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Para se segurar no posto, Lupi pedirá investigação

07 de novembro de 2011 1

Por Fabiano Costa

Acossado por um suposto esquema de cobrança de propina na antessala de seu gabinete, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, irá pedir hoje que o Ministério Público Federal (MPF) investigue as suspeitas.
No sábado, quando vieram à tona as denúncias, Lupi tentou demonstrar agilidade afastando o assessor suspeito de envolvimento na fraude e procurando interlocutores da presidente Dilma Rousseff para prestar esclarecimentos.
Horas após a revista Veja revelar que integrantes do ministério exigiriam comissão entre 5% e 15% do valor de convênios para liberar repasses a ONGs, Lupi procurou a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para relatar suas primeiras providências. Ele também ligou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, solicitando que a Polícia Federal (PF) começasse a apurar as denúncias já nesta segunda-feira.
No mesmo dia, Lupi demitiu o coordenador de Qualificação da pasta, Anderson Alexandre dos Santos. Segundo a revista, dirigentes de duas entidades – a Oxigênio (RJ) e o Instituto Êpa (RN) – teriam apontado Santos como um dos operadores do esquema. Também teriam participado da fraude o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) e o ex-chefe de gabinete do ministro Marcelo Panella, tesoureiro do PDT e homem da confiança de Lupi.
Atualizada por assessores sobre as denúncias, Dilma ligou da França, onde havia participado na última semana de encontro do G20, para o ministro do Trabalho. Conforme Lupi, o rápido diálogo com a presidente teria sido “muito bom”.
– Ela (Dilma) acha que estou fazendo o que é correto. Não tenho nenhuma dúvida da confiança da presidente no meu trabalho – relatou Lupi, evitando dar maiores detalhes sobre o teor da conversa.
Assessores palacianos, no entanto, afirmam que Dilma teria cobrado explicações do subordinado.
– Dilma não liga para ninguém para reforçar confiança. Quando ela telefona, é para dar uma carraspana – contam.
Mesmo se dizendo seguro de que não ocorreram irregularidades em sua pasta, Lupi vai procurar hoje o MPF para solicitar que os procuradores da República acompanhem o caso.
– Se alguém em algum momento agiu com incorreção, ele que pague pelo seu erro – enfatizou.
As suspeitas contra a cúpula do Trabalho também repercutiram no Congresso. Líder da bancada do PSDB na Câmara, o deputado Duarte Nogueira (SP) defendeu ontem o afastamento de Lupi do governo. Segundo trabalhistas, já se ouvem vozes dentro do PDT pedindo a saída de Lupi da Esplanada. Cinco parlamentares do partido optaram em pedir que o MPF instaure inquérito para apurar o caso.
– Queremos ir fundo na investigação. Vamos mostrar que o partido não compactua com fraudes – disse o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).


Comentários (1)

  • Caio diz: 9 de novembro de 2011

    É até legal ver isso, que pode exisitir verdadeira fiscalização para o DF, uma bela dica é a de se buscar apoiar investimentos positivos como a quadra 500 do DF para que a população também seja agraciada, vamos apoiar e buscar desenvolvimento para o DF.

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