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Posts de novembro 2011

Bancada gaúcha conclui emendas para orçamento de 2012

23 de novembro de 2011 0

Por Kelly Matos

A bancada gaúcha concluiu nesta quarta-feira a escolha das emendas que serão contempladas no Orçamento de 2012. Os recursos atenderão demandas diversas como recursos para hospitais, parques tecnológicos e rotas turísticas. Uma fatia considerável deve ficar com a área de infraestrutura, principalmente obras em rodovias importantes para o Estado. Um exemplo é a BR-392, que liga a região das missões à região central. Outra parte considerável será destinada ao programa de rastreabilidade do rebanho bovino, estimado em R$ 80 milhões (serão R$ 20 milhões por ano). As obras de mobilidade urbana na região da Arena do Grêmio, na capital, também foram incluídas. O coordenador da bancada, deputado Paulo Pimenta (PT), lembra que foram encaminhadas aos parlamentares 102 solicitações, mas após algumas rodadas de negociações foi possível chegar às 20 emendas prioritárias:
- Depois de muitos anos, conseguimos chegar a um consenso sem precisar de votação. Foi tudo na base da conversa – comemora o petista.
Durante os últimos dias, o secretário do Planejamento, João Motta, esteve em Brasília para acompanhar de perto as negociações e garantir a aprovação de emendas estratégicas para o Piratini. Técnicos de pastas interessadas nos recursos, como a Secretaria do Turismo e da Agricultura, também desembarcaram em Brasília para interceder junto aos parlamentares. A bancada gaúcha voltará a se reunir em dezembro para definir os valores exatos de cada emenda.



Diários de Brasília - Com apoio do PDT, Carlos Lupi deve ser mantido até a reforma ministerial

23 de novembro de 2011 0

Previdência Pública: Dilma pretende desarmar bomba

21 de novembro de 2011 3

Por Fábio Schaffner

O Palácio do Planalto não pretende mais pagar aposentadoria integral aos servidores federais. As novas regras dariam ao funcionalismo público o mesmo tratamento dos trabalhadores da iniciativa privada, cujo benefício máximo é de R$ 3.691,74. A mudança só atingirá os servidores nomeados após a criação de um fundo e cujos salários forem superiores ao teto do INSS. O projeto que institui a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) tramita em regime de urgência na Câmara e o governo quer aprová-lo até o fim do ano.
O Planalto justifica a pressa apresentando um déficit crescente na previdência pública. Em 2010, o rombo foi de R$ 51 bilhões – equivalente ao orçamento do Ministério da Educação. Estudos mostram que o atual sistema gera um rombo que cresce 10% ao ano. Para 2011, o prejuízo estimado é de R$ 56 bilhões. Como nos próximos quatro anos 444 mil servidores (40% dos 1,1 milhão na ativa) terão possibilidade de se aposentar, o governo pretende repor essa mão de obra no funcionalismo já sob novas regras.
– Não há mais sustentação para o modelo atual, pelo qual o trabalhador da ativa financia quem está aposentado. O déficit é explosivo – justifica o secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz.
Em suma, a nova legislação cria um fundo semelhante ao que já existe para os funcionários do Banco Brasil e da Petrobras. A adesão será voluntária, mas o governo pretende criar mecanismos para estimular a vinculação ao Funpresp. A primeira medida será desonerar a contribuição previdenciária.
– Quem já é servidor e tem um salário de R$ 10 mil, ao migrar de sistema terá uma economia mensal de R$ 600. Esse dinheiro ele poderá depositar no Funpresp – salienta Mariz.
Os atuais servidores, contudo, continuam tendo a garantia do benefício integral na aposentadoria, direito ao qual eles abririam mão ao aderir ao fundo complementar.
Um levantamento aponta que 470 mil servidores federais do Executivo, Legislativo e Judiciário têm salário superior ao teto do INSS. Esse contingente faria do Funpresp hoje o maior fundo de pensão da América Latina. Os recursos amealhados pelo fundo serão aplicados no mercado financeiro. Para garantir a segurança do novo sistema, a Previdência afirma que os mecanismos de fiscalização do governo e do mercado minimizam os riscos, pulverizando os investimentos e evitando a aplicação em ativos de baixo rendimento.
– O risco é muito pequeno, mas sempre haverá. O atual regime também é arriscado. Vai chegar a um ponto em que o governo terá de fazer o mesmo que a Europa, cortando 30% das aposentadorias – alerta Mariz.

