país competitivo no cenário internacional.
– A reforma pode ser pontual, começando, por exemplo, pela desoneração da folha de pagamentos – ponderou Gerdau.
Escudado pelos deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), Rocha Lores (PMDB-PR) e Mendes Ribeiro (PMDB), Maia garantiu ao empresário que, se eleito, irá se esforçar para criar um ambiente favorável ao debate da polêmica reforma.



Relatório aponta falhas nas rodovias concedidas

17 de janeiro de 2011 0


Por Fabiano Costa
Após seis meses avaliando as rodovias devolvidas pela ex-governadora Yeda Crusius, o Planalto concluiu que os 1,6 mil quilômetros sob concessão apresentam qualidade inferior à contratada.
Encomendado pelo Ministério dos Transportes para subsidiar as discussões sobre o retorno das rodovias para a União, o estudo radiografou a situação de todos os trechos da malha concedida.
Ao final da auditoria, a comissão constatou que a qualidade do pavimento dos 672 quilômetros de rodovias estaduais e 983 quilômetros de estradas federais que cobrem seis dos sete polos (o sétimo é formado apenas por estradas estaduais e, por isso, não está no pacote devolvido à União) está abaixo da exigida no contrato assinado entre o Estado e as concessionárias. Apesar do diagnóstico, os técnicos não identificaram nenhum ponto com “risco generalizado” de acidente por conta da má conservação.
Na hora de avaliar o eventual passivo cobrado pelas administradoras, o grupo preferiu se abster de fazer o cálculo. Segundo um dos integrantes da comissão, se a União retomar as estradas, técnicos da Fazenda serão convocados a avaliar se existe a dívida e qual seria seu valor.
O estudo será entregue até o final do mês para o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para que o Planalto volte a discutir a denúncia dos convênios com o governo gaúcho. No documento, no entanto, não há recomendação em torno da viabilidade da retomada das rodovias.
– A decisão final será político-administrativa. O relatório não discutiu sobre a legalidade do que foi feito pela ex-governadora. O objetivo sempre foi atualizar quem irá assumir as estradas sobre as reais condições da malha – explica um interlocutor do Planalto.


Dilma passa o fim de semana no RS

13 de janeiro de 2011 0

A presidente Dilma Rousseff deve desembarcar em Porto Alegre por volta de 20h. Como a passagem pelo Rio Grande do Sul é apenas para descansar, a viagem não consta na agenda oficial da presidente. Dilma deve ficar com a família até domingo e depois volta para Brasília.

Dilma vistoria estragos da chuva no Rio

13 de janeiro de 2011 0

Encastelada no Planalto desde que assumiu a Presidência, Dilma Rousseff fez na tarde desta quinta-feira sua primeira aparição pública como chefe de Estado. Após sobrevoar a região atingida pelas chuvas no Rio, a petista e uma comitiva vistoriaram as buscas por sobreviventes em Nova Friburgo, um dos municípios mais castigados pela intempérie.

Acompanhada dos ministros Alexandre Padilha (Saúde), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa), Dilma circulou pelas ruas enlameadas do município fluminense. Ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral, a comitiva presidencial verificou de perto os estragos causados pelas chuvas. Em meio à caminhada pelo centro de Nova Friburgo, a presidente prometeu apoio do governo federal.

- A população pode esperar ações firmes – declarou Dilma.

O Planalto já liberou R$ 780 milhões para os Estados atingidos pela enxurrada. A medida provisória autorizando os recursos foi assinada ontem e publicada em edição extra do Diário Oficial da União.





MP para atingidos por seca e enchentes

12 de janeiro de 2011 0

A presidente Dilma Rousseff assinou uma Medida Provisória de liberação de recursos para as regiões Sul e Nordeste atingidas pela estiagem e para os estados afetados por enchentes. Serão destinados R$ 600 milhões para a Defesa Civil, R$ 100 milhões para ações de prevenção e 80 milhões para a recuperação de estradas.
As enchentes adiantaram a primeira viagem da presidente depois de empossada. Dilma sobrevoa áreas atingidas no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira.

MPF pede abertura da caixa preta dos passaportes

12 de janeiro de 2011 0

Alvejado por conta da distribuição indiscriminada de passaportes diplomáticos, o Itamaraty sofreu pressão do Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira para identificar quem são as pessoas não contempladas pela lei que se beneficiaram do documento especial nos últimos cinco anos. O próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou a recomendação ao governo federal.

