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Como não levar bronca de Dilma

29 de janeiro de 2012 0


















Por Fabiano Costa

Minuciosa, durona, perfeccionista e de pavio curto. Esses são os adjetivos mais corriqueiros usados por ministros, assessores e aliados para definir o estilo da presidente Dilma Rousseff.
Ao contrário do antecessor, famoso pelo carisma e pelo estilo bonachão, Dilma reforçou em seu primeiro ano de mandato a fama de sisuda e implacável. Dona de um temperamento instável, a presidente intercala broncas desconcertantes com piadas de humor peculiar no trato diário com os subordinados, provocando arrepios nos auxiliares diretos.
Na última terça-feira, ao deixar o Ministério da Ciência e Tecnologia para assumir a Educação, o ministro Aloizio Mercadante arrancou gargalhadas no Palácio do Planalto ao aconselhar o sucessor, Marco Antonio Raupp, sobre como se comportar com a presidente.
– Toda vez que você levar um programa à presidente, a primeira fase vai ser de espancamento do projeto. Ele vai ser desconstituído em todas as suas dimensões e, se não estiver bem consistente, você vai ouvir a seguinte expressão: “Ele não fica de pé” – brincou.
Sentado ao lado de Dilma, o ex-presidente Lula não se conteve e riu com a plateia. Mais contida, a presidente apenas sorriu diante do gracejo. E Mercadante complementou:
– O conselho que dou, Raupp, é: não insista. Você não vai convencê-la. Vai perder tempo. Volte para casa, junte a equipe, trabalhe intensamente e volte a apresentar o projeto. Os ministros aqui sabem que estou falando a mais absoluta verdade – orientou.
A brincadeira de Mercadante traduz a percepção geral da Esplanada. Duas ajudantes de ordens e uma secretária pediram demissão por não suportarem as explosões da chefe do Executivo. Uma auxiliar em especial tem hora marcada para levar pito.
À frente da Secretaria de Comunicação Social, a ministra Helena Chagas é a encarregada de levar os resumos dos jornais para a presidente, na primeira reunião do dia. Ao deparar com bastidores do governo na imprensa, ela esbraveja com a ministra. Segundo assessores, a frase mais ouvida no Planalto é “Helena, como isso foi parar aqui?”.


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