Como será a reforma
- O que é a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp)?
É um fundo de pensão que o governo pretende criar para financiar a aposentadoria dos servidores federais que ganham acima do teto de benefício do INSS (R$ 3.691,74).
- Qual o objetivo?
Reduzir o déficit da previdência pública, que fechou 2010 com um rombo de R$ 51 bilhões. Para tanto, a União deixará de pagar a aposentadoria integral dos servidores, limitando o teto ao mesmo patamar dos trabalhadores da iniciativa privada (R$ 3.691,74).
- Quem irá administrar o fundo?
Um conselho deliberativo e fiscal integrado por pessoas indicadas pela Presidência da República, pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Congresso, pelo Ministério Público da União e pelo Tribunal de Contas da União. Outros três integrantes serão eleitos por servidores de Executivo, Judiciário e Legislativo. A gestão dos recursos, contudo, será feita por instituições financeiras.
- Quem será atingido?
Quem ingressar no serviço público federal depois da criação do Funpresp, inclusive membros do Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Tribunal de Contas da União. Os atuais servidores não terão os direitos prejudicados. Ou seja, continuarão se aposentando com benefício integral. Para receber além do teto do INSS, os novos servidores terão de aderir ao Funpresp, fazendo contribuições mensais para esse fundo de pensão.
- O que muda para os atuais servidores públicos?
Nada. Mas eles poderão aderir voluntariamente ao Funpresp.
- Quem aderir ao Funpresp terá duas aposentadorias?
Sim. Uma paga pela União, limitada ao teto do INSS (R$ 3.691,74). O outro benefício será calculado a partir da contribuição mensal que ele fizer ao Funpresp e decorrente do saldo previdenciário acumulado. Simulações da Previdência mostram que, com 35 anos de contribuição, ao se aposentar o servidor poderá receber do Funpresp um benefício no mesmo valor do seu salário.
- Quanto será possível investir?
O servidor pode contribuir com quanto quiser. Para cada R$ 1 que o servidor depositar, a União irá contribuir também com R$ 1. O governo, no entanto, limita sua contrapartida a 7,5% da renda no que exceder o teto do INSS (R$ 3.691,74).
- O servidor público que aderir fará duas contribuições?
Sim, uma de 11% sobre o teto pago pelo INSS (R$ 3.691,74). Atualmente, seria uma contribuição de R$ 406 para o regime próprio dos servidores. A segunda contribuição será para o Funpresp, sem limite de valor. Por exemplo, se ele tiver um salário de R$ 10 mil e decidir contribuir também com 11% ao Funpresp, a União depositará para ele somente R$ 473,12, que é valor equivalente a 7,5% da diferença entre R$ 10 mil e R$ 3.691,74. Além desses valores, o servidor deve ser livre para investir o que quiser, como ocorre no setor privado, mas sem contrapartida do patrocinador do fundo, no caso, o governo.
- Os funcionsários públicos que ganham menos de R$ 3.691,74 poderão aderir ao novo fundo de pensão?
Para estes servidores, o governo continuará garantindo o pagamento da aposentadoria integral. Eles poderão aderir ao Funpresp, mas não terão a contrapartida da União. Neste caso, a previdência complementar funcionará apenas como uma espécie de poupança.
- Servidores da iniciativa privada poderão aderir ao Funpresp?
Não. O fundo é somente para servidores públicos federais.
- Servidores públicos de Estados e municípios poderão aderir ao Funpresp?
Somente se o empregador (o poder público) do funcionário aderir ao Funpresp primeiro. Muitos Estados e municípios brasileiros já estão criando seus próprios fundos de pensão autônomos.

