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Proposta pelo PT, regulação da mídia sofre rejeição de aliados

06 de setembro de 2011 2

A decisão do PT em retomar debates sobre um marco regulatório para a mídia, aprovada em congresso do partido realizado no fim de semana, sofreu ataques da oposição e foi rejeitada até por aliados do Planalto. Enquanto adversários do governo Dilma Rousseff avaliaram iniciativa como tentativa de censura, apoiadores consideraram que este debate está “fora de questão”.
Do PR, partido que perdeu o controle do Ministério dos Transportes depois de denúncias veiculadas na mídia e que acabou deixando formalmente a base de Dilma, o líder partidário na Câmara, Lincoln Portela (MG), assinala que a sigla “nunca foi a favor da mordaça na imprensa”.
Já o líder do PSB no Senado, Antonio Carlos Valadares (SE), disse que o tema não faz parte da agenda nacional do seu partido. Para Valadares, a liberdade de imprensa “é direito constitucional” e, por isso, “intocável”.
– Hoje existe uma lei de imprensa vigente e rígida quanto aos abusos praticados por veículos de comunicação ou jornalistas. Se alguém se sentir prejudicado basta acioná-la. Esse é um assunto do PT, não do PSB – ressaltou Valadares, dissociando seu partido do debate proposto por petistas.
Ex-candidato à Presidência, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu ponderação ao analisar o texto aprovado pelo PT. Ele frisou, porém, dois pontos que, em sua opinião, devem ser modificados com urgência.
O primeiro, diz respeito a políticos serem donos de rádios, jornais ou emissoras de TV:
– Sou radicalmente contra político ter qualquer veículo de comunicação.
Entretanto, Cristovam julga que essa questão deve ser tratada no âmbito da reforma política e não em um marco regulatório para a mídia.
Oposição associa “faxina” à proposta de regulação
O presidente do DEM e senador José Agripino Maia (RN) disse que a moção do PT é “uma resposta do partido à faxina prometida pela presidente Dilma Rousseff e que não aconteceu”. Ele acrescentou que, diante dessa atitude da presidente, os petistas tentam agora “silenciar a imprensa pela censura”.
Dilma também quer distância da proposta petista de controlar a mídia. Nos bastidores do Planalto, a presidente, além de repudiar por princípio, teme que as propostas que emergiram do congresso do PT minem o apoio conquistado na classe média.
– É importante separar a posição do partido da posição do governo – disse ontem o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Comentários (2)

  • Gualberto Cesar dos Santos diz: 6 de setembro de 2011

    Os meios da internet voltados a esclarecimento e formação da opinião pública, também é dominado pelo capital mercadoria, em qualquer parte do mundo. Ninguém escapa. É influente o capital, mercadoria, que paga a produção e veiculação mídias impressas, audíveis e áudio-visual. Os prejuízos dos desastres soro pirotécnicos, no mundo, são repatriados aos emergentes. Todos os clientes ativos dos bancos comerciais no planeta, pagam os custos dos serviços das operações de crédito, as quais se submetem quando tomam o dinheiro mercadoria nas suas necessidades, levadas pelo artificialismo do consumismo. E nos spread, bem mais altos aqui no Brasil, estão embutidos tudo, inclusive a ganância. Enquanto for assim, cada país que se cuide, com a influência da mídia na vida das pessoas, em todas as áreas das atividades humanas. Seja de forma subliminar, oculta ou aparente. A ação da mídia de plantão renega a pessoalidade e contempla o corporativismo. A mídia é sempre corporativa, via caldeirão do marketing. Que se tome cuidado com a mídia bancada pelo capital mercadoria. Ele é frio e calculista. De vez em quando faz uma média em favor do ecossistema, somente à inglês ver.

  • Gualberto Cesar dos Santos diz: 10 de setembro de 2011

    Como tantos outros eloqüentes, discursos, mas superficial e carente de questões de fundo que se deseja para o Brasil, como outros países têm. Miro estaria fazendo média com alguém, ou esqueceu-se de uma análise mais densa e profunda, que possa se sustentar com brilho, diante de quaisquer platéias, e não somente aos fins a que se destina agradar.

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