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Sistema online pretende vigiar contratos da União

24 de janeiro de 2012 0

A transparência da máquina pública pautou parte da primeira reunião ministerial do ano, comandada ontem pela presidente Dilma Rousseff. Ela concedeu prazo de seis meses para que os ministérios apresentem ao Planalto um sistema de monitoramento dos seus programas, incluindo informações sobre a assinatura de convênios e contratos.
A ideia é disponibilizar dados sobre a execução e o andamento de projetos. Com a medida, o Planalto pretende exercer controle em tempo real sobre as ações de cada órgão.
O governo Dilma recentemente passou por desgastes envolvendo denúncias de irregularidades em gastos dos ministérios, sendo que suspeitas de corrupção recaíram principalmente sobre os contratos com organizações não governamentais.
Também teve que dar explicações a respeito do direcionamento de recursos do governo para redutos políticos de ministros. Em um discurso inicial de 30 minutos, Dilma afirmou que o projeto de transparência é transformador.
– É um projeto revolucionário, progressista e indispensável para a verdadeira reforma do Estado, não pela demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas da gestão de um Estado mais profissional e meritocrático – afirmou.
Reunião contou com a presença de 36 ministros
Além de Dilma, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez uma análise do cenário econômico internacional e avaliou as projeções para o crescimento interno. O Brasil, disse ele, será um dos poucos países do mundo a superar os números de 2011. Tombini acredita que os Estados Unidos devem apresentar um crescimento mais alto em relação a 2011 e que os países europeus, apesar de apresentarem cenários diferentes, devem registrar estabilidade. Sobre a China, a expectativa é que o crescimento seja alto, mas inferior ao de 2011. Dos 38 ministros, 36 participaram da reunião. Os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, e Previdência, Garibaldi Alves, mandaram representantes. O novo ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, que assume hoje, também acompanhou o encontro.

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