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SC leva goleada de Pernambuco

04 de janeiro de 2012 0

Diário Catarinense

Edição de 4 de janeiro de 2012

Por Fabiano Costa
Reduto eleitoral do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, o Estado de Pernambuco recebeu quase 90% do dinheiro gasto pelo governo Dilma nas obras iniciadas e pagas em 2011 para prevenir desastres naturais. Os números obtidos pela ONG Contas Abertas em dados do Tesouro Nacional mostram que, no mesmo período, Santa Catarina concentrou apenas 1% dos gastos autorizados e pagos pela pasta destinados a esse fim.
Bezerra é afilhado político do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O ministro é considerado um potencial candidato à prefeitura do Recife nas eleições de outubro. Mesmo se considerado o pagamento de contas pendentes deixadas pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda assim Pernambuco lidera o ranking. No último ano, o Estado do Nordeste foi contemplado com R$ 34,2 milhões de programas antienchente da Integração. Palco de tragédias climáticas em 2008 e 2011, Santa Catarina recebeu R$ 13,4 milhões para tocar obras de prevenção, e ficou na quarta posição.
Antecessor de Bezerra na Integração, o peemedebista Geddel Vieira Lima também privilegiou seu Estado, a Bahia, nos repasses de verbas. Ao longo dos três anos em que Geddel esteve à frente da pasta, o Estado concentrou 65% do total de verbas encaminhadas para a prevenção de acidentes. Em 2009, um ano antes do peemedebista disputar o governo estadual, o percentual de verbas dirigidas para a Bahia alcançou 90%.
A ONG revela que o governo gastou mais no último ano para responder aos efeitos de desastres do que para preveni-los. Enquanto foram destinados R$ 1 bilhão para atender flagelados e reconstruir cidades arrasadas, somente R$ 155,6 milhões foram investidos em medidas de precaução. Analisando-se as verbas desembolsadas entre 2004 e 2011, conclui-se que a cada R$ 10 gastos com as chuvas, R$ 9 foram usados para remediar e apenas R$ 1 para prevenir.
Em nota, o Ministério da Integração questionou os cálculos da ONG e afirmou que o Ministério das Cidades garantiu R$ 11 bilhões na segunda fase do PAC para a contenção de encostas e macrodrenagem. Apesar do Ministério das Cidades ter empenhado R$ 31,3 milhões no ano passado para obras preventivas no Estado, o governo federal não liberou um real sequer para os oito projetos selecionados.

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