“Olha o estrago que o Lupi provocou”

18 de novembro de 2011 0

Entrevista Adair Meira, dirigente de ONGs e pivô das contradições no Ministério do Trabalho

Por Fabiano Costa

Zero Hora – O ministro Carlos Lupi recuou da declaração da última semana e agora admite que o conhece. O senhor ficou surpreso com a mudança de versão?
Adair Meira – Fui eu que provoquei a mudança no discurso do ministro ao dizer publicamente que ele estava sem memória e equivocado. Não estranhei essa nova versão. Achei mais do que justa.
ZH – Ele o convenceu ao dizer que esqueceu seu nome por falha de memória?
Meira – É uma boa pergunta, mas não tenho como respondê-la. O ministro teve suas razões para dizer que não me conhece.
ZH – Após a denúncia vir à tona, alguém o procurou para tentar convencê-lo a negar que havia viajado com o ministro?
Meira – Não. Até por que jamais mudaria minha versão.
ZH – O senhor mantinha uma relação de amizade com o ministro?
Meira – Não. Minha relação com ele era formal. Não me importo que o ministro diga que não me conhece. Mas não é justo afirmar que desconhece as causas que represento. O questionei porque não dá para ele falar que não conhece a ONG Pró-Cerrado e suas atividades.
ZH – Lupi disse aos senadores que o conheceu no dia do voo para o Maranhão. O senhor nunca havia falado com ele antes?
Meira – Já havia estado em uma ou outra situação com ele, mas a primeira vez que o cumprimentei foi na viagem ao Maranhão.
ZH – O ministro também disse aos parlamentares que o senhor havia ficado ofendido quando ele afirmou que não o conhecia. Ele está correto?
Meira – Em hipótese alguma. O que me incomodou foi a forma como ele disse que não me conhecia. Ele me pintou como um ente que poderia contaminá-lo e comprometê-lo caso ficasse clara uma relação entre as duas partes. Isso eu não poderia aceitar.
ZH – Alguma de suas empresas ou ONGs contratou e pagou o aluguel do avião?
Meira – Sou uma pessoa com amplas relações no setor aéreo. Quando o Ezequiel (Nascimento, secretário de Políticas Públicas de Emprego) me pediu ajuda para alugar um avião, liguei para um empresário amigo meu e falei: “você tem uma aeronave disponível? Então, vai te ligar uma pessoa para combinar roteiros.” Na sequência, Ezequiel ligou para ele. A partir deste momento, só fui procurado pelo ex-secretário quando ele me convidou para ir junto para Grajaú, sua cidade natal.
ZH – Quem pagou pelo avião?
Meira – Não tenho conhecimento. Pretendo procurar o empresário que fretou o avião para perguntar.
ZH – Por que Ezequiel recorreu ao dirigente de uma ONG que estava para fechar convênios com o ministério?
Meira – É do ramo. Brasília tem poucas opções neste setor. Até então meu contato com ele era institucional. O Ezequiel havia me procurado em um fórum para dizer que ia concorrer a deputado distrital. Depois, me recebeu algumas vezes no ministério.
ZH – E por que ele convidou suas ONGs para participarem da licitação?
Meira – Segundo Ezequiel, o ministério precisava de entidades de maior porte e melhor qualidade de entrega. Nossos contratos com a pasta foram por edital público.
ZH – A repercussão do caso comprometeu a credibilidade de suas ONGs?
Meira – Totalmente. Estamos sendo levados para a vala das ONGs que não existem, que não têm endereço, que seus dirigentes sumiram ou que não executam seus programas. Não somos esse tipo de organização. Fomos muito atingidos institucionalmente. Foi por esse motivo que reagi, para dizer que o ministro não pode fazer isso desta forma. Olha o estrago que o Lupi provocou.
ZH – O senhor conversou com o ministro durante a viagem?
Meira – Na aeronave, não. Mas, no evento, sim. Fui apresentado ao ministro em São Luís, ao embarcar no avião.
ZH – O senhor já viajou com algum outro integrante do primeiro escalão do governo Dilma?
Meira – Não. No entanto, faz muitos anos que tenho negócios na área da aviação. Me relaciono o tempo todo com autoridades, políticos e ex-políticos. Tenho uma ampla relação no meio político.

