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Demora faz PSD temer deserções

26 de setembro de 2011 0

Amanhã será um dia chave na contagem regressiva dos políticos que tentam criar a 28ª legenda no país, o Partido Social Democrático (PSD). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a se reunir para analisar o pedido de registro da agremiação – um julgamento decisivo para a sobrevivência da sigla liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ex-DEM.
A Corte iniciou o julgamento na quinta-feira passada, mas um pedido de vista suspendeu a apreciação. O problema é que os líderes correm para ter o partido legalizado até o dia 7 de outubro. É a data limite para que a nova legenda possa participar das eleições municipais de 2012. Se não conseguir lançar seus candidatos, a sigla idealizada por Kassab corre o risco de se esvaziar e morrer antes de atuar em uma campanha sequer.
A possibilidade de um novo adiamento no TSE tem provocado instabilidade na base do partido. Prefeitos e vereadores que concorrem à reeleição e que precisam se filiar à nova agremiação até o dia 7 pressionam os líderes da legenda.
Um dos dois senadores do PSD, Sérgio Petecão (AC) definiu o trabalho de acalmar os aliados como de “apagar incêndio”. Oposição ao governo do PT no Acre, ele conseguiu a adesão de três deputados estaduais e diversos vereadores, mas a insegurança sobre 2012 pode provocar baixas.
– Estamos numa ansiedade grande. Estou apagando incêndio, tentando acalmar todo mundo – diz Petecão.
O deputado federal Júlio César, que está deixando o DEM para comandar o PSD no Piauí, confirma a apreensão dos prefeitos e vereadores:
– Eles procuram a gente toda hora.
Segundo Júlio César, 18 prefeitos e 200 vereadores do Piauí estão a caminho do PSD, mas continuam em seus partidos como “plano B”. O deputado federal José Carlos Araújo (BA), eleito pelo PDT, faz relato semelhante:
– Tem um bocado de prefeito e vereador preocupado. Os mais ligados a nós vão esperar até o fim do mês, mas tem gente apreensiva.
No DEM, sigla que mais sofreu com a criação do PSD, a aposta é que a nova legenda está fora das próximas eleições. No partido, já se discute o que fazer com quem anunciou a saída e precisar recuar. O presidente do DEM, José Agripino (RN), avisa que a análise será feita caso a caso:
– O problema é dos que saíram, não nosso.

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