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Ministro diz que pagou por viagens

23 de agosto de 2011 0

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou ontem, em nota, que utilizou aeronaves de “várias empresas” no ano passado, mas que não se lembra os “prefixos e tipos, ou proprietários dos aviões”. Bernardo disse que o uso das aeronaves privadas foi na campanha, “nos fins de semana, feriados e férias”, e que o serviço foi pago. Na época, ele era ministro do Planejamento do governo Lula.
“Além de totalmente inverídicas, são de grande irresponsabilidade as ilações que tentam fazer sobre meu comportamento como ministro de Estado e o uso de aeronaves particulares. Esclareço que jamais solicitei ou me foi oferecido qualquer meio de transporte privado em troca de vantagem na administração pública federal”, diz a nota do ministro.
Sobre o uso dos jatinhos durante a campanha eleitoral, ele escreve: “Em 2010, quando era ministro do Planejamento, participei, nos fins de semana, feriados e férias, da campanha eleitoral do meu Estado, Paraná. Para isso, utilizávamos aviões fretados pela campanha, o que incluiu aeronaves de várias empresas, que receberam pagamento pelo serviço. Não tenho, porém, condições de lembrar e especificar prefixos e tipos, ou proprietários dos aviões nas quais voei no período.”
Segundo a revista Época, Bernardo teria usado um turboélice de uma empresa que recebe dinheiro do governo federal e tem obras no Paraná, Estado do ministro. Segundo o Código de Conduta da Alta Administração Federal, “nenhuma autoridade pode receber transporte [...] ou qualquer outro favor de fonte privada”.A Sanches Tripoloni faz obras públicas no Paraná e no Mato Grosso com recursos federais.
Em julho, reportagem publicada pela Folha revelou que a consultora Teresinha Nerone, amiga de Bernardo e Gleisi, trabalhou para convencer o Ministério dos Transportes a reajustar os valores de uma obra tocada pela Sanches Tripoloni, a construção do anel viário de Maringá (PR).

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