Empresário ataca, Lupi se contradiz

18 de novembro de 2011 0

Por Fabiano Costa

Pivô da série de contradições que ameaça engrossar a galeria de ex-ministros do governo Dilma Rousseff, o empresário Adair Meira revelou ontem a Zero Hora que a assinatura de convênios com o Ministério do Trabalho foi intermediada por um dirigente pedetista e assessor do ministro Carlos Lupi que se candidataria a deputado distrital.
– Minha relação não é com o ministro, mas com o Ezequiel Nascimento (ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego do ministério) – disse.
Ex-presidente do PDT no Distrito Federal, Ezequiel teria pedido a Meira que providenciasse um avião maior para a polêmica viagem de Lupi ao Maranhão em 2009. Gaúcho de Caçapava do Sul e dono de uma rede de entidades beneficiada por convênios de quase R$ 14 milhões com a pasta, Meira afirma que forçou o ministro a mudar o discurso para não ser tachado de corrupto – ontem, no Senado, Lupi recuou (veja reportagem na página ao lado).
– Até aceito ele dizer que não me conhece, mas não pode falar que desconhece a minha entidade. É a mesma coisa que alguém dizer que não conhece o presidente do Inter. É aceitável. Mas não pode dizer que não conhece o Inter como instituição – comparou Meira, torcedor colorado.
Focada na formação profissional de jovens e adolescentes em situação de risco, a Fundação Pró-Cerrado teve oito convênios assinados desde 2008 com o ministério. Segundo reportagem da revista Veja, um pente-fino da Controladoria-Geral da União (CGU) teria encontrado irregularidades “de todos os feitios” na Pró-Cerrado e na Renapsi, uma rede de 61 ONGs sob o controle de Meira.
Meira, que ontem procurou a Controladoria-Geral da União (CGU) para tentar esclarecer os apontamentos de supostas irregularidades, assegura que não há nenhum problema na prestação de contas.
Aos 49 anos e pai de oito filhos, Meira migrou há três décadas para Goiás para atuar em movimentos estudantis e religiosos. Abriu uma agência de publicidade e, nos anos 90, passou a atuar no terceiro setor. Atualmente, divide o tempo entre a gestão das ONGs e suas atividades empresariais. Suas áreas de atuação se estendem pelos setores de transportes, agropecuário e de produção de florestas.



Lula sem barba e careca

16 de novembro de 2011 5

Antecipando-se aos efeitos colaterais da quimioterapia, o ex-presidente Lula raspou a barba e o cabelo nesta quarta-feira. Ele se trata de um câncer na laringue. Clicada pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, a própria ex-primeira-dama Marisa Letícia fez as vezes de "barbeiro" e mudou o característico visual do marido. Lula cultivava a barba, ao estilo líder sindical, desde a década de 1970, quando ainda capitaneava greves no ABC paulista. As imagens foram divulgadas pelo Instituto Lula no final da tarde.