A polêmica em torno dos passaportes especiais veio à tona porque, no apagar das luzes do governo anterior, o ex-presidente Lula interveio junto ao Ministério das Relações Exteriores para garantir o documento a dois de seus filhos e um neto. Os três não se enquadram nas exigências previstas pelo Planalto para ter direito ao passaporte.

A recomendação do MPF sugere que as providências sejam concluídas em até 60 dias. “O objetivo é evitar e conter eventuais irregularidades na concessão de passaportes diplomáticos, como tem sido amplamente noticiado pela mídia nos últimos dias”, diz a nota.


Tucanos saem do ninho

07 de janeiro de 2011 0

Durou pouco tempo a trégua da oposição ao governo de Dilma Rousseff. Nesta sexta-feira, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, emitiu nota disparando a conhecida artilharia oposicionista. Os alvos são os primeiros atritos envolvendo o PMDB e a disputa por cargos no segundo escalão. Guerra também critica o que chama de “procura desesperada por exibição” do ex-presidente Lula.
O primeiro embate direto com a oposição deve ser a votação do novo salário mínimo em fevereiro, no início da nova legislatura. 

Dilma cria o "PAC da miséria"

06 de janeiro de 2011 0


Em sua primeira semana à frente do Planalto, a presidente Dilma Rousseff convocou 10 ministros para começar a colocar em prática sua principal promessa de campanha. No encontro com os subordinados na manhã desta quinta-feira (6), a petista ordenou a criação de uma espécie de “PAC da erradicação da miséria”.
Dilma orientou os ministros a elaborarem um modelo de gestão como o do programa que a catapultou à Presidência. Segundo a presidente, as pastas envolvidas na mobilização devem estipular metas claras e condições de monitoramento para extinguir a pobreza extrema até 2014.
De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, o governo trabalha com três diretrizes para a elaboração do programa: inclusão produtiva, ampliação da rede de serviços e aprofundamento dos programas de benefício e transferência de renda, como o Fome Zero e o Bolsa Família.


Iotti

06 de janeiro de 2011 0

Catarinense no Vaticano

06 de janeiro de 2011 0

Por Viviane Cardoso

Um catarinense foi convocado pelo papa Bento XVI para ocupar um alto cargo na Santa Sé. Nascido em Mafra, no Planalto Norte do Estado, dom João Braz de Aviz, atual arcebispo de Brasília, será o novo prefeito da congregação que cuida de mais de um milhão de religiosos fora das muralhas do Vaticano.

O catarinense substituirá o cardeal francês Franc Rodé, que deixou a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica compulsoriamente por ter atingido o limite máximo de idade para o cargo, que é de 75 anos.

O arcebispo de Brasília estudou Filosofia no Brasil, mas completou seus estudos teológicos em Roma, na Itália. Aos 11 anos, dom João foi para o Convento de Assis, no interior de São Paulo.

Ordenado padre da diocese de Apucarana, no Paraná, foi reitor do Seminário Maior de Apucarana e de Londrina e professor de teologia. Também atuou como bispo auxiliar da arquidiocese de Vitória, no Espírito Santo, e titular de Ponta Grossa, no Paraná, antes de ser nomeado arcebispo em Maringá. Em 2004, assumiu o comando da arquidiocese de Brasília.

Aos 63 anos, dom João Braz de Aviz diz ser um apreciador de caminhadas e de leitura, em especial dos documentos da Igreja. Quando não está viajando para visitar as paróquias do Distrito Federal, o arcebispo de Brasília gosta de percorrer o país de carro.

– Sou um fã do volante – revela.

O embarque do religioso catarinense para Roma está em tramitação e deverá ocorrer em fevereiro.

Suplentes gaúchos podem custar até R$ 321 mil

06 de janeiro de 2011 0

Por Rodrigo Orengo

Mesmo com os carpetes verdes da Câmara desertos até fevereiro por conta das férias legislativas, 45 suplentes de todo o país foram convocados para exercer um mandato-tampão ao custo de R$ 5 milhões. Deste total, três são do Rio Grande do Sul, uma vez que ocupam as vagas de titulares convocados para as equipes da presidente Dilma Rousseff e do governador Tarso Genro. Em verbas e salários, os suplentes podem custar até R$ 321 mil.

