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Chantagem tenta acuar o Planalto

14 de agosto de 2011 1

Por Fabiano Costa

Sem um minuto de sossego desde que teve de demitir o todo-poderoso chefe da Casa Civil Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff viu na última semana a crise com a base parlamentar alcançar o ápice da tensão política. Coléricos com a operação da PF que desbaratou um esquema de corrupção no Ministério do Turismo e com o represamento de verbas e nomeações, PMDB, PP, PR, PSC e PTB se uniram à oposição para paralisar as votações no Congresso.
– Pela primeira vez neste governo, se chegou a um grande acordo político. A base não quer votar nada e nem a oposição – ironizou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT).
A desforra aliada não deve se limitar a suspensão das votações. Caciques do PMDB ameaçam o governo com a votação da PEC 300, que cria um piso salarial para policiais e bombeiros, e da Emenda 29. Se aprovados, os dois projetos podem sangrar em cerca de R$ 60 bilhões os cofres da União.
O descontentamento da base animou a oposição a propor uma CPI mista entre deputados e senadores para investigar o governo. Mesmo cientes de sua inferioridade numérica, os oposicionistas apostam no “ambiente fértil para traições” para arrecadar as 171 assinaturas necessárias.
– Se o Planalto esticar muito a corda, alguns colegas podem se entusiasmar em apoiar a CPI – adverte um interlocutor do líder do PMDB Henrique Eduardo Alves (RN).


Comentários (1)

  • Roger A. diz: 16 de agosto de 2011

    Vamos analisar a natureza e o DNA do PMDB.
    O partido se move nas sombras, sempre oculto, a espreita, esperando a definição das coisas. Procura sempre farejar quem poderá ser eleito para presidência, aí faz “aliança”, não interessa o ideário do vencedor. Funciona sempre como coajuvante, como o parasita a espera da fonte para ser sugada. Nunca é protagonista. Nos últimos 25 anos, nunca se expôs e botou a cara para bater. Sempre se acovardou, nunca teve a coragem de ir para luta e se apresentar com o “SEU” candidato à presidência. A sua natureza não são os ideais e o bem do Brasil e sim o poder, os ministérios e os cargos a tirar proveito. O seu DNA é nunca perder, estar sempre no poder e se fortificar como parasita dos vencedores. A sua arma nunca é o metal aço da espada inquebrantavel e sim o metal mercúrio que se molda a tudo e não tem forma.
    Para o PMDB estar fora do poder é o supremo caos.
    Deveriam ter a espinha dorsal erecta e ir para luta, para vencer ou perder.

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