Piratini e Planalto põem fim a impasse das estradas pedagiadas devolvidas à União

10 de novembro de 2011 0

Por Fabiano Costa

Os 1,6 mil quilômetros de estradas pedagiadas que em 2009 colocaram a ex-governadora Yeda Crusius em rota de colisão com o governo Lula passam a ser administrados pela União e pelo Piratini a partir de hoje. O contrato de gestão compartilhada será assinado à tarde pelo governador Tarso Genro no Ministério dos Transportes.
Sem um tutor legal há mais de dois anos, os seis polos de pedágios privatizados não estavam sendo fiscalizados em razão do impasse provocado pela devolução unilateral das estradas ao governo federal. Com o acordo, Planalto e Piratini se comprometem a dividir as responsabilidades até o final dos contratos com as concessionárias, em 2013. Tarso e Dilma já manifestaram desejo de reestruturar o modelo de pedágio gaúcho assim que expirarem as concessões, reavaliando os valores das tarifas e as obrigações da iniciativa privada.
– O modelo atual não serve de exemplo para nada. Só gera insatisfações – criticou o secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque.
Pelo acordo, o governo gaúcho ficará encarregado da fiscalização das rodovias, enquanto a União fará um inventário da malha e analisará se a iniciativa privada está cumprindo os termos dos contratos de concessão. Apesar de uma auditoria do ministério ter apontado que as estradas apresentam qualidade inferior à contratada, as concessionárias alegam que o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos chegará a R$ 1,7 bilhão em 2013.
Segundo o Piratini, Tarso e o ministro dos Transportes, Paulo Passos, irão assinar três documentos hoje. Um deles prorroga o prazo de vigência do convênio de concessão, que se encerraria neste ano, para julho de 2013. O termo aditivo também afirma que a devolução das rodovias, promovida pelo governo anterior, não teria produzido efeitos jurídicos, o que, na prática, mantém a responsabilidade sobre as estradas a cargo do Estado.
Já o segundo documento estabelece regras de gestão conjunta. Por fim, os dois governos determinam a criação de um grupo de trabalho para executar pontos de cooperação técnica. Será atribuição desta equipe conduzir o encerramento dos contratos atuais, os mecanismos de fiscalização, a elaboração de um inventário e a apuração dos eventuais desequilíbrios econômicos cobrados pelas concessionárias.
Entenda o caso
DEZEMBRO DE 2008
- O governo Yeda Crusius tentou prorrogar por mais 15 anos, sem licitação, a concessão de rodovias para empresas em troca de obras.
- Como havia rodovias federais no pacote, a governadora precisava do aval do Planalto, que rejeitou a proposta.
AGOSTO DE 2009
- Contrariada, Yeda transferiu à União o controle de seis dos sete polos concedidos, além de um passivo estimado pelas empresas em R$ 1,7 bilhão.
- O governo federal negou a responsabilidade sobre os 1,6 mil quilômetros de estradas. Mas o governo gaúcho sustentava que o ato jurídico era perfeito.
SETEMBRO DE 2009
- Os trechos envolvidos na polêmica ficaram sem fiscalização. Ao formalizar a devolução dos polos, o Piratini liberou o Daer de vigiar as concessionárias.
DEZEMBRO DE 2010
- O Planalto trocou o discurso e admitiu a possibilidade de receber as rodovias de volta.
NOVEMBRO DE 2011
- A malha concedida entregue à União passa a ser administrada pela União e pelo Piratini a partir de hoje.


