Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Empresário ataca, Lupi se contradiz

18 de novembro de 2011 0

Por Fabiano Costa

Pivô da série de contradições que ameaça engrossar a galeria de ex-ministros do governo Dilma Rousseff, o empresário Adair Meira revelou ontem a Zero Hora que a assinatura de convênios com o Ministério do Trabalho foi intermediada por um dirigente pedetista e assessor do ministro Carlos Lupi que se candidataria a deputado distrital.
– Minha relação não é com o ministro, mas com o Ezequiel Nascimento (ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego do ministério) – disse.
Ex-presidente do PDT no Distrito Federal, Ezequiel teria pedido a Meira que providenciasse um avião maior para a polêmica viagem de Lupi ao Maranhão em 2009. Gaúcho de Caçapava do Sul e dono de uma rede de entidades beneficiada por convênios de quase R$ 14 milhões com a pasta, Meira afirma que forçou o ministro a mudar o discurso para não ser tachado de corrupto – ontem, no Senado, Lupi recuou (veja reportagem na página ao lado).
– Até aceito ele dizer que não me conhece, mas não pode falar que desconhece a minha entidade. É a mesma coisa que alguém dizer que não conhece o presidente do Inter. É aceitável. Mas não pode dizer que não conhece o Inter como instituição – comparou Meira, torcedor colorado.
Focada na formação profissional de jovens e adolescentes em situação de risco, a Fundação Pró-Cerrado teve oito convênios assinados desde 2008 com o ministério. Segundo reportagem da revista Veja, um pente-fino da Controladoria-Geral da União (CGU) teria encontrado irregularidades “de todos os feitios” na Pró-Cerrado e na Renapsi, uma rede de 61 ONGs sob o controle de Meira.
Meira, que ontem procurou a Controladoria-Geral da União (CGU) para tentar esclarecer os apontamentos de supostas irregularidades, assegura que não há nenhum problema na prestação de contas.
Aos 49 anos e pai de oito filhos, Meira migrou há três décadas para Goiás para atuar em movimentos estudantis e religiosos. Abriu uma agência de publicidade e, nos anos 90, passou a atuar no terceiro setor. Atualmente, divide o tempo entre a gestão das ONGs e suas atividades empresariais. Suas áreas de atuação se estendem pelos setores de transportes, agropecuário e de produção de florestas.



Envie seu Comentário