Representantes de 80 aldeias indígenas do sul do país invadiram nesta terça-feira o prédio do Ministério da Saúde. Eles reclamam das condições do atendimento de saúde que é feito nas aldeias. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina são mais de 35 mil índios.
Nas primeiras horas do dia os manifestantes, vindos do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, ocuparam o quarto andar, onde funciona a Secretaria Especial de Saúde Indígena. Os elevadores foram bloqueados e a entrada dos funcionários, impedida.
De acordo com o líder da tribo Kaikang, que veio de Passo Fundo (RS), faltam médicos, transporte para os profissionais, medicamentos e tratamentos específicos nas aldeias.
- Fomos jogados na rede do Sistema Único de Saúde e a população dos municípios já consome todos os recursos para exames. Os indígenas ficam por último – detalhou.
Um ano foi o tempo que Altair Alves, da tribo Kaigang de Abelardo Luz (SC), diz ter esperado por uma cirurgia no tendão.
- O índio espera dois ou três meses para realizar um exame, uma consulta. Eu mesmo demorei um ano para fazer uma cirurgia e nesse tempo não pude trabalhar – explica.
Os manifestantes se recusaram a sair do prédio e houve princípio de tumulto durante a manhã. No início da tarde, eles foram recebidos por representantes do Ministério da Saúde. Até quinta-feira, a pasta deve se manifestar sobre as reivindicações.



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