Para se segurar no posto, Lupi pedirá investigação

07 de novembro de 2011 1

Por Fabiano Costa

Acossado por um suposto esquema de cobrança de propina na antessala de seu gabinete, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, irá pedir hoje que o Ministério Público Federal (MPF) investigue as suspeitas.
No sábado, quando vieram à tona as denúncias, Lupi tentou demonstrar agilidade afastando o assessor suspeito de envolvimento na fraude e procurando interlocutores da presidente Dilma Rousseff para prestar esclarecimentos.
Horas após a revista Veja revelar que integrantes do ministério exigiriam comissão entre 5% e 15% do valor de convênios para liberar repasses a ONGs, Lupi procurou a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para relatar suas primeiras providências. Ele também ligou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, solicitando que a Polícia Federal (PF) começasse a apurar as denúncias já nesta segunda-feira.
No mesmo dia, Lupi demitiu o coordenador de Qualificação da pasta, Anderson Alexandre dos Santos. Segundo a revista, dirigentes de duas entidades – a Oxigênio (RJ) e o Instituto Êpa (RN) – teriam apontado Santos como um dos operadores do esquema. Também teriam participado da fraude o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) e o ex-chefe de gabinete do ministro Marcelo Panella, tesoureiro do PDT e homem da confiança de Lupi.
Atualizada por assessores sobre as denúncias, Dilma ligou da França, onde havia participado na última semana de encontro do G20, para o ministro do Trabalho. Conforme Lupi, o rápido diálogo com a presidente teria sido “muito bom”.
– Ela (Dilma) acha que estou fazendo o que é correto. Não tenho nenhuma dúvida da confiança da presidente no meu trabalho – relatou Lupi, evitando dar maiores detalhes sobre o teor da conversa.
Assessores palacianos, no entanto, afirmam que Dilma teria cobrado explicações do subordinado.
– Dilma não liga para ninguém para reforçar confiança. Quando ela telefona, é para dar uma carraspana – contam.
Mesmo se dizendo seguro de que não ocorreram irregularidades em sua pasta, Lupi vai procurar hoje o MPF para solicitar que os procuradores da República acompanhem o caso.
– Se alguém em algum momento agiu com incorreção, ele que pague pelo seu erro – enfatizou.
As suspeitas contra a cúpula do Trabalho também repercutiram no Congresso. Líder da bancada do PSDB na Câmara, o deputado Duarte Nogueira (SP) defendeu ontem o afastamento de Lupi do governo. Segundo trabalhistas, já se ouvem vozes dentro do PDT pedindo a saída de Lupi da Esplanada. Cinco parlamentares do partido optaram em pedir que o MPF instaure inquérito para apurar o caso.
– Queremos ir fundo na investigação. Vamos mostrar que o partido não compactua com fraudes – disse o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).


Planalto lamenta morte de cinegrafista em troca de tiros no Rio

06 de novembro de 2011 0

Por Taquira Guerra

Em nota, a Presidência da República lamentou na tarde deste domingo a morte do cinegrafista do Grupo Bandeirante Gelson Domingos em meio a uma operação policial no Rio. Domingos, 46 anos, foi atingido nesta manhã por um disparo na favela de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Na ocasião, cerca de 80 homens do Bope e agentes do Batalhão de Polícia de Choque participavam de uma operação contra o tráfico de drogas.
Domingos usava colete à prova de balas, mas foi atingido por um tiro de fuzil provavelmente disparado por um traficante. Ele chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, no entanto, não resistiu aos ferimentos. A operação deixou outros quatro mortos.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) também lamentou a morte do cinegrafista. A entidade manifestou solidariedade aos familiares, colegas e amigos de Domingos.



Internado no Sírio-Libanês, Mendes despacha com subordinados

06 de novembro de 2011 0

Por Daniela Castro

Internado no hospital Sírio-Libanês desde a última terça-feira, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro filho, despachou ontem com o secretário-executivo da pasta, José Carlos Vaz, e o secretário de Política Agrícola, Caio Rocha. Segundo a assessoria do ministro, ele está bem disposto e aguarda a liberação do hospital para descansar durante uma semana em sua residência em Porto Alegre.
O último boletim divulgado pelo Sírio-Libanês, na sexta-feira, comunicou que ele recebe medicação endovenosa e realiza fisioterapia. Mendes teve rejeição à placa implantada pelos médicos em sua cabeça em uma cirurgia realizada há 22 dias. A placa foi trocada e o ministro passa bem. Ele caminha pelo hospital e se alimenta normalmente.



