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Suspensão de licitações pelos Transportes paralisa obras em cinco BRs gaúchas

06 de julho de 2011 0

Por Fabiano Costa e Fábio Schaffner

Enfraquecido e acuado pela descoberta de um suposto esquema de corrupção na antessala de seu gabinete, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, mandou suspender na terça-feira, por 30 dias, todas as licitações de projetos, obras e serviços sob sua responsabilidade.
A decisão, considerada preventiva pelo ministério, engessa pelo menos sete contratos no Estado, que somam R$ 68 milhões.
O projeto da nova ponte do Guaíba, que ainda não foi contratado, está fora da lista. Contudo, o edital de licitação, previsto para ser lançado até o final do mês, deverá ser adiado. Entre os procedimentos que entram em compasso de espera no Rio Grande do Sul estão trechos de cinco BRs: 480, 116, 386, 158 e 392.
Na duplicação da BR-392 (Pelotas-Rio Grande), por exemplo, obra orçada em R$ 430 milhões, o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) estuda reduzir parte das 23 pontes, viadutos e passagens de nível previstos.
Nas obras em fase de conclusão, como a duplicação do trecho gaúcho da BR-101, o Dnit promete finalizar os trabalhos como planejado.
Já a licitação para duplicar a BR-116 entre Guaíba e Pelotas, questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), corre o risco de ser anulada. Em junho, a Corte havia liberado o Dnit a dar continuidade à concorrência, mas exigiu ajustes nos preços e serviços.
Em audiência com dirigentes do órgão há 12 dias, Dilma cobrou dos subordinados explicações para a obra estar orçada em cerca de R$ 1 bilhão. Na ocasião, a presidente mandou o Dnit detalhar os custos.



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