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Proposta rejeitada tinha o IPE como investidor

01 de março de 2012 1

A pedido da Andrade Gutierrez (AG), o Banrisul chegou a estudar a inclusão, entre os investidores da construtora para o Beira-Rio, do IPE e do Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Porto Alegre (Previmpa). O acerto só não saiu porque a AG também pediu que as instituições fornecessem garantias para o empréstimo – modelo que foi proposto com pequenas alterações e, novamente, rejeitado ontem pelo Banrisul.
Mantida até agora em sigilo, a arquitetura financeira foi obtida com exclusividade por Zero Hora e mostra um negócio composto, na maior parte, por recursos públicos.
Nas propostas apresentadas desde dezembro ao banco, a AG investiria só R$ 16,4 milhões em recursos próprios – R$ 65,9 milhões viriam do IPE, do Previmpa e do próprio Banrisul. Mas o que entravou o negócio foi que, além da participação como investidores, a AG pediu aos entes públicos garantias para o empréstimo de R$ 205 milhões junto ao banco estadual.
Governo do Estado e prefeitura asseguram que nenhuma das propostas da construtora foi aceita. Porém, a revelação de que o IPE e o Banrisul estavam na negociação para ingressar no consórcio criou crise no governo estadual. Enquanto concedia entrevista a ZH sobre o assunto, o chefe de gabinete da presidência do IPE, Cássius Rosa, foi chamado ao Palácio Piratini e proibido de falar com a imprensa. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, foi designado para ser o único interlocutor sobre o assunto. Esclareceu que, por conta de sua natureza jurídica, os fundos de pensão não podem ser avalistas do negócio.
– Quando o banco avisou a AG disso, a empresa disse que só garantiria a parte dela no empréstimo, mostrando ao Banrisul que era um negócio arriscado – afirma Pestana.
Nas garantias prometidas pela AG ao Banrisul, estão R$ 24 milhões vindos de instituições gaúchas e receitas esperadas com a exploração de áreas do estádio – o que é rejeitado repetidamente pelo banco.

Comentários (1)

  • Francisco Bendl diz: 1 de março de 2012

    Quem dera que eu tivesse o dom de adivinhar os números da Mega-Sena ou qualquer outra loteria!
    Em 20 de outubro de 2.011, eu comentei sobre esse tema no blog da jornalista Rosane de Oliveira, que peço a devida licença para reproduzi-lo.
    Assim eu me manifestava:

    Rosane, impressionante a falta de empreendedorismo do gaúcho! Outros estados estão à frente do Rio Grande em desenvolvimento, administração pública, obras, e nós ficamos a conversar sobre as bobagens políticas e as intrigas que reinam nesta classe; o empresário do nosso estado só pensa em explorar o mercado; perdemos a Copa das Confederações porque o meu time se mostrou desorganizado e sem a união devida quanto às reformas do Beira-Rio; meses atrás, se cogitou em uma prova da F Indy, que também não vem mais; a revitalização do cais do Porto é uma novela, e longa; estudos sobre outra ponte do Guaíba já levam décadas; o metrô é uma ilusão;viadutos, elevadas, túneis, a gente vê serem construídos em outros estados não em Porto Alegre; faz muitos anos que não se inaugura qualquer obra viária em nossa cidade e, o trãnsito, em decorrência, um verdadeiro caos!
    Eu não sei o que pensam empresários e o governo, mas demonstram inquestionavelmente uma enorme incompetência, desinteresse pelo Rio Grande e menosprezo à população!
    Que vergonha sermos excluídos da Copa das Confederações.
    E a culpa não é so do Inter, lamentavelmente.
    Por que o empresariado gaúcho não se uniu para fazer uma espécie de consórcio e reformassem o estádio do colorado?
    Ora, se o lucro será alto com o Inter cedendo por vinte anos à construtora Gutierres parte do seu estádio, bem que este dinheiro poderia ficar no próprio estado. Eu não acredito que não tivéssemos dez gaúchos que, unidos, investissem o dinheiro com retorno garantido e em altos percentuais se o empresariado local tivesse visão de negócio e não apenas de mercado e imediato.
    Esta é a nossa diferença para Santa Catarina, por exemplo, de modo que eu não viaje para mais longe. Lá encontramos o empreendedor, o sujeito que acredita no progresso, que quer ganhar o seu dinheiro e deseja ver a sua cidade cada vez melhor, mais visitada, conhecida e famosa.
    E no Rio Grande?
    Bom, aqui nós discutimos as reuniões que os políticos fazem entre si; ficamos ouvindo o empresário se queixar da alta carga de impostos; lemos que as nossas estradas não suportam mais o trãnsito e estão esburacadas; queixamo-nos dos altos preços dos aluguéis residenciais e dos imóveis à venda; batemos boca no trãnsito porque não comporta mais automóveis; Grêmio e Inter se detestam e preferem que fiquemos de fora de um acontecimento mundial do que um dos estádios sediar jogos da Copa do Mundo!
    Vamos e venhamos, que cabecinha de alfinete nos transformamos!
    Que mente tão estreita e limitada que nossos dirigentes políticos e empresariais possuem!
    Por favor, Rosane:
    Que a Zero Hora, digo, o Grupo RBS, que se reunisse com o Colombo, Gerdau, Ferramentas Gerais, Azaléia, Grendene, Marcopolo, Guerra, Taurus, Ipiranga, Tumelero, Tramontina, Transportadora Mercúrio, enfim, as grandes empresas do Rio Grande, e juntas tocassem esta obra do Beira-Rio – altamente lucrativa -, e mostrássemos para o Brasil e mundo a nossa capacidade de união, de força, da bravura dos Farrapos que tanto homenageamos em prosa e verso!
    Este é o momento.
    E que o governo deixe de ser tão politiqueiro e trate de fazer as obras que vive prometendo; que bata na mesa e exija dos deputados e senadores gaúchos que, em Brasília, pensem no estado, na população, no orgulho desta terra que anda tão em baixa ultimamente!
    Peço perdão por eu ter alongado este texto.
    Mas eu não, poderia ficar somente na crítica contundente ao marasmo observado sem pelo menos dar uma sugestão para sairmos desta estagnação que nos encontramos.
    Obrigado pela compreensão.

    Eu penso que este momento é absolutamente apropriado para eu repetir o que escrevi há mais de 4 meses!
    Pois agora estamos sentindo os estertores dessa omissão, dessa falta de interesse, e vou mais adiante: dessa demonstração inequívoca de ausência de patriotismo!
    Pouco se me dá se no estádio do Inter ou do Grêmio.
    Não podemos perder essa oportunidade sob pena de ser o maior fiasco da história do Rio Grande do Sul!
    Será deprimente comemorarmos as festividades na Semana Farroupilha e termos expulsos a Copa do Mundo de Futebol por absoluta incompetência!

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