Mendes deve receber alta do Sírio-Libanês na segunda-feira

05 de novembro de 2011 1

Por Daniela Castro

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, continua internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A expectativa da assessoria do ministro é de que ele receba alta na segunda-feira. O último boletim divulgado pelo hospital, na sexta-feira, comunicou que Mendes recebe medicação por via endovenosa e realiza fisioterapia. Ele tem caminhado pela instituição de saúde e se alimenta normalmente. O ministro foi internado na última terça-feira,devido à rejeição de seu organismo à placa implantada pelos médicos em sua cabeça. Há 21 dias, Mendes se submeteu a uma cirurgia para remover um tumor benigno no cérebro. A placa foi trocada e o ministro passa bem.



Lupi quer que PF investigue denúncias contra o Ministério do Trabalho

05 de novembro de 2011 5

Por Fabiano Costa

Na Esplanada desde 2007, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, rebateu neste sábado as denúncias publicadas na revista Veja que revelaram um suposto esquema de cobrança de propina na pasta. Segundo a reportagem, assessores do ministro cobrariam entre 5% e 15% dos valores de contratos com ONGs para liberar os repasses.
Por telefone, Lupi afirmou ao Grupo RBS que as acusações fazem parte de uma onda de denuncismo contra o governo federal. Mesmo rechaçando as suspeitas, ele afirma que irá pedir que a Polícia Federal apure as denúncias.  A seguir, a síntese da entrevista:
Zero Hora – Há um esquema de cobrança de propina dentro do Ministério do Trabalho?
Carlos Lupi – Não participo de esquemas e ninguém que trabalha comigo tem autorização para fazer isso. Temos de verificar se essas suspeitas são reais, porque há muita briga política. Há muita gente que gostaria de ocupar o meu lugar e pode estar inventando coisas. Pelo que eu soube por meio da revista, não há fatos concretos. É muito leviano a cada semana alguém denunciar sem provas.
ZH – Segundo a revista, parlamentares do PDT teriam levado as denúncias para o Planalto. O senhor foi procurado pelo governo?
Lupi – Isso não é verdade. Para mim, isso é apenas intriga. No entanto, essa denúncia tem de ser investigada com profundidade. Agora, quem vai querer saber quem é quem neste processo sou eu.
ZH – O senhor se considera vítima de uma conspiração política?
Lupi – Não. Isso faz parte da guerra quando estamos em uma função pública. Como ninguém tem condições de falar do governo, na medida em que o país está bem, a oposição vem promovendo uma onda de denuncismo. Por outro lado, considero as denúncias graves e vou pedir a abertura de uma sindicância para apurá-las. Também vou solicitar que a Polícia Federal investigue o caso para sabermos se ocorreram essas irregularidades e descobrirmos quem as cometeu. Tão importante como descobrir os corruptos é identificar os corruptores.
ZH – O senhor pretende afastar os servidores suspeitos?
Lupi – Não sou leviano e não sou um tribunal de inquisição. Dos dois nomes citados pela revista, um deixou o ministério para reassumir seu mandato de deputado federal e o outro é funcionário de quarto escalão. Vou solicitar que ele peça afastamento do cargo até o final das investigações para que possamos ter uma liberdade maior.
ZH – Se ficar comprovado que assessores do seu gabinete cobraram propina de entidades, o senhor colocaria seu cargo à disposição da presidente Dilma?
Lupi – Meu cargo é da presidente, não é preciso eu colocá-lo à disposição. No entanto, até o momento não existe fato algum. É apenas a denúncia de alguém escondido atrás do anonimato. Quero que se investigue a fundo essa denúncia.
ZH – É possível que tenha ocorrido fogo amigo de dentro do PDT?
Lupi – Na política, quando estamos em uma posição de destaque, sempre nos tornamos alvos. Mas eu não temo nada.

Ex-presidente Lula agradece pelo apoio na luta contra câncer

01 de novembro de 2011 0

Conversas do Planalto - Câncer de Lula expõe dependência do PT ao ex-presidente

01 de novembro de 2011 0