Suplente do PT, Daniel Fontana assumiu a vaga de Maria do Rosário, convocada por Dilma para comandar a Secretaria de Direitos Humanos. O petebista Edir de Oliveira, ocupou o gabinete de Luiz Carlos Busato (PTB), que pediu licença para assumir a Secretaria estadual de Obras. Já Vicente Selistre tomou o assento do correligionário Beto Albuquerque (PSB), secretário de Infraestrutura de Tarso.
Os novos parlamentares admitem que pretendem receber normalmente o salário de R$ 16,5 mil, apesar do recesso. O trio, contudo, prometeu evitar recorrer à verba de gabinete, que pode chegar a R$ 30,6 mil. Além deste benefício, cada parlamentar tem direito a contratar até 25 assessores, ao custo máximo de R$ 60 mil. No total, um deputado federal gaúcho pode custar até R$ 107 mil por mês.
Fontana admite que irá contratar entre seis e sete funcionários. Os demais colegas garantem que continuarão com a mesma estrutura dos antecessores.
– Vou receber um gabinete vazio e terei de nomear algumas pessoas para fazer um mínimo de trabalho – explicou o petista.
Com o Congresso às moscas, os novos integrantes da bancada gaúcha pretendem recorrer ao mesmo expediente para justificar a atuação relâmpago no parlamento: percorrer a Esplanada para tentar garantir recursos para seus redutos eleitorais. Selistre, no entanto, ainda tem esperança de protocolar projetos de lei ao longo das quatro semanas de mandato.
Segundo o secretário-geral da mesa diretora da Câmara, Mozart Vianna, a pretensão de emplacar uma proposta durante o recesso é “quase impossível”. Vianna explica que a comissão de parlamentares que atua ao longo das férias não tem obrigação de realizar reuniões.
– Não viemos aqui para brincar. Vamos pegar esse restinho de galinha e fazer um sopão – afirmou Selistre.
Mesmo com os carpetes verdes da Câmara desertos até fevereiro por conta das férias legislativas, 45 suplentes de todo o país foram convocados para exercer um mandato-tampão ao custo de R$ 5 milhões. Deste total, três são do Rio Grande do Sul, uma vez que ocupam as vagas de titulares convocados para as equipes da presidente Dilma Rousseff e do governador Tarso Genro. Em verbas e salários, os suplentes podem custar até R$ 321 mil.
Suplente do PT, Daniel Fontana assumiu a vaga de Maria do Rosário, convocada por Dilma para comandar a Secretaria de Direitos Humanos. O petebista Edir de Oliveira, ocupou o gabinete de Luiz Carlos Busato (PTB), que pediu licença para assumir a Secretaria estadual de Obras. Já Vicente Selistre tomou o assento do correligionário Beto Albuquerque (PSB), secretário de Infraestrutura de Tarso.
Os novos parlamentares admitem que pretendem receber normalmente o salário de R$ 16,5 mil, apesar do recesso. O trio, contudo, prometeu evitar recorrer à verba de gabinete, que pode chegar a R$ 30,6 mil. Além deste benefício, cada parlamentar tem direito a contratar até 25 assessores, ao custo máximo de R$ 60 mil. No total, um deputado federal gaúcho pode custar até R$ 107 mil por mês.
Fontana admite que irá contratar entre seis e sete funcionários. Os demais colegas garantem que continuarão com a mesma estrutura dos antecessores.
– Vou receber um gabinete vazio e terei de nomear algumas pessoas para fazer um mínimo de trabalho – explicou o petista.
Com o Congresso às moscas, os novos integrantes da bancada gaúcha pretendem recorrer ao mesmo expediente para justificar a atuação relâmpago no parlamento: percorrer a Esplanada para tentar garantir recursos para seus redutos eleitorais. Selistre, no entanto, ainda tem esperança de protocolar projetos de lei ao longo das quatro semanas de mandato.
Segundo o secretário-geral da mesa diretora da Câmara, Mozart Vianna, a pretensão de emplacar uma proposta durante o recesso é “quase impossível”. Vianna explica que a comissão de parlamentares que atua ao longo das férias não tem obrigação de realizar reuniões.
– Não viemos aqui para brincar. Vamos pegar esse restinho de galinha e fazer um sopão – afirmou Selistre.

Zé Dassilva

04 de janeiro de 2011 0