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Sibéria palaciana

12 de março de 2012 0

Por Klécio Santos

Misture um general boquirroto, um ministro linguarudo e partidos fisiológicos. Por aí começa a se entender as lágrimas de Dilma Rousseff numa posse ministerial esdrúxula.

Dilma sonha em fazer um mandato reformador, avançando em temas que o ex-presidente Lula jamais se aventurou. O modelo de gestão que Dilma quer imprimir, porém, parece eivado de ingenuidade, incompatível com a política nacional, movida a chantagens que vão do gigante PMDB e suas raposas até o nanico PRB e seu rebanho.

Se não bastasse a pressão e uma disputa por cargos até de quinto escalão, Dilma ainda enfrenta traições internas e uma insurgência de generais de pijama. Fragilizada pela saúde de Lula, a provocação do general Luiz Eduardo Rocha Paiva soou como uma bofetada para quem passou três anos presa.

– Ela diz que foi submetida a torturas… Eu não sei – alfinetou Paiva.

Em meio às estocadas, Dilma descobriu que era Gilberto Carvalho quem vazava bastidores do governo à imprensa, e o grilo falante de Lula deve passar uns dias na Sibéria palaciana. Aliás, foi o próprio Carvalho quem admitiu que o governo vive um momento tenso. A começar pela sua própria situação.

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