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Petista do Dnit vai pedir demissão do governo nesta tarde

22 de julho de 2011 0

Por Fabiano Costa

Acossado por suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção operado no Ministério dos Transportes, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Hideraldo Caron, vai entregar nesta tarde seu pedido de demissão. O dirigente da autarquia, filiado ao PT gaúcho, entregará a carta pessoalmente para o ministro Paulo Sérgio Passos.
Há dois dias, interlocutores da presidente Dilma Rousseff o pressionam a deixar o governo, depois que dirigentes do PR passaram a exigir nos bastidores a demissão de Hideraldo. O grupo ligado ao deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) e ao ex-ministro Alfredo Nascimento reclamava que não poderia haver dois pesos e duas medidas, na medida em que somente integrantes do PR haviam sido afastados do ministério após a eclosão das denúncias de corrupção.
Ontem, Dilma vetou a participação de Hideraldo, único petista na direção do Dnit, em uma reunião sobre o PAC no Palácio do Planalto. A medida foi interpretada como uma senha para que ele deixasse o cargo que ocupa desde 2004.
Na avaliação do petista, há um desejo do Planalto de fazer uma faxina completa no ministério.
- Temos de deixar o caminho livre para a reformulação necessária nos Transportes – afirmou Hideraldo.
Apesar das denúncias, o diretor garante que sai de cabeça erguida do governo. Segundo ele, ao longo dos sete anos em em que esteve à frente da diretoria de Infraestrutura Rodoviária, acompanhou a retomada dos investimentos no setor.
- Avançamos na infraestrutura nacional, basta ver resultados do PAC. O Dnit, especialmente, é área com maior desempenho no programa federal, muito na frente das outras pastas da Esplanada – analisou.
Reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que, mesmo com dois pareceres contrários da Advocacia-Geral da União (AGU), Hideraldo teria orientado a aprovação de um contrato com R$ 30 milhões com a prefeitura de Canoas, na Região Metropolitana, comandada pelo também petista Jairo Jorge. O dinheiro foi destinado para construção de casas, e não para melhorias em estradas.

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